USP anuncia vencedores do concurso de restauro do Museu Paulista

A empresa vencedora ganhou o direito de celebrar o contrato para o desenvolvimento do projeto executivo das obras

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O projeto vencedor prevê um mirante no topo do edifício-monumento e a criação de uma área de exposição no subsolo – Fotomontagem: Hereñu + Ferroni Arquiteto Ltda

A USP anunciou, no dia 18 de dezembro, os projetos vencedores do concurso nacional de arquitetura para o restauro e a modernização do edifício-monumento do Museu Paulista (MP), localizado no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

A empresa vencedora, que ganhou o direito de celebrar o contrato para o desenvolvimento do projeto executivo das obras e receberá o prêmio de R$ 25 mil, foi a Hereñu + Ferroni Arquiteto Ltda. Além da empresa vencedora, outros dois projetos foram premiados: em segundo lugar, o escritório Pires Giovanetti Guardia Engenharia Arquitetura Ltda. e, em terceiro, Arquiteto Hector Vigliecca e Associados Ltda., que receberão R$ 15 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

Com o anúncio do projeto vencedor, o Museu do Ipiranga já começa a ter um retrato de como ficará em 2022. “Estamos agora entrando na reta final para equacionar as necessidades e os problemas diagnosticados no edifício-monumento nos trabalhos de prospecção realizados nos últimos anos”, explica a diretora do museu, Solange Ferraz de Lima. “A elaboração do projeto executivo pela empresa vencedora será o último ponto de inflexão em nosso planejamento para as obras e garantirá o início da execução do restauro e modernização com a segurança necessária a um trabalho desse porte”, completa.

O vencedor terá o prazo de 12 meses, a contar da assinatura do contrato, para a elaboração do projeto executivo, com um custo de R$ 5,6 milhões. Com o projeto finalizado, a USP poderá efetuar a licitação das obras, que deverão ter início em 2019. A previsão é que o museu seja reaberto em 2022, nas celebrações do Bicentenário da Independência. O edifício passará a ser dedicado exclusivamente à visitação pública, com exposições e espaços de fruição visual de sua arquitetura monumental.

O Museu do Ipiranga foi fechado à visitação pública em 2013 e, desde então, o prédio vem passando por uma série de intervenções estruturais. Paralelamente, o museu começou a tratar da transferência de seus acervos para viabilizar a execução das obras, tendo sido concluídas e reabertas ao público a Biblioteca e a área de Documentação Histórica e Iconografia.

Concurso

O concurso foi lançado no último 7 de setembro, dentro das comemorações do Museu do Ipiranga em Festa. Ainda em setembro, foram realizadas duas visitas técnicas com os interessados, além do atendimento aos esclarecimentos por meio da publicação das respostas no site oficial do concurso. De um total de 13 trabalhos inscritos, nove foram habilitados para a participação.

Como critérios de avaliação, foram considerados aspectos como racionalidade, funcionalidade e exequibilidade técnica; respeito às características materiais, estruturais, composição e documentais do edifício; criatividade, solução estética e inovação do projeto; atendimento às especificidades do uso e das soluções de circulação e acessibilidade; e adoção de critérios e soluções de projeto para a sustentabilidade ambiental.

O projeto vencedor foi escolhido por uma comissão julgadora composta de 11 membros indicados pela promotora do concurso, incluindo representantes dos órgãos de tombamento federal, estaduais e municipais, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e por parceiros institucionais, como Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo.

O júri foi presidido pelo pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, Marcelo de Andrade Roméro, e formado pela diretora do Museu, Solange Ferraz de Lima; pela professora do MP, Maria Aparecida de Menezes Borrego; pela museóloga Vera Lúcia Bottrel Tostes; pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Angelo Bucci; pelo presidente do Ibram, Marcelo Mattos Araújo; pelo engenheiro João Appleton; e pelos arquitetos Marcos José Carrilho (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan), Walter Luiz Fragoni (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – Condephaat), Mariana de Souza Rolim (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – Conpresp) e Sabrina Studart Fontenele Costa (IAB).

O grupo recebeu, ainda, o auxílio de uma comissão técnica composta de especialistas renomados das áreas e coordenada pelo professor Paulo Garcez Marins.

Veja, a seguir, imagens do projeto vencedor.

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O edifício-monumento deverá ganhar um mirante
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No mirante também haverá uma área para exposição
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O projeto prevê um novo acesso pelo subsolo do edifício-monumento
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O acesso do subsolo ao hall principal do Museu será feito por escadas rolantes; também serão instalados elevadores
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Detalhe da área de convivência localizada no subsolo do prédio, que contará com cafeteria, livraria e auditório
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