Moradores do Crusp terão acesso à internet no interior de todos os apartamentos

Obra, que teve início no último dia 23 de novembro, deverá ser concluída no primeiro semestre de 2021

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Instalação dos dutos externos para passagem dos cabos que levarão o sinal de internet ao interior dos apartamentos – Foto: Divulgação SAS

A obra para a instalação da rede teve início no último dia 23 de novembro e, nas próximas semanas, uma parte dos moradores do Conjunto Residencial da USP (Crusp) já contará com acesso à internet. No primeiro semestre de 2021, a obra deverá estar totalmente concluída, contemplando todos os apartamentos dos blocos A, B, C, D, E, F e G.

“Essa obra é um marco para a gestão, pois atende à necessidade dos nossos estudantes de acesso a um sinal de internet de qualidade e resulta de um complexo trabalho de equipe, no qual diversos órgãos da Reitoria atuaram com destacada competência”, destaca o vice-reitor da Universidade, Antonio Carlos Hernandes.

O projeto, elaborado pela Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), consiste na instalação de cabos irradiantes que passarão pelo interior dos apartamentos, distribuindo sinal de acesso à rede de forma homogênea, com maior velocidade e estabilidade.

Instalação dos dutos externos para passagem dos cabos que levarão o sinal de internet ao interior dos apartamentos – Foto: Divulgação SAS

“Os estudantes terão um verdadeiro salto nas condições de estudos e de moradia, pois o acesso à rede mundial de computadores é absolutamente imprescindível na vida acadêmica atual”, destaca o superintendente de Assistência Social (SAS) da Universidade, Gerson Yukio Tomanari.

A diretora do Centro de Tecnologia de Informação de São Paulo, Fátima Nunes, explica que a idade e a localização dos prédios foram os maiores desafios da STI nesse projeto.

“As características dos prédios do Crusp  inviabilizam uma solução convencional utilizando antenas distribuídas ao longo de um andar. A distância entre as antenas externas e os apartamentos, a espessura das paredes, a existência de outros prédios no entorno, assim como árvores, constituem interferências que dificultam a propagação e atenuam a intensidade do sinal. Por isso, a rede sem fio não funciona  satisfatoriamente em todos os dormitórios. A solução encontrada foi instalar cabos irradiantes conectados a uma antena para cada andar de cada bloco”, pondera.

Gerson Yukio Tomanari – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A empresa Fraga de Medeiros é responsável pela obra, que está sendo acompanhada por equipes da SAS, da STI e da Superintendência do Espaço Físico (SEF). A contratação da empresa foi feita via processo licitatório.

Esta primeira semana da obra está sendo dedicada à preparação das áreas externas dos apartamentos, como saguões e corredores. A partir da próxima segunda-feira, dia 30, a empresa iniciará a passagem dos cabos pelo interior dos apartamentos. O acesso à internet pela rede Eduroam estará disponível no interior dos apartamentos à medida que a empresa concluir as obras de cada andar.

“As equipes estão empenhadas em imprimir um ritmo elevado de trabalho para que todos os apartamentos contem com internet o mais rapidamente possível. A cada andar que se conclua, a internet já estará disponível, de modo que, nas próximas semanas, esperamos entregar as obras de todos os andares do Bloco A”, destaca Tomanari.

 

A diretora do DCE Livre da USP – Gestão Nossa Voz, Ana Luísa Calvo Tibério, considera que “a instalação de internet no Crusp é uma demanda antiga dos moradores. O Crusp possui hoje uma série de problemas estruturais que demandam bastante atenção da institucionalidade. Um dos principais pontos é justamente a falta de acesso à internet, pois impede que os moradores pobres possam realizar atividades acadêmicas e tenham alternativas de convívio social sem que tenham que arcar individualmente com este custo. O projeto de instalação de internet na moradia é uma das maiores vitórias estudantis dos últimos tempos. É uma conquista de todos que lutam pela permanência estudantil e acreditam na construção de uma universidade verdadeiramente pública e inclusiva”.

O projeto foi desenvolvido pela Superintendência de Tecnologia da Informação

O projeto consiste na instalação de cabos irradiantes que passarão pelo interior dos apartamentos, distribuindo sinal de acesso à rede de forma homogênea, com maior velocidade e estabilidade


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