USP assina convênio com Secretaria de Segurança Pública e Polícia Militar

Cerca de 30 policiais farão o policiamento na Cidade Universitária em carros e motos e haverá a instalação de duas bases móveis da PM para ajudar nas ações de patrulhamento da Guarda Universitária.

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(esq. p/ dir) O reitor João Grandino Rodas; o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto; e o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Álvaro Batista Camilo

A USP assinou nesta quinta-feira, dia 8 de setembro, o convênio com a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar que visa à adoção de ações para implementar medidas de segurança e policiamento na Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira”, em São Paulo. A cerimônia de formalização do convênio foi realizada no Salão Nobre do Quartel do Comando Geral da PM.

O convênio, que foi aprovado, em agosto, pelo Conselho Gestor do Campus da Capital e terá a duração de cinco anos – com possibilidade de renovação, seguirá o conceito de policiamento comunitário participativo, no qual cerca de 30 policiais farão o policiamento na Cidade Universitária em carros, motos e haverá a instalação de duas bases móveis da PM para ajudar nas ações de patrulhamento da Guarda Universitária.

Outras ações que fazem parte do plano de trabalho são a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão no campus e a identificação dos pontos vulneráveis da Cidade Universitária. Estão previstas a capacitação da comunidade universitária, com o oferecimento de cursos e palestras, e a criação de canais de comunicação entre a comunidade e a Polícia Militar.

Também serão criados o Fórum da Cidadania pela Cultura da Paz, que congregará os diferentes atores da região da Cidade Universitária e entorno, além de representantes de movimentos e organizações sociais, com o objetivo de discutir, propor, avaliar e apoiar ações que previnam e reduzam a violência nesse território. Como parte fundamental desse processo, o Fórum instituirá o Observatório de Segurança Cidadã, que será responsável pelo monitoramento e acompanhamento dos programas e ações.

A PM realizará conversas e pesquisas para detectar os pontos vulneráveis no campus, através de mapeamento digital, com os gestores e diretores da Universidade e também com professores, funcionários e alunos. O objetivo é ouvir as sugestões da comunidade da USP, mas também levar a expertise da PM para este público, promovendo, assim, troca de experiência e compartilhamento de informações e bases de dados.

“É o início de uma grande parceria, na qual será feito um trabalho integrado em conjunto com alunos, professores e funcionários da Universidade. Os policiais visitarão as faculdades para saber as opiniões do público da USP”, declarou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, ao comentar sobre o funcionamento deste convênio. A ideia de cooperação também foi manifestada pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, em seu discurso. “Vamos fazer um policiamento comunitário, em parceria e de acordo com a Reitoria da USP”, disse.

O reitor João Grandino Rodas assina o convênio observado pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto

Na cerimônia, o reitor João Grandino Rodas anunciou, também, que o campus ganhará um novo sistema de iluminação, que deve entrar em funcionamento nos próximos meses, “para fazer com que o campus fique mais seguro para quem trabalha e estuda lá”.

O trabalho da PM, além do atendimento à Cidade Universitária, será estendido também para outras Unidades da USP na cidade de São Paulo, o que inclui os Museus, o Quadrilátero Saúde/Direito (formado por Escola de Enfermagem, Faculdade de Medicina, Faculdade de Saúde Pública, Instituto de Medicina Tropical e Faculdade de Direito) e a EACH/USP Leste.

A Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira” possui área de mais de quatro milhões de metros quadrados, com público diário estimado em 100 mil pessoas, entre professores, funcionários, alunos e visitantes. Do total das 42 Unidades de Ensino e Pesquisa da Universidade, 20 estão instaladas na Cidade Universitária, além de três Institutos, dois Museus e o Hospital Universitário.

(Fotos: Francisco Emolo)

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