SIBi realiza exposição na Feira Educar Educador, de 22 a 25 de maio

A exposição “Conhecimento: custódia e acesso” busca resgatar a memória da informação científica e tecnológica e já foi exibida no Museu da Língua Portuguesa no ano passado.

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A exposição “Conhecimento: custódia e acesso” foi montada pela primeira vez no Museu da Língua Portuguesa, em 2012, como parte das comemorações dos 30 anos de existência do SIBi

Entre os dias 22 e 25 de maio, o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP apresenta novamente a exposição “Conhecimento: custódia e acesso”, desta vez na Feira Educar Educador, com o tema a Educação 3.0. A Escola do Futuro chegou?, sediada no Centro de Exposições Imigrantes.

Esta exposição, que tem coordenação da diretora do SIBi, Sueli Mara Ferreira, e curadoria do professor Marcos Galindo, discute o resgate, a preservação e o acesso ao conhecimento, assinalando a tensão suscitada pelas excepcionais mudanças que as novas tecnologias de informação e comunicação vêm produzindo na sociedade contemporânea, destacando a função social das bibliotecas de maneira geral e, em particular, das bibliotecas universitárias.

Aberta ao público em geral, ela é gratuita e destinada, sobretudo, a alunos de ensino médio, universitários e pós-graduandos, pesquisadores, professores e profissionais interessados em produção do conhecimento, recursos de acesso e recuperação de informação, acervos e bibliotecas memoriais.

Ao longo da história, coube às bibliotecas abrigar o legado do conhecimento da humanidade. Hoje, dada a crescente democratização do acesso à informação e ao conhecimento, é preciso repensar esse papel. Em vista disso, a mostra busca “discutir o papel das bibliotecas, na construção do fenômeno social do conhecimento e motivar a reflexão sobre os instrumentos técnicos e práticas sociais que permitiram tornar a informação acessível e fortalecê-la como matéria-prima básica para a construção de novas formas de conhecimento”, ressalta Sueli.

Mais do que instituições guardiãs, é preciso compreender as bibliotecas como organizações que realizam a gestão da informação e do conhecimento, a partir da convergência de elementos técnicos, lógicos (tecno+lógicos) e humanos que concorrem para o cumprimento de sua função social, em consonância com sua época.

Os módulos da exposição

Partindo do estereótipo de biblioteca – livros enfileirados numa estante – a exposição se propõe a mudar esse pré-conceito do visitante, que, no decorrer da visita, identificará as mudanças fundamentais e conceituais nela ocorrida frente ao desenvolvimento tecnológico e sua permanente inserção educacional, cultural e educacional, independentemente da época ou localização.

Durante a exposição, os visitantes poderão usar os seis computadores com telas touch screen, que permitirão o acesso a mais de dois milhões de livros, 10 mil títulos de periódicos eletrônicos, 100 mil teses defendidas na USP, 594 mil itens de produção USP e 264 mil e-books

Num primeiro momento, apresenta-se um panorama sobre as formas de entendimento do conhecimento principiado pelos mitos criacionistas ocidentais, que guarda uma marca de origem que o coloca na condição de “pecado original” e, por mandato divino, passa a ser de responsabilidade religiosa. Essa perspectiva dá ao conhecimento uma condição de sacralidade, em contraposição ao mundo laico ou profano.

A seguir, a exposição trata da evolução dos instrumentos técnicos de registro e preservação do conhecimento, inventariando desde as formas primitivas de escrita e a invenção da prensa de tipos móveis até as modernas tecnologias de informação e comunicação, mostrando seu impacto sobre a ordenação da vida social. Conclui com a apresentação de uma linha do tempo evidenciando alguns aspectos relacionados à produção, registro e acesso ao conhecimento desde a antiguidade até hoje.

No segundo momento, é dado especial destaque a figuras ligadas ao movimento modernista e à Semana de Arte Moderna de 1922, entre os quais a pessoa do bibliotecário Rubens Borba de Morais que, com Paulo Duarte e Sérgio Milliet, sob a coordenação de Mário de Andrade, participou da criação, em 1935, do Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura de São Paulo. Recorda-se aí a atuação de Borba de Morais na modernização da Biblioteca Pública Municipal, a organização da rede de bibliotecas da cidade e sua ação em 1936, juntamente com Adelpha de Figueiredo, no Mackenzie College, organizando o curso de Biblioteconomia do Departamento de Cultura.

Eles desenvolveram, assim, ideias que influenciaram a formação e a profissionalização dos bibliotecários no Brasil, moldaram os serviços de documentação e acervos de São Paulo, criaram a Associação Paulista de Bibliotecários, o curso de Biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo que, posteriormente, deu origem ao curso de Biblioteconomia e de pós-graduação em Ciência da Informação na USP e da organização do Sistema Integrado de Bibliotecas.

O terceiro módulo se apoia na experiência e desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação para questionar o visitante sobre como será a biblioteca do futuro. Mais do que convocá-lo a um exercício de futurologia, pretende-se mostrar as interfaces dessa biblioteca a ser criada com a biblioteca que já existe no presente, porque a biblioteca do futuro será sempre a biblioteca do imaginário social sobre as tecnologias disponíveis em uma dada época, desde os visionários do século XVI até nossos dias.

Paralela e simultaneamente a um tradicional catálogo de fichas (modelo de recuperação da informação tradicionalmente utilizado pelas bibliotecas) – na foto ao lado – a exposição contará com equipamentos para consulta ao Portal de Busca Integrada – um sistema de descoberta e acesso a conteúdos científicos – considerado como um recurso dos mais inovadores e sofisticados  disponíveis no mercado.

“A exposição é como uma biblioteca da USP: todos os recursos (documentos, imagens, vídeos) que o usuário poderia acessar estando no campus, também poderá acessar na exposição utilizando o Portal de Busca Integrada, que é a primeira e a maior instalação do inovador sistema de descoberta e princípios de web semântica”, explica a diretora do SIBi. A mostra dispõe de seis computadores com telas touch screen, que permitirão o acesso a mais de dois milhões de livros, 10 mil títulos de periódicos eletrônicos, 100 mil teses defendidas na USP, 594 mil itens de produção USP e 264 mil e-books.

Mais de 38 mil visitantes

Neste primeiro semestre de 2013, a exposição estará nesta Feira, na qual profissionais diretamente ligados ao segmento educacional terão acesso a uma centena de atividades e a uma grande variedade de produtos e serviços voltados para a educação. Ela já esteve em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, de 13 de março a 30 de abril; na 12ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, de 24 de maio a 3 de junho; na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 9 a 19 de agosto, no pavilhão de Exposições do Anhembi; e na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, de 24 de novembro a 2 de dezembro; tendo reunido mais de 38 mil visitantes.

A exposição “Conhecimento: custódia e acesso” do SIBi pode ser visitada gratuitamente, entre os dias 22 a 25 de maio, das 8h30 às 19h (com exceção do dia 22, das 12h às 20h, e do dia 25, das 8h às 18h), dentro da Feira Educar Educador no Centro de Exposições Imigrantes, que está localizado na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo.

Mais informações sobre a exposição pelo telefone: (11) 3091-1560 ou por e-mail: eventos@sibi.usp.br.Para mais informações sobre a Feira, consulte o site: http://www.futuroeventos.com.br/educar/evento-2013/

(Fotos: Anderson de Santana)

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