Tesouros do futuro da USP

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A pró-reitora de Pesquisa, Mayana Zatz, falou sobre “Que pesquisa a USP faz hoje e fará em 2034” (Crédito da foto: Francisco Emolo)

 

Foi realizado, nos dias 14 e 15 de outubro, o Módulo II do workshop “Planejando o Futuro: USP 2034”, evento incluído na programação que comemora os 75 anos da Universidade de São Paulo. Promovido pela Comissão de Planejamento da USP, o workshop abordou os temas Gestão Universitária, Pesquisa e Inovação Tecnológica, A Universidade do Futuro e O Sistema Federal de Ensino Superior. 

 

“Nesta segunda etapa, o foco esteve concentrado na temática da gestão, interna e externa, entendida aqui como um dos grandes desafios para o futuro da Universidade”, afirma o presidente da Comissão de Planejamento, Glaucius Oliva. “Um dos principais assuntos mencionados é a necessidade de uma desburocratização e da descentralização administrativa, fatores que esta gestão já está buscando de forma muito efetiva, valorizando os investimentos da Universidade”.

 

Na manhã da terça-feira, dia 14, o painel foi coordenado pelos professores Dante Pinheiro Martinelli, coordenador da Administração Geral da Universidade (Codage), e Joel Souza Dutra, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA).

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Pedro Antonio de Melo, fez a introdução ao tema (clique nos nomes dos palestrantes para obter o arquivo em pdf das apresentações). Em seguida, o superintendente da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), Filipe Cassapo, falou sobre "O Conhecimento como Recurso Estratégico Agregando Valor à Organização". Fontes de financiamento da Universidade foi o tópico abordado pelo professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor da Unidade de Hipertensão do Incor (HC/USP), Eduardo Moacyr Krieger, palestra que encerrou o ciclo do período da manhã. 

À tarde, as atenções se voltaram para a temática Pesquisa e a Inovação Tecnológica, com a coordenação do professor Guilherme Ary Plonski, que se diz bastante otimista em relação aos desafios desse segmento. Para ele, a USP já faz parte do ecossistema que envolve instituições que trabalham com a velocidade vertiginosa das inovações tecnológicas, e, em tom de ironia, desafiou: “Precisamos jogar muito mal para não avançar nesse campo”. 

A pró-reitora da Pesquisa, Mayana Zatz, falou sobre “Que pesquisa a USP faz hoje e fará em 2034”. O presidente do Instituto Internacional de Ecologia, José Galizia Tundisi, apresentou a palestra “Pesquisa, Ensino e Extensão com Sustentabilidade”. O diretor-presidente da Recepta Biopharma e ex-presidente da FAPESP, José Fernando Perez, encerrou o primeiro dia de apresentações do workshop com o seminário “Inovação Tecnológica e interação com o Setor produtor de bens e serviços”.

Dia 15  

     

O reitor da UFABC, Adalberto Fazzio, falou sobre a Universidade do futuro (Crédito da foto: Marcos Santos) 

O último dia do workshop “Planejando o Futuro: USP 2034”, na quarta-feira, 15 de outubro, pôs em debate o tema A Universidade do Futuro, coordenado pelo diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), Luiz Roberto Giorgetti de Brito. “É um tema muito amplo, mas ficou claro que a burocratização é um dos principais problemas que devem ser enfrentados, porque, na minha avaliação, é um problema quase de natureza cultural, e, portanto, de difícil mudança, porque as culturas demoram a ser mudadas”, assegura Brito.

O diretor do ICB aponta “os indivíduos” como o grande valor que a USP construiu em seus quase 75 anos de existência. Para ele, a Universidade tem que pensar, tem que ser autocrítica. “Esse é o nosso maior tesouro, poder criticar a estrutura que nós mesmos ajudamos a construir. Só com as pessoas que a USP tem – o corpo de docentes, estudantil e de servidores – é que vamos ser capazes de olhar para frente e criar soluções possíveis para evoluirmos cada vez mais”.

Debateram sobre A Universidade do Futuro, o coordenador do Instituto de Estudos Avançados de São Carlos (IEA), Sérgio Mascarenhas de Oliveira; o reitor da Universidade Federal do ABC, Adalberto Fazzio; e o professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Álvaro Prata. “Foi um momento de olhar para modelos e idéias mais radicais, contextualizando a Universidade hoje com o que ela vai ser no futuro”, define Glaucius Oliva.

Finalizando o workshop, o Secretário de Educação a Distância do MEC, Ronaldo Mota, proferiu a palestra O Sistema Federal do Ensino Superior. Ele destacou a importância da inclusão de jovens carentes no ensino superior por meio de avaliação como a que é feita pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). “O país dispõe de um exército de pessoas tremendamente talentosas e que, ao longo da história, nos acostumamos a desperdiçar”, lamenta Ronaldo Mota.

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