USP presidirá rede de universidades da América Latina

O reitor Marco Antonio Zago foi eleito novo presidente da Red de Macrouniversidades de América Latina y el Caribe

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A assembleia reuniu cerca de 40 representantes de 37 universidades de 20 países latino-americanos

O reitor Marco Antonio Zago foi eleito como novo presidente da Red de Macro Universidades de América Latina y el Caribe, durante a oitava Assembleia Geral de Reitores, realizada nos dias 20 e 21 de abril, na Universidad de Chile, na cidade de Santiago. Além do reitor, a USP também esteve representada no evento pelo presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Raul Machado Neto.

A rede, criada em 2002, é composta por 37 universidades públicas de 20 países latino-americanos (das quais, três são brasileiras: a USP e as Universidades Federais dos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais), e tem como objetivo constituir-se em um mecanismo de interlocução com os Estados Nacionais e com as organizações nacionais e internacionais, estabelecendo um mecanismo de diálogo e intercâmbio, assim como de cooperação e ação conjunta sobre temas e experiências de interesse comum para as universidades.

Na assembleia, cerca de 40 representantes das universidades tiveram a oportunidade de discutir e trocar experiências sobre questões importantes da vida universitária, como intercâmbio de estudantes, financiamento, parcerias científicas e o papel das instituições no desenvolvimento das sociedades latino-americanas. Em 2016, a USP foi a sede do evento.

Programação

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O reitor Marco Antonio Zago participou de um encontro com a presidente do Chile, Michelle Bachelet

No dia 20, pela manhã, a programação do encontro começou com uma visita ao Arquivo Central “Andrés Bello”, na Universidad de Chile, para conhecer a Coleção Neruda, composta por artigos pessoais do poeta Pablo Neruda doados à Instituição.

Na mesma universidade, os participantes da Assembleia estiveram na cerimônia de inauguração do ano acadêmico, que teve como palestrante principal a secretária executiva da Comissão Econômica para América Latina (Cepal), Alicia Bárcena, que falou sobre o panorama econômico e social da América Latina e do Caribe diante do novo contexto global. No ano passado, o reitor da USP foi o convidado para proferir o seminário.

No período da tarde, os reitores tiveram um encontro com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, no Palácio La Moneda, sede do governo chileno. Na presença dos representantes das universidades, a presidente se definiu como “filha da educação pública”. “Sou testemunha da missão insubstituível do Estado como agente da educação”, afirmou.

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Em seu pronunciamento, Zago (à esq.) destacou que uma de suas principais metas será o fortalecimento dos intercâmbios estudantis

Já na Assembleia, em votação unânime, o reitor da USP foi eleito como novo presidente da rede, em substituição ao dirigente da Universidad de Buenos Aires (UBA), Alberto Barbieri. Em seu pronunciamento, Zago destacou que uma de suas principais metas será o fortalecimento dos intercâmbios estudantis.

“Vamos trabalhar para que as ações de mobilidade estudantil tenham uma dimensão maior, semelhante ao que ocorre com o programa Erasmus Mundus [programa de cooperação internacional financiado pela Comissão Europeia, que permite a mobilidade de alunos de ensino superior]. Vamos transformá-lo em um projeto que não seja impulsionado somente pelas universidades, mas também pelos diferentes Estados por meio de recursos adicionais. Minha convicção é de que isso representará uma enorme revolução na vida da América Latina”, afirmou (clique aqui e acesse entrevista do reitor, concedida ao jornal chileno El Mercurio, em que o dirigente fala sobre os desafios das universidades públicas).

No dia 21, as atividades da Assembleia tiveram continuidade com a realização do fórum internacional “Impacto e transcendência da Universidade Pública na América Latina e no Caribe”, com a explanação dos reitores Ennio Vivaldi, da Universidad de Chile; Alberto Barbieri (UBA); e Enrique Graue, da Universidad Nacional Autónoma de México.

“Declaração de Santiago de Chile”

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Como resultado da Assembleia, os reitores subscreveram e divulgaram dois documentos

Como resultado do encontro, os reitores subscreveram e divulgaram, no dia 24 de abril, a “Declaração de Santiago de Chile”. O documento, dividido em seis itens, defende a autonomia universitária e o fortalecimento do intercâmbio estudantil e acadêmico entre as Instituições, “na perspectiva de soluções conjuntas a problemas comuns”. Também faz um chamado às autoridades políticas latino-americanas para que “considerem a educação estatal como um assunto de importância estratégica”.

A declaração destaca que “as universidades públicas da América Latina e do Caribe são espaços de pensamento e formação pluralista de excelência que garantem o desenvolvimento de seus países e, portanto, de suas regiões”.

Em outro documento, os reitores expressaram sua solidariedade com os mais de 800 mil estudantes latino-americanos e caribenhos que desenvolvem atividades acadêmicas nos Estados Unidos e que “eventualmente se sentiram prejudicados com as medidas anti-imigratórias do Governo americano”.

(Fotos: Divulgação)

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