“O Instituto de Biociências quer ser protagonista na história da USP”, afirma diretor

Cerimônia de posse de Marcos Buckeridge e Oswaldo Keith Okamoto foi realizada no dia 28 de março

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O reitor Vahan Agopyan (no púlpito) falou sobre a característica da USP em ser uma universidade de pesquisa – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

“O Instituto de Biociências deve ter a missão de ajudar a sociedade a caminhar no sentido de um mundo com pessoas e ecossistemas mais saudáveis. Um mundo mais justo e mais sustentável. O IB quer ser protagonista na história da USP.” Com essas palavras o novo diretor do IB, Marcos Silveira Buckeridge, concluiu seu discurso na cerimônia que marcou sua posse, ao lado do novo vice-diretor da unidade, Oswaldo Keith Okamoto.

O evento foi realizado no dia 28 de março, na sala do Conselho Universitário, no prédio da Reitoria, em São Paulo.

Durante a sua apresentação, Buckeridge fez um retrospecto da história do instituto, que nasceu das antigas cátedras de Botânica Geral, Fisiologia Vegetal, Zoologia Geral, Fisiologia Geral e Animal e Biologia Geral, previstas no decreto de criação da Universidade, datado de 1934. “Oitenta e cinco anos depois da fundação da USP, nossos cinco departamentos ainda preservam as bases criadas lá no início da Universidade”, afirmou. O IB passaria a existir somente em 1969, com a reforma universitária.

O secretário-geral da USP, Pedro Vitoriano de Oliveira (em pé), e o novo diretor do IB, Marcos Silveira Buckeridge, na assinatura do termo de posse – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Em seguida, o novo diretor falou sobre as conquistas dos pesquisadores do instituto, que foram pioneiros nos estudos científicos em suas áreas de atuação, dentre eles, Crodowaldo Pavan, Felix Ravitcher, Mario Guimarães Ferri, Paulo Sawaya e Paulo Nogueira Neto. “O IB é uma das potências científicas no Brasil e no mundo. Com uma média de 220 publicações por ano, os papers publicados em biologia pelos nossos grupos de pesquisa geram anualmente mais de 25 mil citações na base de dados do Google Scholar”, destacou Buckeridge.

O reitor Vahan Agopyan ressaltou a principal característica da USP, que é ser uma universidade de pesquisa, e as ações institucionais implementadas para ampliar a sinergia dos grupos de pesquisa. Agopyan citou como exemplo o edital lançado pela Pró-Reitoria de Pesquisa para financiar projetos ligados à área de inteligência artificial. “Com isso, queremos buscar continuamente a excelência, para podermos retribuir à sociedade os recursos aqui investidos”, afirmou.

Com 112 professores, o IB tem 792 alunos de graduação e oferece disciplinas a estudantes de 11 unidades da USP. O instituto possui cinco departamentos – Botânica, Ecologia, Fisiologia, Genética e Biologia Evolutiva e Zoologia, além de uma biblioteca com acervo de livros raros de biologia, únicos no Brasil.

O IB abriga ainda o Centro de Aquisição de Imagens e Microscopia (CAIMi), o Centro de Estudos do Genoma Humano, um herbário, um fitotério e uma reserva florestal dentro do campus da USP em São Paulo. A pós-graduação do IB é constituída por cinco programas próprios (Botânica, Ecologia, Fisiologia, Genética e Biologia Evolutiva e Zoologia) e três programas interunidades. Também oferece o Mestrado Profissional em Aconselhamento Genético.

Quem são

Marcos Buckeridge é professor titular de Fisiologia Vegetal do Departamento de Botânica do IB. É membro fundador do Centro de Biologia de Sistemas e Biologia Sintética (S2B) do Inova USP e membro do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, onde criou e coordena o programa USP Cidades Globais. Desde 2008, é diretor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (INCT do Bioetanol).

Em 2010, foi selecionado como um dos autores líderes do quinto Relatório de Avaliação publicado, em 2014, pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Em 2017, tornou-se o único cientista brasileiro a participar como autor do relatório especial do IPCC, publicado em 2018, sobre os impactos do aquecimento global de 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. É presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.

O novo vice-diretor do IB, Oswaldo Keith Okamoto, na cerimônia de posse dos dirigentes do IB – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Oswaldo Keith Okamoto é professor associado do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB. É pesquisador do núcleo gestor do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da USP, pesquisador e membro do Conselho Executivo do IRIS, iniciativa ligada ao Inova USP. Possui bacharelado em Ciências Biológicas pela Unesp, doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular pela USP, pós-doutorado na área de Genômica pela Universidade de Harvard, treinamento em terapia celular pela Universidade do Texas e livre-docência em biologia celular pela USP.

Atua em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com enfoque na biologia de células-tronco e câncer. Na USP, dirige o Laboratório de Genômica Translacional (LGT), que utiliza abordagens interdisciplinares com o propósito de aprofundar o conhecimento sobre a fisiopatologia de doenças humanas e investigar novas estratégias terapêuticas.

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