Fotomontagem com elementos flaticon - Arte: Ana Júlia Maciel/Jornal da USP

Mais de 40% dos programas de pós-graduação da USP têm nível de excelência

De acordo com o resultado preliminar da Avaliação Quadrienal Capes, dos 260 programas oferecidos pela USP, 108 receberam notas 6 e 7, considerados com padrão internacional de qualidade

 14/09/2022 - Publicado há 2 anos

Texto: Erika Yamamoto

Arte: Ana Júlia Maciel

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o resultado preliminar da Avaliação Quadrienal Capes, que abrangeu cerca de 4.500 programas de pós-graduação stricto sensu em funcionamento no Brasil, entre os anos de 2017 e 2020.

A USP teve 260 programas avaliados, sendo que 220 deles possuem cursos de mestrado e doutorado; 15, apenas com mestrado; e 25, apenas com mestrado profissional.

No caso da Universidade, 51 dos 260 programas avaliados receberam nota 7, considerado o conceito mais alto da classificação. Na avaliação passada, esse número foi de 50. Além desses cursos que obtiveram a nota máxima, 57 receberam o conceito 6, indicando um desempenho equivalente a padrões internacionais de qualidade. Outros 78 programas ficaram com a nota 5, ou seja, do total de programas avaliados, 71,5% atingiram nível de excelência (com conceitos 5, 6 e 7).

A Capes também avaliou 58 programas da USP com nota 4 e 15 receberam o conceito 3, o que significa desempenho regular, mas que atende aos padrões mínimos de qualidade. Apenas 1 programa da USP recebeu a nota 2.

Todos os Programas de Pós-Graduação

Quadrienal 2017

(2013/2016)

FINAL

Nota 10
NOTA 20
NOTA 318
NOTA 477
NOTA 576
NOTA 640
NOTA 750
Total261
(=)172
(▲)55
(▼)34
Total261

Quadrienal 2021

(2017/2020)

Antes do recurso

Nota 10
NOTA 21
NOTA 315
NOTA 458
NOTA 578
NOTA 657
NOTA 751
Total260
(=)165
(▲)73
(▼)22
Total260

“Esse é o melhor desempenho dos programas de pós-graduação da USP na Avaliação da Capes. Esse resultado mostra que a USP continua sendo uma referência no Brasil e que estamos avançando ainda mais na excelência de nossos programas, prova de que os esforços realizados pela Pró-Reitoria nos últimos anos para aumentar a qualidade dos trabalhos estão dando resultados”, afirmou o pró-reitor de Pós-Graduação, Márcio de Castro Silva Filho.

Outro aspecto interessante é que, pelos critérios da Capes, apenas os programas que possuem mestrado e doutorado podem ser avaliados com notas 6 e 7. Dessa forma, se considerarmos apenas os 220 programas com mestrado e doutorado da USP, 49,1% deles foram considerados de excelência, com notas 6 e 7. Na última avaliação da Capes, realizada em 2017, esse porcentual era de 40,9%.

Programas com mestrado e doutorado ou só doutorado

Quadrienal 2017

(2013/2016)

FINAL

Nota 32
NOTA 455
NOTA 573
NOTA 640
NOTA 750
Total220
(=)140
(▲)48
(▼)32
Total220

Quadrienal 2021

(2017/2020)

Antes do recurso

Nota 30
NOTA 439
NOTA 573
NOTA 657
NOTA 751
Total220
(=)138
(▲)63
(▼)19
Total220

O pró-reitor lembra que o resultado pode ser ainda melhor, já que a Universidade estuda a interposição de recursos e pedidos de reconsideração de nota. O resultado final da Avaliação será divulgado em dezembro.

Impactos da pandemia

Um aspecto importante dessa avaliação é que o ciclo incluiu 2020, o primeiro ano da pandemia da covid-19. No caso da USP, as medidas adotadas pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação possibilitaram que a titulação dos alunos não sofresse interrupção e minimizaram os efeitos do isolamento social.

“Em 2020, fomos obrigados a fazer uma rápida transição para o trabalho remoto, ajustando todo o sistema e construindo modelos para que os exames de qualificação e defesas pudessem ser realizados no formato on-line. Claro que as pesquisas sofreram com as limitações do isolamento social, mas conseguimos titular os nossos alunos”, explicou Castro.

Além da avaliação da Capes, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação também disponibiliza ferramentas para que os programas tenham parâmetros melhores para análise, como o WeR-USP-PG – um sistema de análise quantitativa que extrai dados do Sistema Janus, das plataformas Sucupira e Lattes e de três bancos de dados (Google ScholarScopus e Web of Science) para disponibilizar informações sobre produção científica, citações e número de defesas de teses.

Pró-reitor Márcio de Castro Silva Filho – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Qualidade atestada

O processo de avaliação da Capes contou com a participação de consultores, professores e pesquisadores de todas as regiões do Brasil. As equipes avaliaram o panorama e as atividades dos programas de pós-graduação, durante os anos de 2017 a 2020, para atestar a qualidade dos cursos, acompanhando sua qualificação. Entre os critérios da avaliação estão a proposta do programa, análise do corpo docente, análise do corpo discente e trabalhos de conclusão, produção intelectual e inserção social.

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Os cursos são separados em 49 áreas de avaliação e analisados por comissões específicas para cada área. Os cursos recebem notas entre 1 e 7, sendo que as notas 1 e 2 determinam o descredenciamento dos programas.

Como explica o pró-reitor, “o modelo de avaliação da Capes é único no mundo. É uma referência para todo o sistema nacional de pós-graduação, indicando as áreas e programas mais bem avaliados e também aqueles que devem ser melhorados. Também tem um grande impacto na decisão dos alunos, que dispõem de mais informações para escolher um programa adequado”.

Avaliação Capes

A avaliação dos cursos de pós-graduação no Brasil é realizada regularmente desde 1976, ou seja, há mais de quarenta e cinco anos, e se consolidou como um importante instrumento para certificar a qualidade da pós-graduação nacional, resultando em elementos e indicadores que permitem induzir e fomentar ações governamentais de apoio à pós-graduação, identificando assimetrias, impulsionando o avanço científico e fornecendo estudos e subsídios para ações governamentais, de instituições de ensino superior e para as agências de fomento, tanto brasileiras quanto internacionais.

Esse tipo de avaliação, nos moldes em que é realizado na Capes, é inédito no mundo e contribui para o desenvolvimento da pós-graduação brasileira, fornecendo, inclusive, subsídios para fazer avanços na ciência, tecnologia e inovação do País.


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