15 projetos para diminuir a emissão de gases de efeito estufa na USP

A Superintendência de Gestão Ambiental investirá, ao todo, R$ 500 mil nos projetos, que terão duração de dois anos

 30/11/2020 - Publicado há 11 meses  Atualizado: 07/12/2020 as 12:17
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Apresentado pela Superintendência de Assistência Social, um dos projetos selecionados utilizará resíduos orgânicos para produzir energia em um biodigestor experimental, que está em fase de finalização no Instituto de Energia e Ambiente – Foto: Divulgação

A Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) divulgou a lista dos 15 projetos selecionados para promover a sustentabilidade nos campi da Universidade e contribuir para a redução e a compensação da emissão de gases de efeito estufa e gases poluentes.

Tércio Ambrizzi – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

O valor total de recursos investidos pela SGA é de R$ 500 mil e o valor máximo destinado a cada projeto é de R$ 100 mil, sendo que o propositor deve aportar valor igual ou superior. Essas iniciativas também podem contar com parcerias e contrapartidas externas. Os projetos devem ter dois anos de duração, contados a partir do dia 2 de janeiro de 2021, e ser coordenados por dirigentes das unidades ou das prefeituras dos campi.

“A alta qualidade dos projetos propostos não foi surpresa, pois a SGA tinha a expectativa de que a consciência da importância da sustentabilidade já existe entre nossos dirigentes, tanto dentro da USP como na sociedade em geral. Mas era necessária uma motivação extra para tornar as boas ideias em trabalhos aplicados, mitigando assim as emissões dos gases de efeito estufa e contribuindo para a diminuição do aquecimento global que estamos vivendo”, afirmou o superintendente de Gestão Ambiental, Tércio Ambrizzi.

O objetivo da SGA é incentivar ações que utilizem energia renovável, identifiquem fontes de emissão de gases poluentes, adotem padrões de tecnologias limpas e consumo racional.

Confira a lista dos 15 projetos selecionados:

UnidadeProjetos selecionados
CepeuspConclusão da Implantação do Laboratório de Testes de Longa Duração de Energia,
Tecnologia e Conforto de Banho (LABAN) na Raia Olímpica da USP.
EACHLiving Lab EACH – Redução, mitigação e sequestro de GEE provenientes de
resíduos, incluindo a recuperação de serviços ecossistêmicos no campus.
ESALQEnergia Limpa e Mobilidade Sustentável – Integrações para a Sustentabilidade
Socioambiental do Campus USP “Luiz de Queiroz”.
FAUValorização de resíduos lenhosos provenientes do manejo arbóreo: Contribuição à
gestão para a sustentabilidade no “Campus Armando Salles de Oliveira” da USP.
FCFSistema de Gestão Ambiental na FCF-USP: uma inovação no meio acadêmico.
FEARPProjeto Educação para o Desenvolvimento Sustentável e os Princípios para
Educação Executiva Responsável das Nações Unidas: o PRME na FEA-RP/USP.
FMRPMedicina 2030: Ação Climática Contextualizada para o Ensino em Saúde.
IGcImplantação de Sistema de Células Fotovoltaicas no Instituto de Geociências –
IGc-USP.
IQTratamento de resíduos e efluentes de laboratórios didáticos e de pesquisa.
PUSP-LesteCampus Inteligente e Sustentável
PUSP-FCAmpliação das Vias de Rodagem de Bicicletas no Campus USP “Fernando Costa”.
PUSP-LQAmbientalização do campus “Luiz de Queiroz”: conjugando-se os verbos caminhar,
pedalar e contemplar.
SASEducando no maior (bio)gás – Educação e contribuição participativa para
a utilização dos resíduos sólidos dos restaurantes universitários, CRUSP e
Creche da USP na produção de biogás em biodigestor.
SEFRetrofit do Sistema de Iluminação do Bloco C do CRUSP para Tecnologia LED.
PUSP-SCDesenvolvimento de linha de base, aplicação-piloto e estudos prospectivos para
mitigação e compensação de emissões de GEE no campus de São Carlos.

Transformando resíduos em energia

Uma das 15 propostas selecionadas é “Educando no maior (bio)gás”, da Superintendência de Assistência Social (SAS), um projeto que propõe utilizar os resíduos orgânicos produzidos nos restaurantes universitários, no Conjunto Residencial da USP (Crusp) e na Creche do campus Butantã, para a produção de energia em um biodigestor experimental.

O equipamento está sendo desenvolvido no Instituto de Energia e Ambiente (IEE), sob a coordenação do professor Ildo Luís Sauer, e deverá entrar em operação no final de dezembro.

Gerson Tomanari – Foto: Reprodução

A iniciativa também é uma oportunidade de criar sustentabilidade social e acadêmica por meio de programas transversais de conscientização ambiental e participativa destinados a estudantes, especialmente os usuários dos restaurantes universitários e moradores do Crusp, servidores docentes e não docentes, e educandos da creche. Para tanto, o projeto conta com a parceria do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

“O projeto atuará em duas frentes de ação. Na primeira, haverá a implementação da logística da gestão dos resíduos sólidos gerados no Crusp, creche, restaurantes universitários e áreas comuns de uso dos discentes, a partir da coleta seletiva em recicláveis, orgânicos e rejeitos. A segunda frente trata da estruturação e efetivação da comunicação e educação ambiental voltadas para os diferentes públicos envolvidos, com a colaboração direta dos estudantes interessados”, explica o superintendente de Assistência Social, Gerson Yukio Tomanari.

A SAS também está envolvida em outro projeto selecionado pelo edital, o de fazer um “retrofit” do sistema de iluminação do Bloco C do Crusp para tecnologia LED. O projeto foi apresentado pela Superintendência do Espaço Físico (SEF) e resultará em maior economia e eficiência, além de benefícios diretos ao Crusp.


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