Pesquisadores da USP, Instituto Pasteur e Fiocruz discutem desafios da zika

Durante os dois dias do evento, pesquisadores das três Instituições tiveram a oportunidade de discutir temas como os desafios para o enfrentamento da epidemia do vírus, a relação entre o vírus e a microcefalia, modelos experimentais, diagnóstico, prevenção e terapia da doença.

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O workshop reuniu pesquisadores das três Instituições na Sala do Conselho Universitário

Nos dias 29 e 30 de agosto, a Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani) promoveu o workshop “Além da zika”, uma iniciativa conjunta da USP, Instituto Pasteur e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Durante os dois dias do evento, realizado na Sala do Conselho Universitário, pesquisadores das três Instituições tiveram a oportunidade de discutir, em oito painéis, temas como os desafios para o enfrentamento da epidemia do vírus, a relação entre o vírus e a microcefalia, modelos experimentais, genética, diagnóstico, prevenção e terapia da doença.

Na abertura do workshop, conduzida pelo vice-diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, Luís Carlos Ferreira de Souza, o reitor Marco Antonio Zago ressaltou o sucesso da parceria entre USP, Pasteur e Fiocruz e os esforços dos três principais institutos mundiais de pesquisa nos estudos relacionados à zika. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, 67 países registram a presença do vírus em seus territórios e 53 já relataram casos de infectados pela doença.

Zago também destacou a importância, na Rede de Pesquisa sobre Zika Vírus em São Paulo, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), representada no evento por seu diretor científico Carlos Henrique de Brito Cruz, .

Para o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, “evidências mostram que ainda há muito para se pesquisar sobre o assunto, que tem se mostrado um problema global. O tema do evento apresenta a dimensão do que o tópico representa para a comunidade científica”. Gadelha também comemorou a futura criação do Instituto Pasteur no Brasil, que deverá ser instalado no campus da USP em São Paulo.

O diretor científico da Rede Internacional do Instituto Pasteur, Koussay Delagi, considerou que o workshop era um momento adequado para se avaliar as conquistas e os desafios em relação à zika. “Temos deficiências para responder aos desafios impostos pela epidemia, já que grande número dos infectados apresentam sintomas que não haviam sido identificados anteriormente”, afirmou.

(Foto: Ernani Coimbra)

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