Faculdade de Direito inaugura Cátedra Fujita-Ninomiya

A nova cátedra tem o apoio da Agência de Cooperação Internacional do Japão e do Banco MUFG

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A cerimônia de lançamento da Cátedra Fujita-Ninomiya foi realizada no dia 23/07, no Japan House São Paulo – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

Uma cerimônia realizada no dia 23 de julho, no Japan House São Paulo, marcou o lançamento da Cátedra Fujita-Ninomiya da Faculdade de Direito (FD), que homenageia o diplomata Edmundo Fujita, já falecido, e o professor Masato Ninomiya. A Cátedra é o resultado de uma parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica, na sigla em inglês) e conta com o apoio financeiro do Banco MUFG.

Sediada no Departamento de Direito Internacional e Comparado da FD, a Cátedra Fujita-Ninomiya tem como proposta fomentar os estudos sobre o direito japonês e sobre os diversos aspectos que unem Brasil e Japão. O memorando de entendimento assinado pela Faculdade de Direito e pela Jica no dia 12 de dezembro, prevê o estabelecimento de uma disciplina sobre o Direito Japonês, a promoção de palestras, o intercâmbio de estudantes e docentes e a realização de pesquisas conjuntas entre a USP e instituições japonesas.

“Acredito que é preciso garantir a formação de pessoas que possam seguir os passos do Fujita e de tantos outros, descendentes ou não, que se esforçaram para manter vivo o interesse na cultura japonesa. Isso não apenas na Faculdade de Direito, mas em toda a USP, que é marcada por uma forte presença dos descendentes de japoneses”, afirmou o coordenador da Cátedra, Masato Ninomiya.

O reitor Vahan Agopyan lembrou que essa é a primeira cátedra da USP que homenageia um professor ainda na ativa e ressaltou a importância desse tipo de iniciativa. “As cátedras trazem uma visão externa para a Universidade, uma abordagem diferente, interdisciplinar. Elas também são uma importante ferramenta para criar um ambiente internacionalizado de ensino e pesquisa na Universidade”. O dirigente também ressaltou o forte relacionamento da USP com o governo, as instituições e as universidades japonesas, e agradeceu a confiança depositada no trabalho desenvolvido pela USP.

Em uma mensagem gravada em vídeo, o presidente da Jica e idealizador da Cátedra, Shinichi Kitaoka, explicou que o objetivo da iniciativa é “formar recursos humanos que colaborem para o fortalecimento dos laços entre os dois países, além de realizar pesquisas sobre as relações nipo-brasileiras”. Kitaoka deve visitar a Faculdade de Direito em novembro, para uma palestra sobre a história da modernização do Japão e sua experiência de desenvolvimento.

Entre as autoridades que prestigiaram a cerimônia estavam a viúva do embaixador Fujita, Maria Ligaya Abeleda Fujita; o ex-reitor e professor aposentado da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas; o atual diretor da Faculdade, Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto; o ex-diretor da Faculdade, José Rogério Cruz e Tucci; o presidente da Agência USP de Cooperação Nacional e Internacional, Valmor Alberto Augusto Tricoli; o conselheiro para parcerias universitárias da Jica, Toshihiko Kayo; o representante da Jica no Brasil, Hiroshi Sato; o presidente do Banco MUFG do Brasil, Makoto Kinoshita; o embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada; a embaixadora Débora Vainer Barenboim-Salej; a representante da Secretaria Executiva de Relações Internacionais do Estado de São Paulo, Ingrid Nascimento de Aguiar Schlindwein; o secretário Municipal de Relações Internacionais, Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes; além de pesquisadores e dirigentes da USP, membros do corpo diplomático dos dois países e representantes de entidades japonesas.

Masato Ninomiya proferiu a palestra História do Banco MUFG no Brasil – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Nikkeis egressos da Faculdade de Direito

A Cátedra Fujita-Ninomiya é uma homenagem ao embaixador Edmundo Sussumu Fujita e ao professor do Departamento de Direito Internacional e Comparado, Masato Ninomiya.

Edmundo Sussumu Fujita nasceu em São Paulo, em 1950, e formou-se pela Faculdade de Direito em 1972. Ingressou na carreira diplomática em 1976, sendo o primeiro diplomata brasileiro descendente de japoneses.

Entre os vários cargos que ocupou, foi conselheiro junto à Organização das Nações Unidas (1990), representante alterno do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (1993), embaixador do Brasil na Indonésia (de 2005 a 2009) e assessor especial do Ministério Extraordinário de Projetos Especiais (1999). Também foi professor de pensamento político na Academia Diplomática Brasileira, entre 1989 e 1990, e autor de vários livros e trabalhos de pesquisa.

Masato Ninomiya nasceu na província de Ueda (Japão), em 1948, e mudou-se com a família para o Brasil quanto tinha apenas 5 anos. Formou-se pela Faculdade de Direito, em 1971, e obteve o doutorado pela Universidade de Tóquio, em 1981. Além de uma sólida carreira como advogado e professor da Faculdade de Direito, Ninomiya também é tradutor público juramentado e acompanhou, em diversas ocasiões, os membros do governo e da família imperial japonesa em visita ao Brasil.

“Estou aqui, hoje, porque tive o privilégio de receber uma educação de qualidade, gratuita, do ensino fundamental até o superior, aqui no Brasil; e, depois, uma bolsa de estudos no Japão, para completar minha formação”, lembrou o professor, que fez questão de agradecer aos dois países em seu discurso.

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