Dirigentes discutem novos projetos da gestão em reunião no campus de Piracicaba

Um dos projetos é o Programa de Acolhimento de Estudantes, que também congregará as áreas de Saúde Mental e de Artes, Cultura e Design

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O encontro contou com mais de 100 participantes, entre diretores de unidades, institutos especializados, museus e outros órgãos – Foto: Gerhard Waller (USP/ESALQ – DvComun)

Apresentar o andamento e os resultados dos projetos desenvolvidos ao longo dos primeiros seis meses da gestão foi o mote da Reunião dos Dirigentes da USP realizada nos dias 2 e 3 de julho, no campus “Luiz de Queiroz”, localizado na cidade de Piracicaba.

O encontro contou com mais de 100 participantes, entre diretores de unidades, institutos especializados, museus e outros órgãos, e foi conduzido pelo reitor da Universidade, Vahan Agopyan, e pelo vice-reitor, Antonio Carlos Hernandes.

Agopyan deu início ao evento destacando o caráter informal da reunião, cujo objetivo era “mostrar o que está sendo feito e no que os projetos [apresentados na primeira reunião de dirigentes, realizada em fevereiro deste ano] avançaram”. A cada explanação, os dirigentes tinham a oportunidade de apresentar suas impressões, sugestões e críticas sobre as propostas.

“Um dos principais desafios da Universidade continua sendo a questão orçamentário-financeira. Tivemos de tomar decisões difíceis no que se refere ao reajuste salarial e ao aumento do vale-alimentação dos servidores. Não apresentamos os mesmos riscos de 2014, segundo a análise da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP), à qual agradeço por todo o trabalho desenvolvido nesse período. O déficit foi reduzido em relação ao que se previa, mas ainda não estamos em uma situação confortável”, afirmou o reitor.

Fora dos muros

A primeira parte da reunião foi dedicada à exposição sobre o andamento dos projetos, que foram divididos em três blocos: Relação com a Sociedade, Busca da Excelência Acadêmica e Valorização dos Recursos Humanos.

No eixo Relação com a Sociedade, o primeiro programa apresentado foi o USP Municípios. O vice-reitor Antonio Carlos Hernandes explicou que o escopo do projeto, inicialmente voltado ao desenvolvimento de atividades de apoio às cidades, foi ampliado com a definição de três novas vertentes de trabalho: desenvolvimento local, entrega de tecnologia pronta e desenvolvimento de planos diretores.

(Da esq. p/ dir.) O chefe de Gabinete da Reitoria, Gerson Yukio Tomanari; o vice-reitor Antonio Carlos Hernandes; e o reitor Vahan Agopyan – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Segundo Hernandes, a próxima etapa deverá ser a formalização do programa, com a assinatura de um convênio com o Governo do Estado. Cinco municípios deverão fazer parte desta etapa-piloto: Guarulhos, Lorena, Ibitinga, Pedreira e Santos.

Dentro do mesmo eixo, o pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, apresentou o Programa “Aprender na Comunidade[anteriormente batizado como Bandeirantes USP], que tem como objetivo apoiar as ações de estudantes da USP fora dos muros da Universidade, reunindo diferentes competências e habilidades e ampliando a interação com a comunidade.

O edital do programa foi lançado no último dia 18 de junho. “A ideia é identificar e apoiar as iniciativas que já existem na USP – como o Projeto Bandeira Científica, coordenado pela Faculdade de Medicina (FM) – e incentivar a criação de novos projetos que promovam tanto a interdisciplinaridade, ou seja, a integração de várias áreas do conhecimento, quanto a transdisciplinaridade, a interação direta com a comunidade”, explicou.

O programa conta com a participação das Pró-Reitorias de Pesquisa, de Pós-Graduação e de Cultura e Extensão Universitária.

Vem pra USP!

Outro programa voltado para reforçar a presença da Universidade na sociedade é o “Vem pra USP!“, cujos resultados foram apresentados pelo vice-reitor.

A segunda edição do programa foi lançada em junho, com a abertura das inscrições para os alunos matriculados nos 1º, 2º e 3º anos do ensino médio das escolas públicas de São Paulo com interesse em participar da Competição USP de Conhecimentos (CUCo). A ação conta com a parceria da Secretaria Estadual da Educação (SEE) e da Fuvest.

A competição busca incentivar os alunos da rede pública de ensino paulista a ingressar nos cursos de graduação da USP e, ao mesmo tempo, estimulá-los a melhorar o desempenho nas disciplinas que compõem o conteúdo programático dos processos seletivos de acesso no ensino superior.

Hernandes apresentou o resultado da primeira fase da competição, que é on-line e consiste em 18 testes de múltipla escolha sobre conhecimentos gerais, ciências e matemática. Os estudantes com melhor desempenho nessa etapa avançam para a segunda fase, que é presencial e realizada na própria escola em que o aluno está matriculado.

Os alunos mais bem classificados dos três anos de ensino receberão certificados da USP, visitarão laboratórios de pesquisa da Universidade e terão videoaulas especiais de preparação para o vestibular. Os estudantes do 3º ano do ensino médio premiados ainda participarão do vestibular Fuvest 2019 sem pagar a taxa de inscrição.

Neste ano, o objetivo é premiar 91 escolas que alcançarem o maior índice de participação na CUCo, independentemente do desempenho. Considerando o número de alunos participantes, cinco escolas poderão receber recursos que vão de R$ 20 mil a R$ 100 mil. Para promover o protagonismo juvenil, também será destinado um crédito de R$ 2,5 mil ao grêmio estudantil das escolas premiadas.

Avaliação

No segundo dia do encontro, um tema que mereceu destaque foi o da avaliação institucional. “A avaliação é uma ferramenta essencial para a excelência acadêmica. Tem importância fundamental para o futuro da Universidade e para que os docentes tenham objetivos claros e metas definidas para elaborarem seus próprios projetos acadêmicos”, destacou o reitor.

O sistema de avaliação é centrado nos projetos acadêmicos. As unidades de ensino, institutos especializados e museus elaboram seus projetos; a partir deles, é a vez dos departamentos produzirem os seus; e, por fim, cada docente.

Nesse projeto, o docente, o departamento e a unidade definem objetivos e metas para os próximos cinco anos, que, por sua vez, subsidiarão o projeto acadêmico da USP. Clique aqui para acessar o número especial produzido pelo Jornal da USP sobre o assunto.

O processo é coordenado pela Comissão Permanente de Avaliação (CPA), formada por uma Comissão Plenária (CP) e duas câmaras específicas: a Câmara de Avaliação Institucional (CAI) e a Câmara de Atividades Docentes (CAD).

A CPA é presidida pelo vice-reitor, que, em sua explanação, enfatizou que as unidades têm até o dia 31 de agosto para entregar seus projetos acadêmicos.

Os dirigentes participantes do encontro tiveram oportunidade de apresentar suas impressões sobre os projetos – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Novos escritórios

Uma das novidades anunciadas pelo reitor na reunião foi a publicação das resoluções de criação do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) e do Escritório de Desenvolvimento de Parcerias da USP. Os documentos foram publicados no Diário Oficial no dia 30 de junho.

O Egida, coordenado pelo professor da Faculdade de Medicina (FM), Aluisio Augusto Cotrim Segurado, terá, entre suas atribuições, a de estruturar, consolidar e publicar o Portal da Transparência da USP; coletar dados com vistas ao aprimoramento dos indicadores já utilizados e proposição de novos indicadores-chave para o monitoramento e a avaliação do desempenho acadêmico das várias atividades-fim da Universidade; além de atuar como interlocutor institucional junto às agências responsáveis pela edição de rankings acadêmicos nacionais e internacionais.

Já o Escritório de Desenvolvimento de Parcerias da USP terá como tarefas a gestão do Programa Parceiros da USP; o monitoramento da execução e da prestação de contas dos convênios que envolvam recursos, inclusive aqueles firmados com as fundações de apoio; a divulgação das regras e qualificação de profissionais das unidades, institutos especializados e museus para elaboração, execução e prestação de contas; e monitoramento e divulgação de oportunidades de parcerias em pesquisas, prestação de serviços e captação de recursos.

A coordenação será do professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP), Rudinei Toneto Júnior.

Programa de Acolhimento

No item da valorização de recursos humanos, uma das inovações já divulgadas pelo reitor na reunião anterior foi a criação do Programa de Acolhimento aos Estudantes da USP, que, a partir de agora, contará com duas novas linhas de atuação.

Além do Escritório de Carreiras e de Atividades Esportivas, o programa contará com as áreas de Saúde Mental e de Artes, Cultura e Design, cada uma delas coordenada por um docente da Universidade. “O Escritório vai tentar conciliar e criar sinergia para que o estudante possa desenvolver atividades complementares à sua formação”, disse o reitor.

O vice-diretor do Instituto de Psicologia (IP) e professor do Departamento de Psicologia Clínica, Andrés Eduardo Aguirre Antúnez, será o responsável pelo Escritório de Saúde Mental. Antúnez comentou que tem participado de encontros nas unidades para discutir o tema.

No campus de São Paulo, o Programa de Acolhimento já dispõe de uma sede localizada no Espaço das Colmeias. Nos outros campi, segundo Hernandes, está sendo elaborada uma plataforma interativa para o compartilhamento de experiências e o oferecimento de atendimento específico nas Unidades Básicas da Saúde, no que se refere a casos relacionados à saúde mental.

O programa conta, ainda, com a parceria do IP, da Superintendência de Assistência Social (SAS), do Hospital Universitário e da Faculdade de Medicina.

Comunicação e economia

A política de comunicação da USP também foi um dos assuntos abordados no encontro. O superintendente de Comunicação Social, Luiz Roberto Serrano, falou sobre o papel da Superintendência como uma “ferramenta de comunicação institucional”. “Nosso público-alvo é amplo e diversificado e, além da sociedade no sentido amplo, compõe-se de cientistas, acadêmicos, outras universidades, docentes e discentes, empresas, entidades sindicais e empresariais, poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, público internacional, só para citar alguns. Cada um deles impõe o uso de linguagem específica, da popular à científica, de modo que a mensagem seja transmitida de forma adequada”, considerou.

Serrano também citou os projetos da SCS que estão em andamento, como a criação de uma assessoria especial de imprensa para divulgação científica e a parceria com a empresa Maxpress para a divulgação de press releases da Universidade.

No que se refere à gestão administrativa da Universidade, o coordenador da Administração Geral (Codage) e diretor da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), Luiz Gustavo Nussio, falou sobre as ações voltadas para a economicidade dos processos administrativos, como a otimização e redução de custos nos contratos nas áreas de transporte, reprografia, telefonia móvel, entre outras.

Os dirigentes avaliaram muito positivamente a reunião e novos encontros serão programados.

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