Universidade lança mais 75 Núcleos de Apoio à Pesquisa

Selecionados entre 105 propostas inscritas na segunda etapa do Programa de Apoio à Pesquisa, os 75 projetos aumentam para 118 o número de Núcleos criados pela Universidade desde o ano passado.

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Selecionados entre as 105 propostas que foram inscritas na segunda etapa do Programa de Apoio à Pesquisa, gerido pela Pró-Reitoria de Pesquisa, os 75 novos projetos aumentam para 118 o número de Núcleos de Apoio à Pesquisa (NAPs) criados pela Universidade.

Implantado no ano passado, o Programa de Apoio à Pesquisa é uma iniciativa que tem o objetivo de reorganizar a produção científica da Universidade, incentivando projetos multidisciplinares e que correspondam às demandas da sociedade.

As duas primeiras etapas do Programa totalizaram R$ 146 milhões em recursos destinados a apoiar grupos de pesquisa inovadores e interdisciplinares. Na primeira etapa, realizada ainda em 2011, foram selecionados 43 NAPs, entre 122 propostas inscritas.

Trata-se do maior investimento já feito por uma instituição brasileira de ensino superior em pesquisa e representa uma importante alternativa de financiamento, garantindo maior autonomia à Universidade, que pode incentivar pesquisas em áreas que considerar importante e que normalmente não são contempladas pelas agências de fomento.

O evento de lançamento dos Núcleos contou com a presença (da esq. p/ dir.) do pró-reitor de Pesquisa entre 1988 e 1993, Erney Felicio Plessmann de Camargo; do pró-reitor de Pós-Graduação, Vahan Agopyan; do ex-reitor, José Goldemberg; do pró-reitor de Pesquisa, Marco Antonio Zago; e do diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Enrico Lippi Ortolani

Essa segunda fase do Programa selecionou dois tipos de projetos: os que atendiam à demanda espontânea e os que atendiam à demanda induzida, abordando temas considerados prioritários pela Universidade. Cada núcleo receberá uma verba de até R$ 1,4 milhão, que deverá ser aplicada durante o período de 2012 a 2014.

Assim como os NAPs selecionados na primeira etapa do Programa, os novos núcleos são inovadores e têm como característica principal a interdisciplinaridade. Porém, a diferença mais marcante nessa etapa é a maior participação de grupos da área de Humanidades, como comentou o reitor João Grandino Rodas, na cerimônia de lançamento dos Núcleos, realizada no dia 20 de setembro, no auditório da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.

“Nesta segunda fase, é notável o incentivo à participação das Humanidades, com cerca de 20 núcleos entre os 75 aprovados. Isso é muito importante, pois o conhecimento é indissociável e a sabedoria é composta por Exatas, Biológicas e Humanidades”, destacou o dirigente.

Um desses projetos é o Núcleo de Pesquisas em Sonologia (NuSom), que reúne pesquisadores da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) e do Instituto de Matemática e Estatística (IME). Criado a partir de um grupo que há, aproximadamente, dez anos realiza estudos na área de criação musical e desenvolvimento de tecnologias para a música, o novo NAP pretende estimular a criação de uma rede de colaboração entre pesquisadores brasileiros e latino-americanos da área de sonologia.

De acordo com o pesquisador da ECA e coordenador do NuSom, Fernando Henrique de Oliveira Iazzetta, “somente programas desse porte é que podem levar à consolidação da pesquisa no país. Temos várias áreas em que a produção científica é consistente, mas, vista de maneira global, nossa produção ainda é tímida. Financiamentos regulares de outras agências de fomento e da própria Universidade dão suporte à pesquisa individual e aos pequenos grupos, mas, a partir de um certo estágio de desenvolvimento, é necessário ter uma infraestrutura mais consistente, uma estrutura permanente de apoio, grupos consolidados e a formação de redes de pesquisa com a participação de diversas instituições. Isso só é possível com o apoio de programas como este”.

Terceira etapa

Desde o dia 1º de setembro, estão abertas as inscrições para a terceira etapa do Programa de Apoio à Pesquisa. Desta vez, o objetivo é melhorar a infraestrutura dos laboratórios e de outros espaços utilizados pelos pesquisadores da Universidade. Como nas etapas anteriores, serão investidos R$ 73 milhões, aumentando o investimento total para R$ 219 milhões, oriundos de recursos da própria Universidade.

O edital define três modalidades para melhorias de infraestrutura: a de recuperação, reformas e ampliação de laboratórios; a de criação de centros de instrumentação multiusuários; e a de proteção, recuperação e restauro de acervos de material de pesquisa. Pesquisadores e grupos de pesquisa têm até o dia 15 de dezembro para submeter suas propostas, e o julgamento dos projetos está previsto para acontecer no dia 1º de abril de 2013.

“Grande parte da visibilidade da USP nos últimos anos se deu por causa do investimento e do modo como ele tem sido feito. A Universidade vem crescendo de forma harmônica, com investimentos nas mais variadas áreas como a nuvem USP, as bolsas da graduação, as construções físicas e o plano de carreira. O conjunto vem funcionando bem e isso gera resultados e nos impele a continuar a fazer o que é possível, com a certeza de que a USP está no caminho certo”, considera o reitor.

O edital da terceira etapa do Programa de Apoio à Pesquisa está disponível no site da Pró-Reitoria de Pesquisa.

(Foto: Ernani Coimbra)

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