USP vai implantar o diploma virtual a partir do próximo ano

O certificado digital representa iniciativa inédita entre universidades brasileiras e possibilitará agilidade no acesso ao documento. Em 2011, foram emitidos 37.227 certificados pela Secretaria Geral.

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A partir do próximo ano, os estudantes que concluírem seus cursos de graduação, pós-graduação ou extensão universitária na USP receberão o diploma virtual. Com a implantação dessa iniciativa inédita, a USP torna-se universidade pioneira na emissão de certificado oficial digital no país. A medida recebeu parecer favorável do Conselho Estadual de Educação (CEE), na reunião realizada na última quarta-feira, dia 21 de março.

O diploma virtual possibilitará, dentre outras facilidades, a comprovação de conclusão de curso àqueles bacharéis que não possam esperar a confecção do diploma em papel. É o caso, em especial, dos alunos que necessitam se inscrever na residência médica, no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em cursos de pós-graduação ou em concursos públicos. “O diploma virtual não suprimirá o diploma em papel, é apenas um certificado mais moderno e de acordo com as necessidades da atualidade”, afirma o secretário-geral da Universidade, Rubens Beçak.

Segundo Beçak, o aluno receberá uma assinatura digital, que dará acesso ao certificado de conclusão de curso. O secretário-geral destaca ainda que o diploma virtual é intransferível e poderá servir como comprovação do curso pela vida toda. O projeto conta com a parceria do Departamento de Informática, ligado à Vice-Reitoria Executiva de Administração da Universidade.

Atualmente, na Secretaria Geral, o certificado em papel é emitido em um mês. “Esse tempo pode variar de acordo com as rotinas das Unidades da USP em relação ao envio de documentos. Mas, na Secretaria, não ultrapassa os trinta dias”, garante. Em 2011, foram emitidos 37.227 certificados.

Beçak avalia que a segurança contra fraudes também será maior. “Trata-se de um sistema tão seguro quanto o da Receita Federal”, destaca o professor, ressaltando que “o risco de falsificações será praticamente zero.” Ele lembra que a questão da segurança em relação a fraudes foi reforçada com a adoção do diploma único, em 2010. “A medida uniformizou um modelo de diploma para todas as Unidades da Universidade”, conta.

Alunos antigos

Outra novidade da Secretaria Geral, prevista para este ano, é a digitalização dos dados dos estudantes que colaram grau na USP a partir de 1987. Atualmente, o setor dispõe desses dados, mas posteriores a essa data. “Teremos dados de mais de 1,6 milhão de estudantes”, contabiliza o secretário-geral. Segundo ele, a Vice-Reitoria Executiva de Administração já iniciou um processo de licitação para a digitalização dos documentos. “Caso este processo seja concluído, a Secretaria Geral poderá, rapidamente, concluir as digitalizações”, assevera.

A digitalização vai disponibilizar toda a vida acadêmica do estudante, incluindo dados como ano de entrada, data da colação de grau e histórico escolar, entre outras informações. A ideia para o futuro, segundo Beçak, é permitir até mesmo a impressão de documentos e que todo o acervo esteja disponível on-line, no site da Secretaria Geral.

Além dos dados acadêmicos dos estudantes, a digitalização também incluirá os registros do acervo documental da Secretaria, composto por atas das reuniões do Conselho Universitário e suas Comissões, termos de posse dos dirigentes das Unidades e outros documentos históricos. Esse acervo representará importante fonte de pesquisa sobre a história da Universidade e se tornará muito mais acessível após a digitalização. A proposta é também disponibilizar esses documentos para consulta pública no site da Secretaria.

(Antonio Carlos Quinto, especial para a Sala de Imprensa)

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