“O futuro do MAC está na ampliação de suas atividades como museu universitário de arte”, diz nova diretora

Ana Gonçalves Magalhães e Marta Vieira Bogéa assumem como novas diretora e vice-diretora, respectivamente, do Museu de Arte Contemporânea

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Museu de Arte Contemporânea – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Desde o dia 14 de julho, a professora Ana Gonçalves Magalhães tem uma nova rotina profissional. Nesse dia, Ana assumiu a função de diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC), ao lado da nova vice-diretora e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Marta Vieira Bogéa, para um mandato que se estenderá até 2024.

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Ana Magalhães é professora do MAC desde 2008 e foi vice-diretora do museu no período de 2016 a 2020, ao lado do professor Carlos Roberto Ferreira Brandão. “O futuro do MAC está na consolidação e ampliação de suas atividades como um museu universitário de arte, ou seja, ele não é simplesmente mais um museu de arte da cidade de São Paulo: ele deve se manter como um espaço de reflexão crítica, formação e fomento à produção artística. A força do MAC está no seu amplo diálogo com as várias áreas da própria Universidade e poder ser uma porta aberta da USP para a sociedade, e vice-versa”, ressalta a nova diretora.

Ana Magalhães – Foto: Divulgação/MAC

Ana Magalhães fez doutorado no Departamento de Artes Visuais da Escola de Comunicações e Artes (ECA), com a orientação de Walter Zanini, que foi diretor do museu entre 1963 e 1978 e é referência importante para o conhecimento da trajetória do MAC. “Em 2023, o museu completará 60 anos. Em suas seis décadas de existência, tem visto o crescimento significativo da visitação pública às suas exposições e demais atividades de pesquisa e extensão. É uma instituição histórica, com uma grande contribuição para o conhecimento e a divulgação das artes visuais dos séculos 20 e 21”, salienta a professora.

“O MAC é um dos principais museus universitários brasileiros e é reconhecido internacionalmente por seu acervo e por suas atividades de ensino e pesquisa realizadas na área de arte contemporânea. Ao mesmo tempo, tem se consolidado como importante opção cultural para a população, em um ambiente agradável para o visitante apreciar a arte. Às novas diretoras, desejo muito sucesso nesta nova gestão que se inicia”, destaca o reitor da USP, Vahan Agopyan.

Espaço de acolhimento

Em 2019, o museu registrou quase 400 mil visitantes, em sua sede localizada no Parque do Ibirapuera. “Também observamos que o público do MAC se diversificou e ele tem um papel muito importante hoje na integração das instituições culturais instaladas no parque. A requalificação do entorno do prédio é uma realidade e a cidade de São Paulo ganhou mais este espaço de acolhimento às atividades culturais”, considera.

Obra Índio e a Suassuapara, de Victor Brecheret, que compõe o acervo do MAC – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

A nova gestão, segundo a nova diretora, tem dois desafios a enfrentar depois da pandemia da covid-19. “O maior deles será, sem dúvida, garantir que o MAC possa acolher seu público de forma segura e, ao mesmo tempo, manter as várias frentes de trabalho que já começamos a abrir no mundo digital. Esse é um ponto importante de relacionamento do museu com seu público”, afirma.

Marta Bogéa – Foto: Divulgação/MAC

A infraestrutura do prédio também deverá merecer atenção especial. “Temos alguns pontos ainda a serem sanados em relação à manutenção predial, como a finalização das obras de adequação das reservas técnicas definitivas de seu acervo artístico na nova sede e a instalação de uma zeladoria especializada, em um prédio bastante complexo do ponto de vista dos sistemas de automação e segurança”, destaca.

Um ponto importante será a retomada do Anexo de Exposição do edifício, que deverá ganhar um novo programa de exposições. “Pretendemos reinaugurar esse espaço com a exposição Regina Silveira: Outros Paradoxos, idealizada para recepcionar uma grande doação que a artista fez ao museu em 2018 e que, ao mesmo tempo, foi selecionada para ser uma das exposições parceiras da Bienal de São Paulo”, diz Ana Magalhães.

(Com a colaboração de Leila Kiyomura)

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