Tito José Bonagamba assume o Instituto de Física de São Carlos

A cerimônia de posse aconteceu no dia 17 de março, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC).

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A cerimônia de posse aconteceu no dia 17 de março, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC).

O novo diretor, Tito José Bonagamba, iniciou o seu discurso de posse lembrando um pouco da história da Unidade, desde os fatos históricos que antecederam o surgimento da USP, passando pela criação da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), em 1952, inaugurando as atividades do campus de São Carlos; pela transformação do Departamento de Física da EESC no Instituto de Física e Química de São Carlos, em 1971; e pelo seu desmembramento, em 1994, dando origem ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC).

“Em parceria com colegas de outras áreas do conhecimento e outras Unidades da USP, engajados com o mesmo espírito de inovação e criatividade, poderemos participar efetivamente de uma revolução, ou no mínimo uma maior evolução, no desenvolvimento tecnológico que o Brasil tanto precisa, não esperando que ela ocorra sem nossa fundamental e intensa presença, melhor dizendo, liderança”, declarou o novo diretor.

Bonagamba apontou como principais pontos de sua gestão a manutenção da qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão já desenvolvidas pelo Instituto; a intensificação das atividades com alunos do Ensino Médio; o aprimoramento dos cursos de Graduação e Pós-Graduação e da formação humana dos alunos, docentes e funcionários; a integração de pesquisadores que atuam em linhas de pesquisa que resultam em produtos de interesse para sociedade, com perspectivas de geração de patentes, criação de spin-outs e interação com o setor produtivo, contribuindo assim para o desenvolvimento tecnológico nacional.

“Desse modo, o IFSC estará atuando mais próximo ainda da sociedade, tanto com alunos do ensino médio, atraindo-os para cursos de ciência básica, e os professores da rede pública, quanto com nossos alunos de Graduação e Pós-Graduação, disponibilizando cursos e projetos que oferecerão perspectivas adicionais para atuarem também fora da Academia, aumentando o número de alunos interessados em nossos cursos e, potencialmente, reduzindo a evasão. Além disso, estaremos nos aproximando do setor empresarial de forma mais organizada e intensa, preservando nossas atividades-fim, e oferecendo, equilibradamente, nossas linhas de pesquisa básicas e aplicadas de modo a apoiá-lo no desenvolvimento dos seus produtos, com benefícios para ambos os lados”, declarou o diretor.

A cerimônia foi encerrada com a apresentação da professora Yuka de Almeida Prado, soprano, acompanhada pelo professor Rubens Ricciardi, ambos do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP).

“A mudança periódica dos dirigentes é a marca da gestão democrática e madura da Universidade”, afirmou o reitor

Em seu discurso, o reitor Marco Antonio Zago lembrou o papel do IFSC como um dos carros-chefes da pesquisa da USP, não apenas pela quantidade de artigos publicados, mas principalmente pelos trabalhos que geraram mais conhecimento, processos tecnológicos e inovação. Ressaltou ainda que Diretoria e Reitoria devem trabalhar juntas para assuntos como a redução da evasão, a implantação de mudanças curriculares, o treinamento de docentes e a ampliação da utilização de técnicas digitais.

[Da esquerda para a direita] Diretor do IFSC, Tito José Bonagamba; secretário-geral Ignácio Maria Poveda Velasco; reitor Marco Antonio Zago; ex-diretor do IFSC e pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes
Zago lembrou que a mudança periódica dos dirigentes é a marca da gestão democrática e madura da Universidade e lembrou que, a partir da próxima reunião do Conselho Universitário, no dia 25 de março, começam as discussões sobre a reforma da estrutura e a governança na Universidade.

“Recentemente foram implantadas mudanças importantes como a modificação do sistema de escolha de diretores e vice-diretores, mas ainda podemos avançar muito nesse aspecto. E, para que essas mudanças sejam um progresso, é necessária a participação de toda a Universidade nesse debate”, lembrou o reitor. O dirigente também ressaltou que a grande diversidade da USP exige um planejamento diferenciado para os cursos e para as Unidades de Ciências Básicas, para os institutos de pesquisa e para as escolas profissionais. De acordo com ele, “devemos reconhecer essa diversidade e entender que o que nos une é um modelo central, que funciona para normatizar todo o sistema, seguindo princípios gerais da Universidade como a supremacia da excelência das atividades acadêmicas e a liberdade de atuação em questões acadêmicas, derivada da autonomia universitária”.

Prestigiaram o evento a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Maria Arminda do Nascimento Arruda; o pró-reitor de Graduação e ex-diretor do IFSC, Antonio Carlos Hernandes; o pró-reitor de Pesquisa, José Eduardo Krieger; a pró-reitora de Pós-Graduação, Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco; o presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional, Raul Machado Neto; o procurador-geral, Gustavo Ferraz de Campos Monaco; e o secretário-geral, Ignácio Maria Poveda Velasco. Também estavam presentes o diretor-científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, e o secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos, José Galizia Tundisi, além de docentes, servidores técnico-administrativos e alunos.

(Fotos: Francisco Emolo)

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