Reitor da USP participa de evento sobre os 100 anos da Reforma de Córdoba

A Reforma Universitária de 1918 é considerada o primeiro movimento estudantil da América Latina em defesa da educação superior

Por - Editorias: Institucional
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O reitor da USP, Vahan Agopyan (o primeiro da dir. para esq.) e o presidente da Aucani, Raul Machado Neto (ao lado dele), participaram da mesa-redonda sobre o centenário da Reforma – Foto: Divulgação

No dia 15 de junho, o reitor da USP, Vahan Agopyan, foi um dos convidados para participar da mesa-redonda A reforma universitária de Córdoba de 1918 e sua repercussão regional e internacional, realizada durante a terceira Conferência Regional de Educação Superior na América Latina e no Caribe (Cres), promovida na Universidade Nacional de Córdoba (UNC), na Argentina. O presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Raul Machado Neto, também representou a Universidade no evento.

A conferência, que teve início no dia 11, foi organizada pelo Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (IESALC), ligado à Unesco, sob a égide do primeiro centenário da Reforma Universitária de 1918, considerada o primeiro movimento estudantil da região da América Latina em defesa da educação superior.

Estudantes tomam a Universidade de Córdoba e içam a bandeira da Argentina em 1918 – Foto: Divulgação / UNC

A Reforma de Córdoba, como ficou conhecida, marcou o início do processo de luta pela construção de um modelo institucional que atribui identidade à universidade latino-americana, bem como de um modelo de ensino superior renovado.

A Cres teve como objetivo reafirmar o sentido da educação como um direito humano, um bem público e uma responsabilidade social dos Estados, além de apresentar um plano de ação para a próxima década.

O evento reuniu representantes da comunidade acadêmica e dos governos nacionais para debater melhorias para quase 14 mil instituições de ensino superior da região. Em sua terceira edição (as anteriores foram em Havana, Cuba, em 1996; e em Cartagena das Índias, Colômbia, em 2008), esta é uma das reuniões preparatórias para a Conferência Mundial sobre o Ensino Superior de 2019, em Paris.

Ao final da mesa-redonda, o Comitê Internacional do Centenário da Reforma divulgou uma declaração em que afirma que “a reforma de 1918 deixa como parte fundamental de sua herança o exercício da reflexão crítica permanente sobre o funcionamento da sociedade e das próprias instituições. É, portanto o espaço da Universidade por excelência para repensar continuamente a organização social, política e econômica de cada época. No centenário da reforma, ressignificar seus postulados no século 21 implica, entre outras coisas, conceder à Universidade um papel de liderança no desenvolvimento de inovações no ensino, sendo a principal delas a incorporação da tecnologia digital como ferramenta de inclusão e integração social” (clique aqui e leia a íntegra da declaração em espanhol).

Além do reitor da USP, subscrevem o documento os dirigentes da Universidad de Buenos Aires, Alberto Barbieri, que coordena o Comitê Internacional; da Universidad Complutense de Madrid, Carlos Andradas Heranz; da Universidad Nacional Autónoma de México, Enrique Graue Wiechers; da Universidad Nacional de Córdoba, Hugo Juri; da Universidad De la República, Roberto Markarian; e da Universidad de Salamanca, Ricardo Rivero Ortega.

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