Novo diretor do Museu de Zoologia destaca em posse a unidade e a diversidade

O novo diretor e vice-diretor, respectivamente, Marcos Domingos Siqueira Tavares e Carlos José Einicker Lamas, tomaram posse nesta terça-feira, dia 8 de abril, na Sala do Conselho Universitário da USP, para um mandato que termina no final de 2017.

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A nova direção do Museu de Zoologia (MZ), formada pelo diretor e vice-diretor, respectivamente, Marcos Domingos Siqueira Tavares e Carlos José Einicker Lamas, tomou posse nesta terça-feira, dia 8 de abril, na Sala do Conselho Universitário.

Após as leituras dos termos de compromisso e de posse, foi a vez dos discursos. O primeiro a falar foi Lamas, que agradeceu aos professores que teve, lembrou que ingressou no Museu em junho de 2004 e fez questão de dizer que “torno público, diante dos presentes, a minha dedicação integral em colaborar com o diretor para continuar colocando e levando o Museu de Zoologia aos patamares de qualidade”.

(esq. p/ dir.) O vice-diretor do MZ, Carlos José Einicker Lamas; o diretor Marcos Domingos Siqueira Tavares; o reitor Marco Antonio Zago; o vice-reitor Vahan Agopyan; e o secretário-geral, Ignácio Maria Poveda Velasco

O novo diretor, Marcos Domingos Siqueira Tavares, destacou a questão da unidade na diversidade: “Esta divisa evoca, por um lado, a enriquecedora e necessária riqueza de culturas, sem o que o diálogo não se estabelece de fato”. Tavares afirmou que a diversidade é um dos valores fundamentais da Universidade, mas que, sem unidade, é fragmentação, pois “unidade na diversidade significa, em soma, percepções variadas sobre uma perspectiva mobilizadora comum”. Para ele, a manutenção e desenvolvimento da diversidade está entre as maiores responsabilidades do dirigente.

Ele lembrou que o Museu de Zoologia nasceu na década de 1890 e, em 1969, quando passou a integrar a USP, trouxe na bagagem um dos maiores acervos zoológicos da América do Sul, que hoje compreende dez milhões de exemplares. Ao ressaltar que os museus são também símbolos e meios de educação universitária formal e não formal, o diretor lembrou que os docentes e alunos de museus e faculdades da USP estabeleceram entre si vínculos e colaborações profundas. “Nos Museus, pesquisa, ensino e extensão interagem entre si e se apoiam todos em um mesmo substrato chamado acervo”.

Para finalizar, voltou novamente à questão inicial. “A Universidade se protege ao não deixar espaço para que a grande diversidade de sistemas de valores, que está entre suas maiores riquezas, dissolva-se em minguados valores gerais. Os museus, por sua parte, não podem deixar para as gerações futuras a tarefa de melhor compreender e explicitar as suas especificidades”, explicou.

Pesquisa

Inicialmente, o reitor Marco Antonio Zago agradeceu o diretor da gestão anterior, Hussam El Dine Zaher – que não esteve presente por estar em viagem ao exterior – e destacou a função educativa e de pesquisa dos museus, falou da diversidade do acervo do MZ e sobre a diversidade de pensamentos dentro da USP, destacando que, em sua gestão, quer valorizar esse aspecto. Por esse motivo, nas Comissões que nomeou para pensar a Universidade [sobre os 80 anos da USP, Governança, área de Tecnologia da Informação, Comunicação Social, Bibliotecas, situação ambiental da EACH e convênios], há representantes de todas as áreas do conhecimento.

Sobre as atividades dos museus da USP, Zago disse que eles podem ter cursos e disciplinas de graduação, para dar suporte às suas atividades, mas “não gostaria de vê-los transformados em gestores de cursos de graduação, como as Unidades precisam ser, pois a missão de pesquisa é central”.

(Fotos: Ernani Coimbra)

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