A USP faz sua lição de casa

Por ter investido em inovação, internacionalização, ambiente de ensino e pesquisa, a USP subiu nos rankings comparativos internacionais

 Publicado: 08/11/2021  Atualizado: 12/11/2021 as 18:58
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Cidade Universitária – Fotomontagem com imagens de Fotos USP

Além de se manter como a única universidade brasileira entre as 100 instituições de ensino superior com melhor conceito acadêmico em todo o mundo, a USP melhorou ainda mais sua posição na edição de 2021 do World Reputation Ranking, que acaba de ser divulgado, ganhando dez posições em relação à edição anterior. Ela ficou na mesma posição que a Universidade de Copenhagen (Dinamarca), a Universidade da Flórida (Estados Unidos) e a Universidade de Paris-Saclay.

Promovido pela consultoria britânica Times Higher Education, o levantamento apresenta as 200 instituições universitárias com maior prestígio mundial. O resultado é obtido com base na opinião de 10.963 pesquisadores e professores de 128 países. Cada um pode indicar até 15 universidades que julgar estarem entre as melhores, em matéria de excelência na pesquisa e no ensino das diferentes áreas do conhecimento.

Em outro levantamento que também acaba de ser publicado, o ranking Best Global Universities 2022, promovido pela editora norte-americana US News, a USP foi apontada como a melhor universidade latino-americana. Nas duas pesquisas, a primeira e a segunda posição ficaram com a Universidade Harvard e com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), respectivamente. Já a terceira posição ficou com a Universidade de Oxford, no World Reputation Ranking, e com a Universidade Stanford, na lista da Best Global Universities 2022.

O resultado alcançado pela USP é expressivo, uma vez que ela subiu sete posições em relação ao ano passado neste ranking. Ao todo, mais de 1.750 universidades de 90 países tiveram sua produção científica avaliada. Além do ranking geral, a USP foi classificada em 38 das 43 áreas do conhecimento, tendo ficado entre as 100 melhores em 21 delas.

O que levou a instituição a obter esse sucesso foi o fato de que fez a lição de casa. Ela investiu em pesquisa e se aproximou mais da sociedade, em meio à crise de saúde pública causada pela pandemia. Ampliou seu grau de internacionalização, trazendo cientistas e professores de fora e enviando acadêmicos paulistas para o exterior. Estimulou seus professores e pesquisadores a publicar, em inglês, artigos em revistas científicas com conselho de arbitragem e mundialmente conceituadas. Iniciativas como essas não só aumentaram o número de citações de trabalhos de docentes da instituição nas principais publicações internacionais, como também revelaram o aumento da produtividade científica da instituição, o que resultou em maior reconhecimento pela comunidade acadêmica e científica em todo o mundo.

Ao fazer seu trabalho, a USP seguiu a trilha aberta há tempos por universidades da China e da Coreia do Sul, que vêm galgando posições nos rankings comparativos. Elas sabem que, quanto mais se destacarem internacionalmente, mais as fontes de financiamento acolherão seus projetos de pesquisa. E isso tende a elevar sua reputação acadêmica mundial e a atrair pesquisadores de ponta, o que lhes permite captar mais recursos para investir em conhecimento.

(Editorial publicado em Notas e Informações, no jornal O Estado de S. Paulo, em 08/11/21)

 


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