"Nossa ambição é fazer do IRI um centro de excelência", declara a diretora do Instituto, em cerimônia de posse

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A diretora do IRI, Maria Hermínia Brandão Tavares Almeida, discursa na cerimônia de posse, realizada no dia 4 de março (Crédito: Francisco Emolo / Jornal da USP)

“Há exatos dez anos estou engajada na construção acadêmica e institucional dessa área na nossa Universidade. É o projeto mais importante da minha carreira”. Dessa forma, a nova diretora do Instituto de Relações Internacionais (IRI), Maria Hermínia Brandão Tavares de Almeida, deu início a seu discurso de posse, na cerimônia realizada no último dia 4 de março, que reuniu dirigentes, professores, alunos e funcionários da Universidade, além de autoridades e representantes de órgãos governamentais, no Auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). 

Maria Hermínia apresentou um esboço do plano de trabalho que pretende desenvolver à frente da Diretoria do Instituto. “A proposta do IRI é ambiciosa. Viemos para fazer diferença na USP e fora dela. Organizações que querem fazer a diferença devem pensar grande, ter ambição, ousar. A nossa ambição é fazer do IRI um centro de excelência em relações internacionais, reconhecido no Brasil e no exterior”, afirmou. “Para tanto, vamos combinar relevância social e excelência acadêmica. Essa química nem sempre é fácil de obter. Mas é preciso tentar”, completou.

Agenda externa

Em seguida, Maria Hermínia falou sobre a importância cada vez maior que o Brasil tem adquirido no cenário internacional. “Como escreveu recentemente o ex-presidente da União Européia, Miguel Angel Moratinos, o Brasil está jogando na primeira divisão da política mundial. Somos interlocutores de relevo em discussões sobre temas que definirão o futuro do planeta”, mencionou.

Para ela, o IRI não pode aspirar à relevância se ignorar a agenda externa do país. “Ela deve inspirar nossos cursos, pesquisas e debates. Estou convencida que nas ciências sociais, em geral, e nos estudos internacionais, em particular, o conhecimento avança quando se volta para os problemas concretos das sociedades e das nações”, explicou.

Em relação à pesquisa, Maria Hermínia destacou que a meta é inovar no enquadramento dos temas e na forma de abordá-los. “A governança mundial deve ser a questão central de nossas indagações”, ressaltou.

Internacionalização

Investimentos serão feitos para a internacionalização das atividades do Instituto, segundo Maria Hermínia, com o estabelecimento de programa de professores visitantes e o incentivo ao intercâmbio de professores, pós-doutores, pós-graduandos e graduandos.

A nova diretora pretende também criar a primeira biblioteca eletrônica em relações internacionais da Universidade, com acesso on-line aos principais portais de periódicos, documentos, bases de dados e acervos eletrônicos de livros. “Utilizaremos todos os recursos que a comunicação eletrônica oferece para que o mundo esteja sempre ali na esquina, ao alcance de nossas mãos e de nossos ouvidos”, asseverou.

A comunicação com a sociedade através do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Conjuntura Internacional (Gacint), ligado ao Instituto, foi igualmente destacada por Maria Hermínia. “O Gacint, que se afirmou sob a liderança do saudoso Gilberto Dupas, continuará agora, sob a batuta do professor Ricardo Sennes, a ser um espaço plural”, garantiu.

Raízes profundas

O reitor João Grandino Rodas iniciou sua fala abordando sua experiência pessoal na área de relações internacionais. O dirigente da USP é livre-docente na área de Direito Internacional. “Pude ver o que vem acontecendo com as relações internacionais e disciplinas conexas no Brasil nos últimos cinqüenta anos”, expôs.

Rodas fez um paralelo entre o início da década de 70, quando era professor iniciante

em Direito Internacional na Faculdade de Direito, em que o internacionalismo ainda era latente no Brasil, e sua importância nos dias de hoje, com a criação de cursos de Bacharelado

em Relações Internacionais em várias Universidades. “Na USP, embora nosso curso seja relativamente novo, ele possui raízes profundas, porque que é uma junção de núcleos de pesquisa, cursos e pesquisadores nessa área dentro de nossa Universidade”, comparou.

O secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, que representou o governador José Serra na cerimônia, enfatizou o caráter precursor do IRI. “A experiência da USP na criação de espaços institucionais que representam aquilo que há de mais atual, contemporâneo do ponto de vista de iniciativa, é algo muito importante, pioneiro, condutor da vida universitária brasileira. Assim é com o Instituto de Relações Internacionais”, apontou. 

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