IEB tem o desafio de discutir a realidade da sociedade brasileira

A professora Maria Angela Faggin Pereira Leite tomou posse oficialmente como diretora do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), na segunda-feira, 4 de outubro, às 17h, em cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário, no prédio da Administração Central.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Maria Angela Faggin Pereira Leite tomou posse oficialmente como diretora do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), na segunda-feira, 4 de outubro, às 17h, em cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário, no prédio da Administração Central.

Maria Angela Faggin Pereira Leite, a nova diretora do IEB

Na ocasião, a nova diretora falou da importância do IEB para a sociedade e as atividades realizadas pelo Instituto, “voltado à pesquisa do Brasil e sua história social”. Maria Angela lembrou que o IEB tem sob sua responsabilidade um patrimônio cultural, que nada fica a dever a outras instituições.

Atualmente, segundo Maria Angela, entre os vários desafios que o IEB tem pela frente, o Instituto está dedicando-se à pós-graduação stricto sensu em Culturas e Identidades Brasileiras, criada em 2009, com objetivo de realizar pesquisas e o desenvolvimento de reflexões sobre a sociedade brasileira a partir desta perspectiva. “Essas atividades [desenvolvidas pelo IEB] podem ajudar no desafio de discutir a realidade da sociedade brasileira”, afirma a diretora.

A diretora do IEB e o reitor João Grandino Rodas

O reitor João Grandino Rodas iniciou seu discurso citando alguns nomes de pessoas que contribuíram com a fundação do IEB, formação do acervo e sua manutenção. Depois, mencionou o Laboratório de Conservação e Restauro do Instituto, como sendo uma das diferenças em relação a outras instituições que abordam temas brasileiros – nele é avaliada permanentemente as condições dos documentos, livros ou obras de arte e realizadas intervenções técnicas quando necessárias.

Finalizou dizendo que, no que compete à Reitoria, “o IEB vai ter subsídios para continuar avante e à frente, honrando os nomes expressivos que ajudaram a formar o Instituto”.

Centro multidisciplinar e multitemático

O IEB foi fundado na década de 60 por um grupo de professores e intelectuais ligados à USP, sob a liderança de Sérgio Buarque e Hollanda. Desde o seu início, o Instituto pretende ser um centro multidisciplinar e multitemático de pesquisa e documentação sobre a história e a cultura do país, abrigando estudiosos de formação variada que nele desenvolvem suas pesquisas, além de organizar e explorar as fontes primárias que compõem o acervo. No acervo está um expressivo conjunto de fundos pessoais constituídos em vida por artistas e intelectuais brasileiros distribuídos no Arquivo, na Biblioteca e na Coleção de Artes Visuais.

Além do Laboratório de Conservação e Restauro, citado pelo reitor, merece destaque o Curso de Organização de Arquivos, ministrado há cerca de 20 anos; e a publicação de obras ligadas aos estudos e acervos do IEB, como a Revista do IEB e a revista eletrônica Almanack Braziliense.

O IEB oferece oito disciplinas optativas de graduação abertas a alunos de todas as Unidades da USP; e inúmeras palestras e seminários importantes para a área de Estudos Brasileiros para o público em geral. Atualmente, são 200 alunos cursando as disciplinas de graduação, 10 alunos na pós-graduação, 13 professores e 50 funcionários.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Textos relacionados