USP é classificada na 11ª posição em ranking que avalia países do Brics

Pesquisa do The Times Higher Education classificou as 100 melhores universidades do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e outras 17 economias emergentes.

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A consultoria britânica de educação superior Times Higher Education (THE) lançou, no dia 4 de dezembro, uma pesquisa que classifica as melhores universidades dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e outras 17 economias emergentes, como Chile, República Tcheca, Polônia, México, Peru e Egito. Nessa classificação, a USP ficou na 11ª posição entre as 100 instituições avaliadas. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou em 24º lugar e a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), em 87º.  A quarta universidade brasileira classificada foi a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 60ª posição.

Esse ranking utiliza os mesmos 13 indicadores de performance da classificação mundial do The Times, que analisa as “principais missões da universidade moderna global – pesquisa, ensino, transferência do conhecimento e internacionalização”, conforme atesta o editor do ranking, Phil Bates.

“No âmbito geral, a posição das universidades brasileiras e latino-americanas no ranking — com destaque para as três universidades públicas paulistas (USP, Unesp e Unicamp) — em comparação com as classificações alcançadas pelas instituições chinesas, em especial, por serem em maior número, demonstra que a crescente eficiência daquele país nesse setor está alicerçada com vultosos investimentos governamentais na qualidade da educação em todos os níveis. No ensino básico, por exemplo, a China liderou os três quesitos do Programa Internacional de Alunos, o Pisa. O Brasil, por outro lado, obteve a 58ª classificação entre os 65 países avaliados”, considera o reitor João Grandino Rodas.

Para ele, em uma análise mais específica, “ao se examinar as universidades mais bem classificadas, a USP tem sido uma exceção no que tange a seu tempo de existência, tamanho e número de alunos de Graduação e de Pós-Graduação, o que significa que estamos superdimensionados para ser uma universidade de ponta. Além disso, falamos um idioma que não é internacional. Tais características, menos positivas, serão decisivas, em médio prazo, para a classificação da Universidade nos rankings internacionais e, dessa forma, suscitarão esforços cada vez mais pesados para que a USP se mantenha em boas posições”.

Nos últimos quatro anos, tem havido investimentos importantes nas ações voltadas para o ensino, a pesquisa e a extensão dos serviços à comunidade, que representam os objetivos permanentes da Universidade. Recentemente, a exemplo das mais importantes universidades mundiais, a USP criou programa inédito, chamado “USP Internacional”, que objetiva fortalecer a presença da Universidade no exterior. Esse fortalecimento se dá por meio de quatro vertentes principais. A primeira delas diz respeito à promoção, implementação e consolidação de parcerias com Instituições de Ensino Superior e setores empresariais e organizações governamentais e não-governamentais. A segunda está voltada ao apoio, incremento, agilização e expansão de iniciativas em curso ou em implantação na Universidade. A terceira compreende a implantação e o gerenciamento de quatro Núcleos Internacionais da USP, em São Paulo, Boston, Londres e Singapura. A quarta refere-se ao estabelecimento de um novo Programa de Internacionalização da USP para os próximos anos.

Também foi criado o programa de Bolsas de Intercâmbio Internacional para alunos de graduação, no qual mais de 2 mil alunos já tiveram ou estão tendo a oportunidade de desenvolver atividades acadêmicas em instituições estrangeiras. Trata-se de um projeto pioneiro entre as instituições brasileiras de ensino superior e abrange as áreas não contempladas no programa Ciência sem Fronteiras.

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