USP mostra à sociedade, em evento, os benefícios do trabalho em redes

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Instituições de grande porte – como é o caso da USP – são dotadas, geralmente, de pessoal de alta qualidade. Mas, há um “efeito colateral” decorrente dessa magnitude: para gerir um grande sistema, fatalmente é preciso reparti-lo em diferentes segmentos. Se, por um lado, essa compartimentalização traz agilidade administrativa, ela também acaba por, em alguns casos, afastar pessoas que poderiam se unir para alcançarem em conjunto objetivos comuns.Para ajudar a quebrar essa barreira, uma atitude que a Universidade tem tomado é a adoção de Redes Temáticas – são sistemas que formalizam a união de pesquisadores e interessados em um assunto comum, que trabalham em grupo ainda que pertençam a diferentes Unidades da USP. Na prática, o sistema funciona da seguinte forma: determina-se um tema, busca-se as pessoas que têm interesse em atuar relacionadas a ele, e criam-se mecanismos que possibilitam a interação.Temas relacionados às redes temáticas serão debatidos pela USP na primeira edição do evento "USP e as Redes Temáticas", que integra o projeto Fronteiras do Conhecimento e faz parte das comemorações dos 75 anos da Universidade. O encontro inclui a realização do “Simpósio de Planejamento e Desenvolvimento de Novos Fármacos para Doenças Negligenciadas”, e os debates “Agronegócio e Sustentabilidade” e “Rede de Mudanças Climáticas”, que acontecem

em paralelo. O evento acontece entre os dias 23 e 25 de setembro, em três auditórios na Cidade Universitária. A participação é gratuita e aberta a todos os interessados (confira as informações abaixo).Divisões

Já há duas redes temáticas em operação na USP: Mudanças Climáticas e Bioenergia. Uma terceira, denominada Doenças Negligenciadas, está em fase final de estruturação.Os temas das três serão os eixos do seminário de setembro e têm em comum também o fato de serem referentes a questões que têm marcado o debate político, social e científico no Brasil.Na avaliação da professora Elizabeth Igne Ferreira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e que será uma das palestrantes no eixo Doenças Negligenciadas, o estabelecimento das redes e evento como o encontro são também uma forma da Universidade aumentar a capacidade de cumprir uma de suas principais missões: “ao juntarmos pesquisadores e ampliarmos a reflexão sobre esses temas, incrementamos nossa condição de dar respostas positivas à sociedade e contribuir para o desenvolvimento do país”.A professora relata que, em certas áreas do saber científico, há gargalos – ou seja, pontos em que deficiências pontuais fazem com que o processo inteiro seja prejudicado. E que o agrupamento de profissionais capacitados é algo que facilita que esses pontos sejam melhor identificados, debatidos e, por consequência, até mesmo resolvidos.Apesar de encabeçadas por professores, as redes trarão benefícios a todas as pessoas integradas ao processo científico: “pesquisadores, alunos de graduação e pós e participantes da iniciação científica, entre outros; todos eles acabam ganhando quando a pesquisa é multidisciplinar e integrada”, diz Elizabeth.Está a cargo da Pró-Reitoria de Pesquisa a gerência das redes e há vários temas estratégicos propostos. Elizabeth acredita que não tardará para que programas similares ganhem corpo. “Afinal, trata-se de uma tendência mundial. A integração entre grupos e a multidisciplinaridade estão cada vez mais presentes”, conta.

Serviço

 

O evento “USP e as Redes Temáticas” acontece entre os dias 23 e 25 de setembro. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, que traz também a programação dos três dias de encontro. As atividades acontecem em três anfiteatros da Cidade Universitária, em São Paulo:Auditório FEA 5 – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Avenida Professor Luciano Gualberto, 908; Auditório ICB III – Instituto de Ciências Biomédicas, Avenida Professor Lineu Prestes, 2.415; Auditório Francisco Romeu Landi – Escola Politécnica, Avenida Professor Luciano Gualberto, Travessa 3, 380.

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