Sessão solene marca comemoração dos 15 anos de criação da EACH

Passado, presente e futuro da escola foram abordados nos discursos dos dirigentes da Universidade

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(Da esq. p/ dir.) O vice-reitor Antonio Carlos Hernandes; a diretora da EACH, Mônica Sanches Yassuda; o vice-diretor da unidade, Ricardo Ricci Uvinha; e o reitor da USP, Vahan Agopyan, na sessão solene de comemoração dos 15 anos da escola – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

“A USP conseguiu ter uma unidade de ensino e pesquisa com a cara do século 21: inovadora, transformadora, plural e interdisciplinar por excelência.” Assim o reitor da USP, Vahan Agopyan, definiu a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), durante seu discurso realizado na sessão solene que comemorou os 15 anos de criação da escola.

O evento, promovido no dia 3 de março, reuniu dirigentes da Universidade, professores, alunos e funcionários, que lotaram o Auditório Azul da unidade.

“Podemos dizer que a criação da EACH foi uma confluência de fatores positivos. Tínhamos o anseio da sociedade por um campus da USP na região leste de São Paulo e, consequentemente, tivemos apoio político para tal. Em segundo lugar, os reitores da USP, da Unesp e da Unicamp tomaram a decisão acertada de empregar os recursos disponíveis para ampliar o número de vagas e oferecer ensino público de qualidade para a população. O terceiro fator foi o dinamismo da nossa ex-vice-reitora, professora Myriam Krasilchik, que convenceu a comunidade acadêmica a investir no projeto”, afirmou Agopyan.

O reitor aproveitou a oportunidade para anunciar os investimentos para a construção das quadras poliesportivas da escola. “Acreditamos que a formação de nossos alunos não deve ser apenas na sala de aula. As atividades culturais, sociais e esportivas também fazem parte dessa formação. Estamos investindo para melhorar nossa infraestrutura em equipamentos esportivos”, destacou.

O evento foi realizado no Auditório Azul da EACH – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O vice-reitor da Universidade, Antonio Carlos Hernandes, ressaltou o “crescimento expressivo da escola nesses 15 anos de existência”. “Em todos os lugares em que os campi da USP foram instalados houve uma transformação. Na zona leste, a despeito de todo o trabalho já realizado, ainda há muito a fazer. Esse é nosso desafio. Transformamos as pessoas quando damos a elas a oportunidade de ascender. Essa é uma região da cidade em que isso deve estar muito claro, pois isso vai fazer a diferença para diminuir a desigualdade”, considerou.

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Hernandes falou sobre a participação da escola no programa USP Municípios, em que alunos do curso de graduação em Lazer e Turismo vão colaborar na criação de um indicador capaz de medir a competitividade das cidades paulistas para o turismo. “Pretendemos que esse índice possa ser utilizado para a elaboração de políticas públicas”, adiantou.

Para a diretora da EACH, Mônica Sanches Yassuda, “a criação da EACH ensejava o objetivo de incluir um maior número de estudantes oriundos das escolas públicas da região leste de São Paulo e aumentar a diversidade social e racial de seus alunos. Estudo realizado com dados do vestibular de 2018 indicou que tais objetivos foram atingidos. Sem dúvida, a própria USP tornou-se mais inclusiva com a adoção da política de cotas raciais”.

A área da USP na zona leste de São Paulo foi inaugurada no dia 27 de fevereiro de 2005 – Foto: Francisco Emolo/USP Imagens

Mônica lembrou um dos períodos mais difíceis na história da escola, que foi a interdição do local em 2014, em função do passivo ambiental da área, impedindo o acesso da comunidade acadêmica. À época, foi necessário transferir as atividades para imóveis alugados, unidades da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP) e da própria USP. A interdição durou 195 dias e foi suspensa depois que a Universidade cumpriu todas as orientações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e não se confirmou nenhum risco à saúde humana. “Mesmo durante esse período, a EACH permaneceu viva, mantendo as aulas, pesquisas e reuniões de colegiado”, asseverou.

Quanto ao futuro, a diretora foi enfática: “queremos consolidar os programas de pós-graduação da unidade, aperfeiçoar nossa estrutura física para atividades de docência e pesquisa, ampliar a internacionalização, aumentar a captação de recursos para fomento das pesquisas científicas, fortalecer o apoio à permanência estudantil e diminuir a evasão”.

A cerimônia também contou com as apresentações musicais do violonista Gustavo Costa e da soprano Karen Stephanie, com o acompanhamento ao piano do maestro da USP-Filarmônica, Rubens Russomano Ricciardi.

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