Reitor visita as instalações do Centro Experimental Aramar, da Marinha

Localizado na cidade de Iperó, Aramar é a base do Programa Nuclear da Marinha do Brasil

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O reitor Vahan Agopyan e outros pesquisadores em visita ao Centro Experimental Aramar, da Marinha – Foto: Comunicação Social do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo/CTMSP

No dia 12 de julho, o reitor Vahan Agopyan, com um grupo de dirigentes e pesquisadores da USP, visitou as instalações do Centro Experimental Aramar (CEA), base do Programa Nuclear da Marinha do Brasil, localizado na cidade de Iperó, em São Paulo. A visita teve como principal objetivo reforçar a longa relação que a Universidade tem com a Marinha – especialmente nos campos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de pessoal – e discutir novas possibilidades de parceria.

Agopyan lembrou a importância do convênio firmado entre a Universidade e a Marinha, em 1956, que resultou na criação do primeiro curso de Engenharia Naval do País, oferecido pela Escola Politécnica, e no desenvolvimento de pesquisas conjuntas. “Essa parceria com a Marinha foi benéfica para todos. Nossos antecessores deixaram um legado fantástico e é nossa obrigação manter esse legado em boas condições. Para nós, é sempre importante que nossas pesquisas e atividades tenham vínculos com as demandas da sociedade. Nesse sentido, a Marinha nos traz desafios e a motivação para desenvolvermos pesquisas aplicadas, gerando conhecimento para a academia e para o Brasil”, disse o reitor.

Os dirigentes foram recebidos pelo diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, que apresentou as instalações da Unidade Piloto de Hexafluoreto de Urânio (Usexa), o Laboratório de Enriquecimento de Isotópico e o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene), ainda em fase de construção.

“Sermos capazes de manter uma parceria tão longa com a USP é motivo de orgulho para nós e também um reconhecimento por parte da sociedade. Esse Programa Nuclear não pertence apenas à Marinha, mas ao Brasil, e não conseguiríamos desenvolver isso sem o apoio da Academia. O valor do conhecimento gerado aqui ultrapassa as fronteiras de Aramar e se espalha pelo País”, afirmou o almirante Bento.

Complexo de Aramar

Localizado a 120 km da capital paulista, o complexo de Aramar abrigará – quando estiver em completo funcionamento – as principais oficinas, usinas, laboratórios e protótipos desenvolvidos pelo Programa Nuclear da Marinha, cujo objetivo é estabelecer a competência técnica para projetar, construir, operar e manter sistemas de propulsão com reatores do tipo Reator de Água Pressurizada (PWR), e produzir o seu combustível para a propulsão naval.

Acompanharam a visita o pró-reitor de Pesquisa, Sylvio Roberto Accioly Canuto; o secretário-geral da USP e vice-diretor do Instituto de Química, Pedro Vitoriano de Oliveira; o coordenador da Agência USP de Inovação, Antonio Carlos Marques; o diretor do Instituto de Matemática e Estatística, Junior Barrera; o diretor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), José Albertino Bendassolli; o professor da Escola Politécnica, Fuad Kassab Junior; e o aluno da Poli, Arthur Shinzo.

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