Vice-reitor visita universidade marroquina e participa da COP22

Em visita a Marrocos, o vice-reitor Vahan Agopyan conheceu o campus da Université Mohammed VI Polytechnique e teve a oportunidade de participar de algumas atividades que aconteceram na chamada zona verde da COP22.

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Em visita a Marrocos, entre os dias 10 e 12 de novembro, o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, conheceu o campus da Université Mohammed VI Polytechnique e teve a oportunidade de participar de algumas atividades que aconteceram na chamada zona verde da 22ª Conferência do Clima (COP22.)

Realizada em Marrakesh, no Marrocos, de 7 a 18 de novembro, a COP22 reuniu representantes de mais de 190 países com o objetivo de definir uma agenda para a implementação das medidas de fiscalização, transparência e de financiamento com o objetivo de atenuar as mudanças climáticas. A conferência foi dividida em duas áreas distintas: a zona azul, onde ficaram as salas plenárias e se concentraram as decisões envolvendo autoridades políticas; e a zona verde, onde aconteceram as discussões acadêmicas, palestras e eventos paralelos que reúnem ONGs, empresas, instituições de pesquisa etc.

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Quase um terço da energia consumida no campus principal da Mohammed VI Polytechnique advém de fontes de energia renovável, como os painéis solares instalados nos estacionamentos e na cobertura do parque central

Para Agopyan, “a parte acadêmica da COP não é apenas de uma grande exposição científica, pois o resultado das discussões e avanços obtidos na zona verde dão origem às políticas públicas e embasam as decisões que serão tomadas na zona azul. Isso significa que, na COP22, não basta ter apenas vontade política, é necessário que as propostas também tenham viabilidade científica”.

“O convite para visitar a conferência partiu da Université Mohammed VI Polytechnique, uma das instituições organizadoras do evento, por causa da minha área de pesquisa que abrange materiais utilizados na Construção Civil”, explicou o vice-reitor. A universidade marroquina é voltada para a pesquisa avançada em áreas como agricultura e fertilização; minas, petróleo, tratamento e meio ambiente; química e biotecnologia; energias renováveis; e água.

A USP assinou um convênio de cooperação acadêmica com a instituição em junho desse ano. O documento prevê a elaboração conjunta de projetos de pesquisa, a organização de eventos científicos e culturais, o intercâmbio de informações e a realização de cursos e disciplinas compartilhados.

“A discussão ambiental já está modificando a economia e a produção industrial, fazendo com que empresas tradicionais como a automobilística e a de fertilizantes, por exemplo, procurem alternativas que causem menos danos ao meio ambiente. As universidades têm a responsabilidade de responder a essa demanda da sociedade. Os problemas causados pelos abusos ao meio ambiente já estão acontecendo e as universidades precisam fornecer uma resposta rápida. A USP tem se mostrado muito atuante nesse setor e vários de nossos pesquisadores são reconhecidos como líderes em áreas como energia, transporte, comunicações e produção agrícola. O que pude observar na COP22 é que já existe muita pesquisa sendo feita e que nós temos muito a contribuir com estudos adaptados às condições brasileiras”, concluiu Agopyan.

(Foto: Arquivo pessoal)

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