Pesquisas “esquentam” setor de câmaras frigoríficas

Projeto busca analisar o desempenho desse tipo de equipamento em variadas condições de trabalho e de temperatura

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A partir da comparação entre os catálogos de produtos de câmaras frigoríficas existentes no mercado nacional, o Grupo de Pesquisa em Refrigeração, Ar Condicionado e Conforto Térmico (Greac), do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP, percebeu que as indústrias do setor conviviam com números de potência, temperatura e eficiência energética, entre outras referências, até então nunca testados cientificamente. 

Frente tal constatação e a fim de colaborar com os fabricantes e usuários, foi iniciado em janeiro de 2006, um projeto de pesquisa que busca analisar o desempenho desse tipo de equipamento, em variadas condições de trabalho e de temperatura. "A faixa de utilização das câmaras frigoríficas é muito grande, variando de -20ºC a +15ºC. As condições de uso também se diferenciam. Há desconhecimento das condutas corretas para se obter maior eficiência", observa Alberto Hernandez, pesquisador do Greac.   

O Greac desenvolve trabalhos de pesquisa e desenvolvimento na avaliação experimental, modelagem e simulação de sistemas de refrigeração e ar condicionado (e seus componentes), avaliação do desempenho térmico das edificações, e de conforto térmico e qualidade do ar em ambientes climatizados. Para esses projetos, o GREAC conta, em grande parte, com o apoio de Fapesp, que financiou a construção de um laboratório que pode simular, inclusive, ambientes em escala real, como o de um escritório, por exemplo. 

O projeto de análise e desempenho de câmaras frigoríficas abrange ensaios de condição de desempenho do evaporador (trocador de calor); problemática da formação de gelo (que diminui a eficiência); monitoramento das rotinas das câmaras (abertura, fechamento, trânsito interno); melhoria da eficiência energética; entre outros aspectos.

Segundo Hernandez, o projeto prevê a inclusão de um dispositivo de registro fotográfico para monitoramento do que acontece no interior do equipamento sem o contato humano, a fim de aferir as previsões e condutas testadas. O término da pesquisa está previsto para dezembro de 2007.  

Para o pesquisador, a proximidade da Escola com as indústrias, que, muitas vezes, ocorre na procura de avaliar produtos antes do início da produção, tem proporcionado correções e melhorias importantes no produto final. "A relação entre a Poli e as indústrias é bastante assertiva e está cada vez mais próxima". 

Mais informações com Claudia Madeira, através dos telefones (11) 3091-5355 ou 9264-7185.

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