Reitor da USP participa de CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo

Vahan Agopyan respondeu às questões dos deputados que compõem a comissão, em sessão realizada no dia 24 de junho

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O reitor Vahan Agopyan durante sessão da CPI das Universidades Paulistas, na Assembleia Legislativa – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O reitor da USP, Vahan Agopyan, participou, no dia 24 de junho, da sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), constituída pela Assembleia Legislativa de São Paulo, com foco na gestão das três universidades públicas estaduais paulistas – USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).

Em sua manifestação inicial, o reitor falou sobre a história da criação da Universidade, destacando que a “USP não resultou de um ato isolado do governo do Estado, mas é o resultado de uma política de Estado, de quase dois séculos, quando líderes e autoridades decidiram investir, e muito, na educação”.

Agopyan apresentou dados sobre a Universidade, que hoje é responsável por 22% da pesquisa científica no País e é uma das dez instituições que mais publicam no mundo.

Vahan Agopyan – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Outro aspecto levantado pelo reitor foi o das estratégias adotadas nos últimos anos voltadas para a inclusão social. Desde 2018, a USP adota a reserva de vagas para alunos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI). Neste ano, a Universidade alcançou o índice recorde de 42% de alunos matriculados oriundos de escolas públicas e, dentre eles, 40,1% na modalidade PPI. “Deve-se frisar que a inclusão não significa favorecimento e muito menos a redução da qualidade dos cursos oferecidos. Pela utilização de medidas alternativas, a USP está selecionando jovens talentosos e se beneficia com a diversidade de seu alunado”, afirmou.

A autonomia universitária e a superação do desequilíbrio financeiro foram outros temas que fizeram parte da explanação do reitor. “No âmbito de sua autonomia orçamentária e financeira, a USP adotou uma série de medidas destinadas a reduzir suas despesas totais e evitar o esgotamento de suas reservas financeiras, como a suspensão imediata das contratações de servidores técnicos e administrativos por tempo indeterminado e a implantação de um amplo plano de incentivo à demissão voluntária”, salientou.

Ao final de sua apresentação, Agopyan abordou duas “preocupações surgidas no âmbito da CPI”: a questão do teto salarial e a das diárias pagas aos dirigentes da Universidade. “A experiência demonstra que é importante contar com a participação de representantes das faculdades do interior na gestão da Universidade, de forma a que todo o conjunto receba as mesmas atenções e dê as mesmas contribuições para o bom andamento da Instituição”, afirmou. Clique aqui para ler a íntegra manifestação.

Em seguida, o reitor respondeu aos vários questionamentos feitos pelos deputados presentes à sessão, que durou cerca de três horas e meia: Wellington Moura (PRB), que preside a CPI, Carla Morando (PSDB), que é a vice-presidente, Arthur do Val (DEM), Caio França (PSB), Daniel José (Novo), Douglas Garcia (PSL), Valéria Bolsonaro (PSL) e Carlos Giannazi (PSOL).

O dirigente da USP foi o segundo a comparecer à CPI das Universidades. No dia 19 de junho, o reitor da Unesp, Sandro Roberto Valentini, esteve na Assembleia Legislativa e, no próximo dia 26, será a vez do reitor da Unicamp, Marcelo Knobel.

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