Pioneirismo é a marca de professores eméritos

Além da dedicação ao ensino, pesquisa e extensão, professores homenageados com o título de eméritos pela Faculdade de Filosofia (FFCLRP) se destacaram pelo humanismo, humildade e trabalho integrador, dizem colegas

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(Da esq. para a dir.) Adolpho José Melfi, Suely Vilela, Francisco de Assis Leone, Marcello de Moura Campos e Paul StephaneckPara os três professores que receberam o título de professor emérito na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), no dia 28 de março, Paul Stephaneck, Marcello de Moura Campos e Adolpho José Melfi, não bastou o pioneirismo em várias das iniciativas durante a carreira universitária e a contribuição decisiva que deram para o desenvolvimento da Unidade e da Universidade. Eles também farão parte da história como os primeiros a receber a homenagem, desde a criação da Faculdade, em 1959. Para a professora Catarina Satie Takahashi, vice-diretora da FFCLRP, os três professores, além do brilhantismo e dedicação ao ensino, pesquisa e extensão à comunidade, merecem destaque pelo seu humanismo, pela preocupação pelo próximo, pelo trabalho integrador e pela grande humildade como seres humanos.

O professor Stephaneck nasceu na Hungria, onde se formou em ciências psicológicas pela Universidade Livre de Bruxelas. Convidado pelo professor Lucien Lison para integrar o corpo docente da jovem Faculdade de Filosofia, organizou o curso de Psicologia e ministrou várias disciplinas. Foi coordenador do Departamento de Psicologia e tornou-se titular em 1984. Implantou a linha de pesquisa em psicologia industrial, até então inexistente no Brasil.  

Moura Campos, licenciado e bacharel em Química, na década de 40, do século passado, nasceu em São Paulo e chegou a catedrático em Química Orgânica, na Escola Politécnica, de 1959 a 1969. O que poderia representar um final de carreira foi incentivo para novas iniciativas como coordenador Geral da Coordenadoria de Ensino Superior do Estado de São Paulo e coordenador do Departamento de Química da FFCLRP. Nesse período, elaborou um revolucionário relatório de projetos de pesquisas em andamento. Com ele, solicitou e conseguiu recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) que consolidaram a vocação do Departamento como celeiro de pesquisas e pesquisadores de reconhecimento nacional de internacional. Foi ainda vice-diretor da Unidade entre 1975 e 1976. 

Melfi, nasceu em São Paulo, capital, e graduou-se em Geologia pela USP. Tem uma extensa lista de trabalhos publicados, orientações, títulos, além de prêmios e condecorações. No início da carreira acadêmica, final da década de 60 e início de 70, do século passado, foi professor de Geologia nos cursos de Biologia e Química da FFCLRP, contribuindo para a criação de um núcleo de pesquisa na área dentro da Unidade. Desse início na Unidade ao exercício do mais alto cargo dentro da Universidade, o de reitor, entre 2002 e 2005, o professor Melfi desempenhou ainda inúmeros cargos administrativos e acadêmicos, entre eles, diretor de unidade, pró-reitor e vice-reitor. (Matéria produzida por Rosemeire Soares Talamone da Assessoria de Comunicação da Prefeitura do Campus de Ribeirão Preto)

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