Reitora prestigia posse do novo superintendente do IPEN

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(Foto: Leonardo Colosso)A posse do novo superintendente do Ipen, o físico Nilson Dias Vieira Junior, reuniu autoridades, dirigentes de instituições de pesquisa e  servidores do instituto, no último dia 16 de abril. A solenidade contou com as presenças do ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Machado Rezende; do vice-governador e secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo Alberto Goldman; da reitora da USP Suely Vilela e do presidente da CNEN Odair Dias Gonçalves. Também foi empossado no cargo de Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN o físico Marcos Nogueira Martins. O Ipen é uma autarquia estadual gerida pela CNEN, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e associado à USP para fins de ensino e pós-graduação. Caracteriza-se pela multidisciplinaridade em suas atividades em áreas como radiofármacos, células a combustível, biotecnologia, química e meio ambiente, materiais, lasers, reatores nucleares de pesquisa, combustíveis nucleares, tecnologia das radiações, engenharia nuclear, segurança radiológica, entre outras.

O ministro Sergio Machado Rezende destacou, na solenidade, que o Ipen é o mais importante instituto na área de energia nuclear no país. Acrescentou que as questões relacionadas ao programa nuclear brasileiro estão em discussão e que o foco está não somente na geração de energia, mas também na aplicação da tecnologia nuclear em áreas como medicina e agricultura, entre outras.

Sobre Vieira, o ministro afirmou que se trata de um pesquisador conhecido nacional e internacionalmente e reiterou o apoio do MCT à nova superintendência. O ineditismo da indicação do diretor Marcos Nogueira Martins realizada por um comitê de buscas foi enfatizado pelo ministro. “É a primeira vez que nomeamos um profissional para esse cargo na instituição utilizando esse mecanismo”. Agradeceu ainda, ao ex-superintente Claudio Rodrigues, que exerceu o cargo por duas gestões, pelo trabalho dinâmico e criativo, que ajudou a construir as condições para o desenvolvimento de um programa nuclear brasileiro.

O presidente da CNEN lembrou que o Brasil redescobre a potencialidade, a necessidade e a segurança da tecnologia nuclear. Os investimentos em ampliação da capacidade em todas as fases do ciclo do combustível nuclear bem como nas aplicações nas áreas médica, industrial e na agricultura implicam, de acordo com Gonçalves, na intensificação da cooperação com a academia, “onde a USP ocupa merecidamente um lugar de destaque”.

ExcelênciaEm discurso, Nilson Dias Vieira abordou o pioneirismo e as parcerias do Ipen em diversas esferas. No ano de 2007, o instituto desenvolveu 359 projetos, com investimento de R$ 16 milhões, contando com 1053 servidores. No programa de pós-graduação institucional, conduzido em parceria com a USP, estão matriculados aproximadamente 400 alunos de pós-graduação, que tem conceito 6 na avaliação da Capes, que o qualifica como um programa de excelência.

“O instituto sempre procurou parâmetros de excelência que identificassem o mérito de sua ação, buscando iniciativas para contribuiu com o desenvolvimento do país. É um terreno fértil para novas e promissoras idéias”, lembrou Vieira.

O secretário Goldman reforçou em seu discurso a importante contribuição que o Estado de São Paulo dá à ciência e ao país, destacando a importância do Ipen nesse cenário.

A reitora Suely Vilela lembrou que ambos os dirigentes empossados foram alunos do Instituto de Física da USP, considerada a mais antiga e uma das mais importantes unidades de ensino e pesquisa na área de física no Brasil e no mundo. O diretor de P&D da CNEN é professor do IFUSP e o superintendente do instituto é professor visitante além de orientador na pós-graduação em Tecnologia Nuclear Ipen/USP. Vilela reafirmou o desejo de consolidar cada vez mais a parceria entre a USP e o Ipen, na graduação, na pós-graduação e no desenvolvimento de projetos conjuntos.

Para o novo diretor de P&D da CNEN, a nova política de ciência, tecnologia e inovação em implementação no país possui abrangência suficiente para se tornar uma política de Estado e não apenas de Governo. Martins comentou sobre o orgulho em assumir o cargo na instituição fundada pelo cientista Marcelo Dammy, um dos expoentes da física nuclear no país que formou uma geração de pesquisadores.

Claudio Rodrigues, que deixou o cargo após atuar como superintendente por duas gestões, demonstrou confiança no papel que o instituto continuará desempenhando nos cenários da ciência , tecnologia e inovação  nacionais. Agradeceu, ainda, a todos os servidores e colaboradores “pelo companheirismo e dedicação, entusiasmo e inteligência com que sempre identificaram suas atividades”.

(Lilian Bueno – Assessoria de Comunicação Institucional/ IPEN)

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