Reitoria discute as principais demandas do Campus USP de Lorena

O programa Reitoria no Campus tem como objetivo promover a interação entre a Reitoria e os diferentes segmentos da comunidade acadêmica em todos os campi da USP

 Publicado: 24/11/2022  Atualizado: 25/11/2022 as 16:29
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Realizada no dia 22 de novembro, a reunião marcou a inauguração do novo Auditório da Escola de Engenharia de Lorena – Marcos Santos/USP Imagens

A edição do programa Reitoria no Campus em Lorena, promovida no dia 22 de novembro, começou em clima de festa, com a inauguração do Anfiteatro da Escola de Engenharia de Lorena (EEL), local onde o próprio evento foi realizado. 

Lorena foi a oitava região a sediar o programa Reitoria no Campus, em que representantes da Administração Central passam o dia em um dos sete campi da USP – Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Carlos e na Capital – para se encontrar com representantes da comunidade local e estimular o diálogo na Universidade.

Carlos Gilberto Carlotti Junior – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A ideia é que, com uma maior interação entre a Reitoria e os diferentes segmentos da comunidade acadêmica, temas relacionados a cada campus possam ser discutidos com maior efetividade, debatendo propostas, formulando soluções e tornando a gestão mais integrada, descentralizada e participativa.

“Nosso objetivo é aproximar os campi da Administração Central, entender melhor as demandas e as particularidades de cada região. As unidades mais jovens da USP, como é o caso da Escola de Engenharia de Lorena, têm necessidades diferentes das unidades já estabelecidas, e essas particularidades precisam ser levadas em consideração e estar inseridas no planejamento geral da Universidade. Essa é uma reunião de trabalho, queremos conhecer as solicitações e propor soluções”, explicou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.

 

 
Maria Arminda do Nascimento Arruda – Foto Marcos Santos/USP Imagens

A vice-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda fez questão de saudar o ex-diretor da Escola, Nei Fernandes de Oliveira Junior, que participou da reunião e ressaltou o fato de a escola ser, agora, 100% USP. “O professor Nei foi o responsável pelo processo de transição da antiga Famenquil para a USP e é muito bonito constatar o quanto este campus, que já tinha uma trajetória de excelência, foi se transformando em uma Unidade da USP. Este é um momento de reflexão da Unidade e projeção do que a Unidade quer em relação ao futuro, uma proposta de futuro. Esperamos que a EEL seja um polo tecnológico altamente desenvolvido, que engrandecerá não só a Universidade, mas o Brasil”, afirmou a vice-reitora.

 

Um jovem campus em construção

As questões levantadas pela comunidade foram divididas em blocos: contratação de docentes e de servidores técnicos e administrativos, Colégio Técnico de Lorena (Cotel), infraestrutura e benefício de saúde.

O diretor da escola, Silvio Silvério da Silva, ressaltou que a EEL tem uma característica que a difere das demais, o fato de ainda ter servidores ligados ao quadro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – cerca de 80% do total de servidores técnicos e administrativos da Unidade –, o que impede que a reposição dos cargos seja feita de forma imediata. A EEL foi criada como Faculdade Municipal de Engenharia Química de Lorena (Famenquil), em 1969; passou a ser Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil), em 1971; e foi incorporada à USP em 2006. Os servidores que estavam ligados à Faenquil quando da incorporação fazem parte, hoje, do quadro em extinção da SDE.

Quanto à questão da contratação de novos docentes, o diretor lembrou que há necessidade de ampliação do quadro em função da criação de três novos cursos em 2011, com um total de 120 vagas – Engenharia Física, Engenharia Ambiental e Engenharia de Produção –, e que os cargos docentes não foram concedidos em quantidade suficiente.

O reitor assegurou que essa reposição será feita, já que o Conselho Universitário aprovou a contratação de 870 novos docentes para os próximos anos. “Se soubermos utilizar essas vagas, podemos renovar a Universidade, deixando-a mais jovem e ativa. Eu vejo um grande potencial de pesquisa em Lorena, com uma maior interação com outras Unidades da USP e a possibilidade de implantar uma unidade Embrapii. É preciso pensar na EEL cada vez mais forte, com uma inserção maior dentro da Universidade, explorando áreas como meio ambiente, química e energia renovável.”

Carlotti também reforçou que o campus de Lorena é uma das possibilidades de escolha de migração dos cerca de 80 servidores do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) que não aderiram ao Hospital das Clínicas de Bauru.

O reitor aproveitou a oportunidade para visitar as instalações de laboratórios da EEL – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Outra peculiaridade do campus é abrigar o Colégio Técnico de Lorena (Cotel), que oferece o curso técnico de Química, em nível de ensino médio, à comunidade.

O reitor e a vice-reitora também conversaram com alunos de graduação e de pós-graduação. Dentre os temas discutidos, falou-se sobre a necessidade de contratação de docentes e servidores técnicos e administrativos. Carlotti comentou que a EEL recebeu seis novas vagas para contratação de docentes a partir de 2023. Segurança no campus e funcionamento do restaurante universitário foram outras questões apresentadas.

 

Reitoria no Campus

O lançamento do programa Reitoria no Campus aconteceu em São Carlos, no dia 27 de maio. Também foram realizadas reuniões em Ribeirão Preto, em Pirassununga, na Área Capital-Leste, no Quadrilátero Saúde-Direito, na Capital e em Bauru. O próximo encontro será realizado no campus de Piracicaba, no dia 1º de dezembro.

As reuniões em cada um dos campi devem acontecer pelo menos uma vez por ano e a organização conta com a participação do Conselho Gestor e da Prefeitura do Campus USP local.

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