Professor da USP é homenageado pelo presidente de Cabo Verde

O presidente José Maria Neves esteve na Reitoria, onde foi recebido pelo reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior

 Publicado: 12/09/2022  Atualizado: 16/09/2022 as 16:25
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[A partir da esquerda] O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior; o professor do IGc, Jorge Silva Bettencourt; o presidente de Cabo Verde, José Maria Neves; e a vice-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
No dia 9 de setembro, o presidente da República de Cabo Verde, José Maria Pereira Neves, visitou a Cidade Universitária e foi recebido pelo reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior e pela vice-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda.

“Desde o século XVII, os cabo-verdianos partem para os quatro cantos do mundo, espalhando-se pelo mundo. Hoje, temos quase três vezes mais cabo-verdianos fora do país do que dentro, mas esta saída constitui uma grande riqueza para nós, com pessoas que dão uma enorme contribuição para a produção de Cabo Verde no mundo”, explicou o presidente José Maria Neves.

Aproveitando sua visita ao Brasil para participar das comemorações do Bicentenário da Independência, o presidente participou da cerimônia de condecoração do professor do Instituto de Geociências (IGc), Jorge Silva Bettencourt, com a Ordem do Dragoeiro Primeiro Grau, concedida pelo governo africano.

“A USP é uma catedral do saber, é uma das principais universidades do mundo. Então, um professor que veio de Cabo Verde e singra até aqui é uma pessoa que ajuda a afirmar Cabo Verde no mundo. Quando nós temos cabo-verdianos como o professor Bettencourt, que se afirmam dessa forma, é Cabo Verde que cresce, alarga suas fronteiras e contribui para o mundo”, ressaltou o presidente.

A solenidade foi realizada no Salão de Atos da Reitoria e prestigiada por dirigentes da Universidade, representantes do governo de Cabo Verde, diplomatas dos dois países, amigos e familiares do homenageado.

O reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior lembrou que “o Brasil é um país formado por imigrantes, por pessoas que optaram por viver aqui, adotando nossos costumes e nossa língua, elemento que une o povo brasileiro. Essa homenagem recebida por um cabo-verdiano que escolheu morar no Brasil e desenvolver sua carreira na USP é motivo de grande felicidade para todos nós. É uma mostra de que as relações entre Brasil e Cabo Verde, países irmãos, continuam se estreitando”.

O reitor também sugeriu que equipes da USP e de Cabo Verde trabalhassem em conjunto para organizar uma exposição no Novo Museu do Ipiranga sobre a relação entre os dois países.

Um cabo-verdiano na USP

“Essa condecoração deve ser extensiva aos meus familiares e amigos, aos meus alunos de graduação e de pós-graduação, aos parceiros pesquisadores e a dezenas de geólogos e engenheiros de minas que, hoje, ocupam posições de liderança em instituições variadas e cuja formação profissional são o meu maior regozijo. É o reconhecimento pela minha contribuição ao engrandecimento da nação, de modo a dar exemplo aos jovens e indicar modos e caminhos ao sucesso futuro das nossas comunidades espalhadas pelo mundo”, afirmou o professor Jorge Silva Bettencourt.

O homenageado Jorge Silva Bettencourt (esquerda) e o embaixador de Cabo Verde no Brasil, José Pedro Chantre D’Oliveira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Nascido em Cabo Verde, na ilha de São Vicente, Jorge Silva Bettencourt mudou-se para o Brasil ainda jovem. Formou-se em Geologia pela USP, instituição pela qual também obteve o doutorado e a livre-docência.

Foi docente do curso de Geologia do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp, entre 1973 e 1992, e tornou-se professor titular do Instituto de Geociências da USP em 2000, sendo agraciado com o título de Professor Emérito do instituto, em 2013.

Suas pesquisas abrangem as áreas de exploração mineral e modelos de depósitos minerais, atuando como geólogo de exploração mineral e como consultor. Interesse atual em pesquisa, mais dirigido à metalogenia e à exploração mineral, tem como foco os temas: craton amazônico e Bacia do São Francisco, evolução crustal proterozoica e modelamento metalogenético de depósitos minerais – metais raros e metais não ferrosos – com ênfase em isótopos estáveis e inclusões fluídas.


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