Vídeo mostra como se deu a redescoberta dos textos gregos e latinos

Professora da USP fala sobre “Recepção dos Clássicos no Renascimento” na série “Estudos Clássicos em Dia”

 15/06/2021 - Publicado há 4 meses

Assista no link abaixo ao vídeo Recepção dos Clássicos no Renascimento, da série Estudos Clássicos em Dia, com a professora Elaine Cristine Sartorelli, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

No século 14, o poeta e embaixador italiano Francesco Petrarca (1304-1374), numa de suas inúmeras viagens, descobriu uma coleção de manuscritos antigos contendo as epístolas do escritor romano Cícero (106-43 a.C.). Numa época em que as Universidades de Bolonha e Pádua estavam em pleno vigor e cidades-Estado como Florença, Gênova, Milão e Veneza floresciam, esse foi o início de uma “corrida ao ouro” em busca de manuscritos antigos. Deu-se então uma “invenção” do passado distante, compreendido agora como um patrimônio a ser estudado e transmitido como um acervo da civilização.

Erasmo de Roterdã, símbolo do humanismo renascentista – Foto: Wikipédia

Essa história da redescoberta dos textos da Antiguidade clássica na época do Renascimento é contada pela professora Elaine Cristine Sartorelli, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, em mais um vídeo da série Estudos Clássicos em Dia, produzida pela FFLCH, intitulado Recepção dos Clássicos no Renascimento.

A partir da revelação de Petrarca, as descobertas de mais manuscritos antigos – preservados principalmente nos mosteiros – se repetiram com rapidez, continua Elaine no vídeo, que tem 21 minutos de duração. A queda de Constantinopla, em 1453 – que fez com que intelectuais bizantinos se refugiassem na Europa levando obras desconhecidas até então -, e a invenção da imprensa de tipos móveis, em meados do século 15, foram outros fatores que contribuíram para a expansão dos textos clássicos na Europa. A gramática grega e latina – necessária para decifrar os manuscritos recém-descobertos – passou a ser o mais valorizado elemento da cultura e se tornou uma ciência superior, acima até mesmo da teologia.

Em todo esse processo, destaca-se a obra do humanista Erasmo de Roterdã (1466-1536). “Ele foi o autor mais lido do século 16 e seus manuais e suas obras de referência tiveram na época tanto sucesso quanto seus tratados satíricos conhecidos até hoje, como o Elogio da Loucura“, destaca Elaine. “O ensinamento de Erasmo transformou as ideias do século 16 sobre ler e escrever e estimulou experimentos estilísticos de Rabelais e Montaigne”, acrescentou a professora, citando observações do professor Terence Cave, de Oxford.

Assista no link acima ao vídeo Recepção dos Clássicos no Renascimento, da série Estudos Clássicos em Dia, com a professora Elaine Cristine Sartorelli, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.


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