Inserção da Brasiliana na vida da Universidade é meta de novo diretor

No dia 15 de abril, tomaram posse o novo diretor da Biblioteca Brasiliana, Carlos Guilherme Mota, e a nova vice-diretora, Giuliana Ragusa. “Vive-se momento decisivo da inserção adequada e efetiva da biblioteca nas estruturas e na vida da USP”, afirmou Mota.

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(Da esq.p/dir.) O novo diretor, Carlos Guilherme Mota, o vice-reitor Vahan Agopyan, a pró-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda e a vice-diretora da Biblioteca, Giuliana Raguza

“Este é um momento paradoxal, porque uma ex-aluna assume a palavra para dar as boas vindas a seu professor, eminente figura da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, com vasta obra, nascida da melhor cepa da literatura uspiana, que atravessou fronteiras”. Assim, a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Maria Arminda do Nascimento Arruda deu início a seu discurso na cerimônia de posse do novo diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, Carlos Guilherme Mota, realizada no último dia 15 de abril, no Auditório da Biblioteca.

O evento, que marcou também a posse da nova vice-diretora, Giuliana Ragusa, reuniu dirigentes da Universidade, autoridades da área literária e editorial, além de familiares de Guita e José Mindlin. “Hoje, inicia-se uma nova história desse acervo na USP. Começamos um tempo novo”, destacou a pró-reitora.

Em seguida, em discurso emocionado, a nova vice-diretora falou sua trajetória como aluna de graduação e pós-graduação na Universidade  e, desde 2003, como professora e pesquisa na área de Língua e Literatura Grega da FFLCH. Durante sua fala, Giuliana fez menção a seu pai, que também é docente da USP, atualmente aposentado, no Instituto de Física de São Carlos.

O novo diretor da Brasiliana, professor emérito da FFLCH e fundador do Instituto de Estudos Avançados (IEA), Carlos Guilherme Mota, destacou que “vive-se momento decisivo da inserção adequada e efetiva da biblioteca nas estruturas e na vida da USP”. Segundo ele, que assumiu o cargo no dia 17 de fevereiro, nesse período, já foi possível fazer levantamento das necessidades e traçar um primeiro diagnóstico da Biblioteca, identificando a falta de um regimento interno e a desordenada utilização dos espaços. Para ele, o principal desafio de sua gestão será a implantação de um projeto acadêmico que dê sustentação à Instituição.

Novos espaços

Colóquios e cafés acadêmicos passarão a fazer parte da programação da Biblioteca, segundo Mota, cuja trajetória profissional inclui a Biblioteca Municipal Mário de Andrade e a Biblioteca Nacional. Para o próximo dia 22 de abril, já está agendado o primeiro “Colóquio Mindlin”, que contará com os professores Laura de Mello e Souza e André Sekkel Siqueira, apresentando suas pesquisa sobre a obra de Sérgio Buarque de Holanda.

Também prevê-se a realização de cafés acadêmicos, menos informais, dedicados a pesquisadores que desenvolvam seus projetos na Biblioteca, a visitantes eventuais e professores e intelectuais de passagem por São Paulo.

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin foi inaugurada em 23 de março do ano passado. O edifício, com 20 mil metros quadrados de área, abriga 60 mil volumes de livros e documentos sobre o Brasil, com destaque para a coleção reunida pelo advogado, empresário e bibliófilo José Mindlin, doada à USP em 2005.

(Foto: Ernani Coimbra)

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