USP investe na internacionalização

Nos últimos quatro anos, a Universidade tem registrado aumento expressivo nas ações voltadas para a internacionalização de suas atividades

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail

A USP está ultrapassando fronteiras. Nos últimos quatro anos, a Universidade tem registrado aumento expressivo nas ações voltadas para a internacionalização de suas atividades. Essas ações compreendem a mobilidade docente e discente, o estabelecimento de convênios acadêmicos, o incentivo a programas de professores visitantes, além de programas internacionais conjuntos de pesquisa e de pós-graduação.

“A internacionalização é um dos pressupostos de uma universidade de classe mundial e tem sido uma das prioridades da minha gestão. Hoje, a USP desenvolve atividades internacionais, apresenta caráter internacional no ensino, na pesquisa e nas atividades de extensão e é interna e globalmente competitiva, tendo-se em vista a sua colocação nos rankings como a primeira brasileira e a primeira da América Latina”, explica a reitora da instituição, Suely Vilela.

Para se ter uma ideia dos investimentos realizados para o fomento da internacionalização na Universidade, nos últimos quatro anos, houve crescimento da ordem de mais de 38%, entre 2005 e 2008, no número de convênios assinados com instituições e universidades estrangeiras.

Dados de dezembro do ano passado mostram que esses convênios abrangiam países de todos os continentes. Dos 435 convênios vigentes na Universidade, 267 se referiam a parcerias com universidades e instituições europeias, 63 da América do Norte, 61 da América do Sul, 23 da Ásia, oito da América Central e Caribe, sete da Oceania e seis da África.

“Tem-se buscado aprofundar as relações da USP com as universidades estrangeiras, através do estabelecimento de convênios com ampla cobertura, a partir de convênios específicos já existentes com unidades, buscando incluir a mobilidade estudantil como atividade de interesse para a Universidade, além da pesquisa conjunta ou programas de dupla titulação”, afirma a presidente da Comissão de Cooperação Internacional (CCint) da Universidade, Marisa Aparecida Bismara Regitano D’Arce.

No que se refere ao número de estudantes de graduação da USP no exterior, houve um aumento de 87,5%, passando de 463 alunos, em 2005, para 868, em 2008. Nesse mesmo período, também houve aumento de 39% na presença de alunos de pós-graduação no exterior (acesse no link, ao final desta matéria, para mais informações sobre os alunos de graduação e de pós-graduação).

Mobilidade de professores 

A mobilidade de professores também tem apresentado resultados significativos nos últimos anos. No âmbito da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, três novos programas foram instituídos para fomentar a internacionalização: o programa de pesquisadores visitantes estrangeiros, o estágio docente no exterior e o Programa Novas Fronteiras. “Além de consolidar o caráter internacional da pesquisa desenvolvida, esses programas também contribuem para a formação e a visibilidade internacional”, constata a reitora da Universidade.

O programa de professores visitantes estrangeiros visa a apoiar a vinda e permanência desses docentes nos programas de Pós-Graduação, onde deverão ministrar disciplinas de pós-graduação, seminários e participar de discussões de pesquisa envolvendo docentes e pós-graduandos. Entre 2005 e 2008, houve um incremento de mais de 138% no número de pesquisadores que estiveram na Universidade, passando de 188, em 2005, a 402, em 2008.

Esse projeto está voltado para incrementar os programas de pós-graduação e grupos de pesquisa da Universidade, fortalecendo colaborações internacionais, afirma o pró-reitor de Pós-Graduação, Armando Corbani Ferraz. A Pró-Reitoria desenvolve também o estágio docente de curta duração (o chamado pós-doc de curta duração, explica Corbani), que tem possibilitado a cerca de 15 professores por ano a vivência, de até seis meses, em instituições estrangeiras.

O Programa Novas Fronteiras, que está em seu segundo ano de realização, tem como premissa a possibilidade de que os docentes da USP possam prospectar novas linhas de pesquisa em contato com a realidade de universidades estrangeiras de primeira linha.De acordo com o pró-reitor, no ano passado, foram beneficiados docentes de 29 programas de pós-graduação da Universidade e, este ano, a previsão é de que esse projeto atinja 32 programas.

Corbani ressalta a importância da mobilidade e sua relação com a qualidade da pesquisa e da pós-graduação. “Se partimos da premissa que pesquisa científica deve ser feita de maneira colaborativa, quanto maior o número de parceiros, de bom nível, essa pesquisa terá uma condição melhor de ser desenvolvida. A mobilidade auxilia na busca dessa chamada complementariedade. E isso vale tanto para o aluno que desenvolve o projeto quanto para o professor”, afirma. O pró-reitor destaca que o conceito de mobilidade na pós-graduação abrange também a valorização da participação de docentes e discentes em congressos internacionais. Segundo ele, em 2008, 280 alunos e 210 professores receberam o auxílio da Pró-Reitoria para eventos científicos em outros países. E acrescenta: “Não estaria errando em dizer que, dentre as universidades brasileiras, a USP é a que tem a maior mobilidade tanto discente quanto docente”.

Associações internacionais 

O desenvolvimento de programas de filiação a associações internacionais também tem sido estimulado nos últimos quatro anos. “A USP, ao se filiar a associações internacionais, tem como objetivo contribuir mais efetivamente com a integração entre as instituições, por meio da cooperação acadêmica entre as universidades que participam dessas associações, fomentando a mobilidade docente e discente. Com essa estratégia institucional, a USP visa a estimular seus alunos e docentes ao intercâmbio acadêmico, que contribui para o aperfeiçoamento de sua formação cultural e profissional. Fortalece-se, assim, o comprometimento da instituição com o desenvolvimento socioeconômico do País e da América Latina”, aponta a reitora.

Com esse objetivo, atualmente, a USP está afiliada a quinze organismos estrangeiros, registrando, a partir de 2005, crescimento de mais de 87% nesse quesito. A partir daquele ano, a Universidade agregou-se à Agência Universitária de Francofonia (AUF), Red de Macro Universidades de América Latina y el Caribe, RedEmprendia, International Forum of Public Universities, Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, Grupo Montevidéu e Grupo Tordesillas.

Leia, também, na edição nº 865, do Jornal da USP: Onde o céu é mais bonito

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail