Novo reitor da USP toma posse em sessão solene

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail

O reitor da USP, João Grandino Rodas, tomou posse nesta segunda-feira, dia 25 de janeiro, em sessão solene do Conselho Universitário (CO), realizada na Sala São Paulo. O mandato do novo reitor corresponderá à 26ª administração da Instituição.

Durante os 76 anos de fundação da Universidade, também comemorados no dia 25 de janeiro, a USP foi administrada por 23 reitores, dos quais dois dirigiram a Universidade por dois mandatos. A cerimônia de posse, que lotou os cerca de 1.400 lugares da Sala, iniciou-se com a participação da pianista Eudóxia de Barros, e em seguida, contou com a apresentação da Orquestra Sinfônica da USP, sob a regência de Ligia Amadio, com a participação do Coral Lírico do Theatro Municipal de São Paulo e do grupo Meninos do Morumbi. Culto ecumênico

Antes da transmissão do cargo de reitor, foi realizado um momento ecumênico, com uma representante do candomblé, ialorixá Wanda de Oxum; do islamismo, xeque Armando Hussein Saleh; do budismo, abade Saikawa Dosho; do judaísmo, rabino Michel Schlesinger; do protestantismo, reverendo Ademir Aguiar; e do catolicismo, Dom Antônio Maria Mucciolo, arcebispo emérito da Arquidiocese de Botucatu, e Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo Metropolitano de São Paulo.

(da esq.para dir.) O abade Saikawa Dosho, o xeque Armando Hussein Saleh, o rabino Michel Schlesinger, o reverendo Ademir Aguiar, Dom Antônio Maria Mucciolo e Dom Odilo Scherer

Depois, o vice-reitor no exercício da Reitoria, Franco Maria Lajolo, e a secretária geral da USP, Maria Fidela de Lima Navarro, assinaram a portaria GR nº 017, com a cessação da designação do professor Rodas do cargo de diretor da Faculdade de Direito da USP.

Em seguida, o termo de posse do reitor foi assinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes; pelos ministros do STF, Ellen Gracie e Enrique Ricardo Lewandowsky; pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; pelo secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, representando o governador José Serra; pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Barros Munhoz; e pela reitora da USP, no período de 2005 a 2009, Suely Vilela.

Troca das vestes talares

Após a assinatura do termo, Suely Vilela fez a transmissão das vestes talares ao novo reitor. As vestes talares, que fazem parte do cerimonial acadêmico, herança da Universidade de Coimbra, são formadas por três peças: a samarra, usada sobre a beca preta; o capelo, usado sobre a cabeça, ambos na cor branca, e o colar doutoral.

A reitora Suely Vilela, no período de 2005 a 2009, fez a transmissão das vestes talares ao novo reitor

Coube ao diretor da Escola de Engenharia de Lorena (EEL), Nei Fernandes de Oliveira Júnior, fazer a saudação em nome do Conselho Universitário. Em seu discurso, Oliveira falou da importância da USP “que é reconhecida nos meios acadêmicos mais avançados do mundo”, do extenso currículo do reitor e das propostas de sua gestão. “Anseia-se por mudanças, e o homem que deverá comandá-las é um jurista, treinado em administrar conflitos dos mais altos níveis, conciliador por natureza e por ofício, com grande capacidade de ouvir e dialogar”, enfatizou.

O primeiro entre iguais

Em sua fala, o reitor da USP ressaltou sua disposição para o diálogo e destacou que a implementação da sua plataforma de ação “depende da melhora do nível de convivência entre os segmentos universitários, bem como de sensível aumento de motivação”. Segundo ele, “o reitor nada mais é do que o primeiro entre iguais, cabendo a ele exercer, mais do que qualquer outro, o papel de propositor e conciliador, fazendo com que todos os segmentos da Universidade possam nele vir a confiar, cada vez mais”.

“A instalação de um círculo virtuoso é possível, desde que alguns pressupostos básicos venham a existir. Que se aumente a transparência, que se instale um diálogo real; que se busquem consensos específicos; e, acima de tudo, que impere a boa fé. Isso pode ser feito, sem que cada qual desista de seus dos modelos ideais, que pretendem para a universidade, e, mesmo, de suas ideologias”, afirmou.

Em seguida, foi a vez do pronunciamento do secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, que citou sua própria trajetória de aluno na USP na graduação e pós-graduação, e de ajudar a criar o departamento de lingüística, que depois daria origem ao Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Quero configurar um espaço metafórico onde todos possamos nos encontrar naquela alegria que faz de nós todos a possibilidade de realização. Escrevia Cesare Pavese que a infância é um país que não existe do qual todos fomos exilados e para o qual todos queremos voltar. É com esse sentimento que tenho certeza que nós trabalharemos juntos, professor João Grandino Rodas”, finalizou o secretário.

As apresentações da Orquestra Sinfônica da USP e da Associação Meninos do Morumbi marcaram o encerramento da solenidade.

Clique aqui para ver mais fotos do evento.

(Créditos das fotos: Cecília Bastos, Ernani Coimbra e Marcos Santos)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail