Drauzio Varella é homenageado com Prêmio de Direitos Humanos

Em uma cerimônia realizada hoje, dia 9 de novembro, o médico e escritor Drauzio Varella recebeu o Prêmio USP de Direitos Humanos, concedido anualmente pela Comissão de Direitos Humanos da USP.

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O prêmio é concedido anualmente a pessoas e instituições que, por suas atividades exemplares, tenham contribuído para os Direitos Humanos no Brasil

Em uma cerimônia realizada no dia 9 de novembro, e prestigiada por muitos dirigentes, docentes, estudantes, políticos e representantes de várias esferas da sociedade, o médico e escritor Drauzio Varella recebeu o Prêmio USP de Direitos Humanos, concedido anualmente pela Comissão de Direitos Humanos da USP.

994X8576O presidente da Comissão, José Gregori, abriu a cerimônia lembrando que “os direitos humanos nascem da indignação, mas essa indignação seria apenas uma expressão emotiva se não houvesse a cultura para orientá-la, para pensar em suas causas, portanto, Universidade e direitos humanos são duas faces da mesma moeda. Esse prêmio é um ato de compromisso da USP com os direitos humanos, sobretudo numa época em que, mundialmente, seu papel passa a ter grande importância. Precisamos acreditar quando for difícil acreditar, lutar quando for difícil lutar. É isso que o doutor Drauzio Varella tem feito em toda a sua vida e é por isso que ele merece esse prêmio”.

O diretor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) e membro da Comissão, Pedro Bohomoletz de Abreu Dallari, fez a apresentação do homenageado, contando um pouco sobre a trajetória profissional e pessoal de Varella. “Esta cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário, que abriga as grandes decisões da USP, e na presença do reitor, expressa o reconhecimento da comunidade científica e ressalta o fato de Drauzio Varella ser um homem da ciência. Nele, o conhecimento científico e a preocupação com a sociedade se integram e são instrumentos para melhorar a vida de todos os que são alcançados pela sua atuação. Ao homenageá-lo, a USP reforça que este é o perfil que desejamos para todos os membros de nossa comunidade, que sejam pessoas da ciência, mas que tenham a compreensão da importância de colocar a ciência na promoção dos direitos humanos e de uma vida digna para todos”, afirmou.

Em seu discurso, Drauzio Varella expressou a surpresa ao saber que havia sido agraciado com o Prêmio USP de Direitos Humanos, já que sua área de atuação sempre foi a da saúde. “A notícia de que eu tinha recebido o prêmio foi totalmente inesperada e me deixou muito honrado, ainda mais sendo um prêmio da Universidade de São Paulo, que possui muitas pessoas em sua comunidade atuando na área de direitos humanos. Eu me formei aqui na Universidade e considero a USP minha casa”, afirmou.

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[A partir da esquerda] Drauzio Varella, o bispo auxiliar Carlos Lema Garcia, representando o arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Scherer; o reitor Marco Antonio Zago; e o deputado estadual Carlos Bezerra Jr., presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legistlativa do Estado de São Paulo
Varella também contou um pouco de sua experiência como médico voluntário da Casa de Detenção do Carandiru e na Penitenciária Feminina de São Paulo e de sua atuação como escritor e comunicador em campanhas de saúde e séries televisivas. Expôs os grandes problemas e contradições que tem observado na gestão penitenciária e demonstrou preocupação com o futuro do sistema de saúde brasileiro, especialmente o bem-estar da população mais carente.

O reitor Marco Antonio Zago concordou que “é cada vez mais clara a necessidade de a sociedade assumir o papel de se organizar e, nessa missão, a Universidade tem a função fundamental de gerar conhecimento e ajudar a definir as políticas públicas. Por isso, temos orgulho de homenagear Drauzio Varella. Sua vida e suas ações enobrecem a Universidade e são uma recompensa ao que fazemos aqui. Quem fez parte da USP uma vez, sempre fará parte da USP, porque leva consigo as missões e os valores de nossa Universidade. É importante ressaltar que não é só fora da Universidade que estão os problemas. Nós também temos problemas aqui dentro e, nesse sentido, além da atuação da Comissão de Direitos Humanos, outras estruturas estão sendo criadas para ajudar a resolver os problemas em relação aos direitos individuais dentro da Universidade, destacando a criação do Escritório USP Mulheres, que trata especificamente das questões relacionadas à diversidade e ao respeito às mulheres”, concluiu o reitor.

Prêmio USP de Direitos Humanos

O Prêmio USP de Direitos Humanos foi criado pela Comissão de Direitos Humanos da Universidade em 2000, com o objetivo de identificar e homenagear pessoas e instituições que, por suas atividades exemplares, tenham contribuído significativamente para a difusão, disseminação e divulgação dos Direitos Humanos no Brasil.

Na edição passada, o prêmio foi concedido ao professor titular aposentado de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Paulo Sergio Pinheiro, que preside a comissão independente internacional da ONU de investigação sobre a República Árabe da Síria, em Genebra.

(Foto: Ernani Coimbra)

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