Unidades do campus de Ribeirão Preto empossam novos dirigentes

O papel social da Universidade foi o mote dos discursos dos novos diretores da Faculdade de Odontologia e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto

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O papel social da Universidade foi o mote dos discursos dos novos diretores da FORP e da FFCLRP

No dia 12 de setembro, aconteceu a cerimônia de posse da nova diretora da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP), Léa Assed Bezerra da Silva, e do vice-diretor Arthur Belém Novaes Junior.

A cerimônia foi prestigiada por vários dirigentes, docentes, funcionários e alunos da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto

Em seu discurso de posse, a diretora enfatizou a qualidade dos programas de Pós-Graduação da FORP, a modernização dos cursos de Graduação e a importância das atividades de extensão desenvolvidas pela Faculdade. Segundo Léa, “a Universidade é uma reprodutora de valores humanísticos, valores que deverão dar respostas às necessidades concretas do país onde essa Universidade está inserida. Sua missão, tema que justifica rediscussões periódicas, determina sua razão de ser: uma Universidade que não sirva a si mesma, mas à sociedade. Para cumprir sua missão é que esta sociedade sustenta esta Universidade”.

Seguindo a mesma diretriz, o vice-diretor Arthur Belém Novaes Junior lembrou que “de nada adianta formar recursos humanos capacitados na área odontológica, oferecer cursos de Pós-Graduação compatíveis com os congêneres internacionais e realizar pesquisa de vanguarda, se os resultados dessas pesquisas não puderem ser revertidos no oferecimento de melhores condições de vida para os pacientes. A pesquisa aplicada, interfaciada pela pesquisa básica, tem propiciado, em nossa Unidade, que seus resultados sejam aplicados em benefício da população”.

“Felizmente tenho observado que não só a USP como um todo, mas também suas Unidades se pautam pela visão de que a Universidade existe para servir a sociedade, não para resolver as suas disputas internas ou entre grupos. É por isso que as três universidades públicas paulistas recebem do Estado de São Paulo uma fatia do orçamento que não tem equivalente nem no Governo Federal, nem em outro Estado do Brasil. A USP está cumprindo sua missão. Mais do que formarmos profissionais nas mais diferentes áreas, estamos formando as elites intelectuais, científicas e gerenciais do país”, enfatizou o reitor Marco Antonio Zago.

Para finalizar, a nova diretora se comprometeu a “transmitir aos alunos a mensagem que a USP oferece a eles o bem maior que se pode oferecer ao homem: o saber. Um saber de qualidade e gratuito. Fazer aprender que a atual situação do país pede o aproveitamento de todos os recursos, materiais e humanos, com a consciência de que o Brasil não seja uma nação dos excluídos e sim uma pátria dos cidadãos. Despertar nos nossos alunos o orgulho de ser da USP”.

Emoção na FFCLRP

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(À esq.) O novo diretor da FFCLRP, Pietro Ciancaglini, e o reitor Marco Antonio Zago, na cerimônia

No dia 9 de setembro, foi a vez da cerimônia de posse dos professores Pietro Ciancaglini e Marcelo Mulato, respectivamente, como diretor e vice-diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). O evento, permeado por muita emoção, foi realizado na Tulha – Sala de Concertos do Departamento de Música da FFCLRP.

Após a leitura dos termos de posse, o novo vice-diretor, Marcelo Mulato, falou sobre sua vivência acadêmica na Filô, como a Unidade é carinhosamente conhecida pela comunidade acadêmica. “Nesta Universidade e nesta Faculdade iniciei minha carreira como docente oficialmente no ano 2000. Aqui tive oportunidade de aprender e muito me desenvolver, conhecendo e admirando muitas pessoas. Ao longo dessa trajetória, pude realizar a livre docência em 2006, a efetivação em 2007 e obtive a promoção horizontal para professor associado 3 em 2012.  Sinto-me assim muito motivado a trabalhar com todas minhas forças para retribuir tudo que daqui recebi”, destacou.

O novo diretor empossado, Pietro Ciancaglini, contou um pouco sobre a história da Faculdade, que se confunde com sua própria trajetória de mais de 35 anos na Unidade. Sobre sua gestão, Ciancaglini afirmou que pretende “trabalhar para a construção de um plano estratégico aglutinador gerado por um diagnóstico das atividades desenvolvidas. Não se pode apenas apontar deficiências, falta de pessoal, carga de trabalho elevada etc., mas sim é necessária a construção de um plano de gestão que pense no crescimento e melhoria da Filô para os próximos 10-15 anos. E, o mais importante, que este plano possa receber o apoio e o respaldo institucional e estar em sinergia com as metas das diferentes Pró-Reitorias”.

O reitor Marco Antonio Zago também destacou sua relação afetiva com a FFCLRP. O dirigente contou que chegou a Ribeirão Preto, vindo da cidade de Birigui, em 1964, mesmo ano em que os cursos da Unidade tiveram início. “Conheci, desde cedo, as inquietações da Faculdade”, disse. O reitor ressaltou a importância daquele campus para o desenvolvimento da região que, em junho, passou a ter uma região metropolitana, aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

A região engloba 34 municípios em um território de 14,8 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 6% do Estado, com 1,6 milhão de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 48,38 bilhões. “A USP é o maior patrimônio do país e seu impacto no Estado é imenso, pois se reverte em desenvolvimento. Vamos pensar o presente e o futuro da Universidade com os olhos na sociedade”, considerou.

O encerramento da cerimônia foi marcado pela apresentação da USP-Filarmônica com o coral de alunos da FFCLRP, sob a regência do maestro Rubens Russomanno Ricciardi.

(Fotos: Ernani Coimbra)

 

 

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