Reitoria assina convênio para Parque Tecnológico de Ribeirão Preto

Nesta sexta-feira, dia 8, o reitor João Grandino Rodas; a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera; e o secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Luciano Almeida; assinaram um convênio para a implantação do Parque Tecnológico na cidade.

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Uma máxima entre quem trabalha com pesquisa científica dá conta de que são as cafeterias das instituições os locais onde as grandes ideias nascem. Isso porque é lá que os pesquisadores se encontram e trocam experiências, em conversas que podem despertar valiosos insights.

A história foi lembrada por Luciano Almeida, secretário do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (8), em Ribeirão Preto, em cerimônia que marcou a assinatura dos convênios que viablizarão o Parque Tecnológico do município, a ser implantado no campus da USP da cidade.

Para o secretário, o parque é um grande instrumento para transformação de conhecimento em riqueza – e não só por ser um local para reunião de quem produz pesquisa inovadora. A presença das indústrias, por meio da incubadora e do centro empresarial, é fundamental. “O estado de São Paulo e suas universidades já são campeões de produção de conhecimento. Mas é preciso que isso seja transformado em produtos e serviços competitivos mundialmente”, defende Almeida.

O reitor João Grandino Rodas

O reitor João Grandino Rodas também reforçou a importância da pesquisa aplicada. Segundo Rodas, esta é uma função prevista inclusive nos estatutos da Universidade, que necessita da proximidade com as empresas. “E não é isso que vai prejudicar a autonomia [das pesquisas]”, afirma o reitor.

Professor do Departamento de Física e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências, e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e coordenador do projeto até esta fase, Oswaldo Baffa Filho enfatiza ainda a importância da parceria da Universidade com a prefeitura de Ribeirão Preto e o Governo do Estado: “a USP não teria como realizar este empreendimento sozinha”.

De acordo com Baffa, a prefeitura levou água e esgoto até o local e forneceu infra-estrutura viária, enquanto a Universidade e a Secretaria de Desenvolvimento ficaram responsáveis pela construção do primeiro edifício do Parque, localizado em um uma área de 300 mil m2, no campus da USP.

Parque
Com três pavimentos, o primeiro prédio do Parque abrigará a sede administrativa e uma incubadora de empresas de base tecnológica, que dará suporte para empreendimentos frutos de projetos de alunos da USP e de outras universidades da região. O cronograma das obras ainda não foi anunciado.

Para uma segunda etapa, está prevista a implantação de uma agência de inovação e um centro tecnológico para certificação de produtos e equipamentos. Também se planeja que o parque reúna centro empresarial, centro de biotecnologia, Faculdade de Tecnologia (Fatec), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), laboratório da Fundação para o Remédio Popular (Furp), e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de natureza empresarial.

O projeto do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto faz parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), que dá apoio a estas iniciativas. O estado conta com 30 parques em projeto, execução ou implantados, sendo que 17 já deles já estão credenciados ao sistema.

Região
Ribeirão Preto é reconhecida como um grande polo da área da saúde. A região abriga um Arranjo Produtivo Local (APL) de equipamentos médicos-hospitalares e odontológicos que conta com cerca de 70 empresas, majoritariamente microempreendimentos.

Para a prefeita da cidade, Dárcy Vera, o Parque contribuirá de maneira decisiva na atração de mais investimentos para a região. “Ribeirão Preto é um dos maiores berços de pesquisadores do mundo. Não podemos mais ver pesquisas nascendo aqui e sendo patenteadas no exterior, como já aconteceu”, diz.

Science Parks
Pela definição da International Association of Science Parks (Iasp), parques tecnológicos são empreendimentos criados e geridos com o objetivo permanente de promover pesquisa e inovação tecnológica, estimular a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas, além de dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais.

Para o professor Oswaldo Baffa Filho, se no século XIX se acreditava que o progresso dependia da construção de estradas de ferro, e no século XX, de estradas de rodagem, atualmente, na “economia do conhecimento” que vivemos, o parque tecnológico é visto como um dos mais importantes instrumentos de desenvolvimento.

(Matéria de Luiza Caires, do USP Online)

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