Pró-Reitoria divulga comunicado sobre Biblioteca Brasiliana

A Direção da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária divulgaram comunicado para a comunidade uspiana sobre os acontecimentos recentes que envolveram a Biblioteca.

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Tendo em vista:

  • A difícil crise atravessada pela USP e seus desdobramentos na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM);
  • A recente demissão do seu diretor, Prof. Dr. Carlos Guilherme Mota (30/08/2014);
  • A designação de nova diretora, a Prof. Dra. Sandra Vasconcelos (30/08/2014);
  • A publicação da carta de demissão do Prof. Carlos Guilherme Mota, no jornal “O Estado de São Paulo” (versão on-line), em 30/08/2014;
  • A publicação da “Resposta dos funcionários da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) à carta de despedida do Professor Carlos Guilherme Mota”, assinada por oito funcionários da Biblioteca (Daniela Pires, Diego Fernandes Mello, Eliane Kano, Jeanne Beserra Lopez, João Marcos Cardoso, Paula Bernardinelli Casemiro, Samanta Lessa, Tiago Guimarães Rosa), no site do Sintusp, veiculado desde 02/09/2014 em rede social (https://pt-br.facebook.com/sindicatodostrabalhadoresdausp);

A Direção da BBM juntamente com a PRCEU – em atenção ao Conselho Deliberativo desta Biblioteca e com o objetivo de evitar o agravamento de um contexto já profundamente marcado pelo conflito externo – vem informar quanto a alguns aspectos dos referidos eventos, os quais consideramos imperioso esclarecer:

Sobre a greve na BBM:

1)    No dia 28/05, os funcionários da BBM decidiram pela suspensão do atendimento ao público;

2)    No dia 06/06, os funcionários da BBM comunicaram a adesão à greve por maioria de votos, com   manutenção de tarefas e serviços considerados essenciais;

3)    No dia 28/07, teve início o bloqueio do acesso à BBM e às demais instalações do complexo Brasiliana – situação que permanece, embora não ostensivamente, até a data de hoje.

A Direção respeitou o direito de greve dos funcionários que decidiram pela adesão, mas lamentou e lamenta que o direito de acesso ao prédio tenha sido ignorado e que os funcionários não-grevistas tenham sido impedidos de entrar na BBM, pelo menos enquanto vigorou o bloqueio ostensivo. A prática de piquetes viola a garantia fundamental de ir e vir, obstruindo disposição constitucional que assegura o arbítrio individual em situações como esta.

E é insustentável sua justificativa, por parte dos funcionários BBM – que se arrogaram falar em nome de todos, sem que tal atribuição lhes tenha sido formalmente estabelecida –, de que se deveu a uma decisão dos “funcionários do condomínio” – e que, portanto, só poderia ser revertida por esse conjunto. Cabe ressaltar que tal instância inexiste e que reiteradamente vimos evitando assim nomear a composição do complexo BBM – não só por ser formalmente equivocada como também por carregar consigo as mazelas de uma ordem jurídica que não lhe compete.

Sobre a demissão do diretor e a nomeação da Profa. Dra. Sandra Vasconcelos para a Direção:

A decisão do Prof. Dr. Carlos Guilherme Mota foi comunicada à Vice-Diretora da BBM e à Profa. Dra. Maria Arminda do Nascimento Arruda, ao que se seguiu uma série de conjeturas sobre uma nova designação para o cargo. A decisão buscou contemplar a necessidade de dar continuidade aos trabalhos na BBM, porém com energias renovadas, consolidando os avanços já conquistados e configurando uma agenda positiva para o Órgão – o que vem contado com a aprovação e o decisivo apoio deste Conselho Deliberativo.

Sobre a publicação da carta do Prof. Dr. Carlos Guilherme Mota:

A carta foi publicada por decisão pessoal do então já ex-Diretor da BBM, Prof. Dr. Carlos Guilherme Mota, no veículo de imprensa que a acolheu. A carta expressa estritamente a visão do ilustre docente, professor emérito da FFLCH, sobre sua experiência à frente da BBM, destacadamente em um deflagrado contexto de crise, instalado no coração da Universidade.

Sobre a publicação da carta dos oito funcionários da BBM em resposta ao Prof. Dr. Carlos Guilherme Mota:

A carta foi publicada na forma on-line, na página mantida pelo Sintusp, em conhecida rede social. O conteúdo da carta carrega distorções evidentes e inúmeros equívocos relativos à conduta do Prof. Carlos Guilherme Mota – caberá a ele respondê-los.

No que tange à BBM e à Direção, cabe esclarecer:

1) A disposição para o diálogo foi sempre terminantemente mantida, explicitada a todos os funcionários em diversas ocasiões;

2) O quadro de funcionários da BBM está praticamente completo, faltando apenas um funcionário que conduza o Laboratório de Conservação Preventiva, que tem sido competentemente gerido pela autônoma Miriã Gomes do Nascimento, com auxílio da curadora Cristina Antunes, e um funcionário de Comunicação;

3) O financiamento externo – notadamente do BNDES – tem mantido atividades de estágio de treinamento técnico e a atuação da autônoma referida acima. Findo o atual convênio, a BBM buscará outros apoios, pensando mais detidamente nas atividades que deverão ser beneficiadas;

4) A questão do organograma da BBM, bem como providências para a elaboração de seu plano diretor e de seu regulamento interno, para a formulação de políticas de digitalização, de conservação e de acervo, começaram a ser pensadas de modo mais concentrado e concertado em meados de maio, quando a Direção, com apoio de seu Conselho Deliberativo e da PRCEU, conseguiu encaminhar as providências necessárias para fazer frente, em inúmeras direções, às variadas crises provocadas externamente à BBM – mas que atingiam em cheio o bom funcionamento e o próprio nome do Órgão.

Infelizmente, quando a Direção já havia demandado aos funcionários os elementos necessários para pensar e encaminhar as providências indicadas – inclusive agendando reuniões para tratar do assunto – eclodiu a greve e praticamente todas estas iniciativas foram suspensas.

Para retomá-las, a Direção aguarda ansiosamente a resolução da crise e a normalização das atividades: desde o início da greve e mais agudamente desde o bloqueio do acesso ao complexo, a Direção não conseguiu realizar mais que a estrita condução de atividades mínimas e essenciais para assegurar a segurança e o bom funcionamento do prédio – ainda que parcial –, bem como o encaminhamento de uma série de providências práticas, em respeito a acordos e projetos em andamento.

Dessa forma, este comunicado pretende registrar o posicionamento desta Diretoria e, em consonância com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e em nome da Universidade de São Paulo, reafirmar seu compromisso com a cuidadosa e criteriosa gestão desse patrimônio de valor inestimável que é a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

Considerando a evolução dos fatos, a urgência de enfrentá-los com alguma serenidade e os esclarecimentos aqui formulados, registramos ainda a necessidade de encaminharmos a discussão deste assunto, inserido como ponto de pauta para a próxima reunião deste Conselho Deliberativo.

Profa. Dra. Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos – Diretora da BBM

Profa. Dra. Giuliana Ragusa – Vice-Diretora da BBM

Prof. Dr. João Marcos de Almeida Lopes – Pró-Reitor Adjunto de Cultura

Profa. Dra. Maria Arminda do Nascimento Arruda – Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária

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