Romance explora os efeitos moralizantes das superstições

Baseado em fatos ocorridos no século 19, livro de historiadora da USP estará disponível para download gratuito

 25/11/2020 - Publicado há 1 ano
Fotomontagem: Jornal da USP sobre capa do livro Os Diabos de Ourém
A professora Maria Luiza Tucci Carneiro, da FFLCH, autora de Os Diabos de Ourém – Foto: FFLCH-USP

Um romance histórico baseado em fatos que ocorreram no século 19. Assim pode ser definido o livro Os Diabos de Ourém, que acaba de ser publicado pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O livro estará disponível gratuitamente para download pela Amazon/Kindle neste final de semana (sexta-feira, dia 27, sábado, dia 28, e domingo, dia 29). Uma edição impressa da obra está prevista para 2021.

Capa do livro Os Diabos de Ourém – Foto: Reprodução

“O fio condutor da narrativa é o da possessão do homem pelo diabo que, por uma tradição moralizadora da civilização ocidental, nos remete à prática do exorcismo como profilaxia espiritual e à organização da morte”, destaca a sinopse da obra. “O diabo está entre os personagens principais deste romance, ora invisível ora manifesto, mas sempre presente como expressão de uma mentalidade supersticiosa modelada por valores cristãos e pela tradição popular, ambos seculares. Sombras, uivos, cheiros, sangue, medo e ruídos são formas que, segundo os crédulos, atestam sua presença, configurando uma imagem lapidada pela moral e pelo medo de pecar, pré-determinadas pelo protótipo de Satanás.”

Ainda de acordo com a sinopse, o livro mostra as formas como a população, confusa e aterrorizada, era contida por um misticismo que não lhe permitia distinguir entre verdade e fraude, realidade e ilusão. Entre essas formas estão exorcismos, demônios, espíritos de Herodes, almas penadas vagando do inferno ao purgatório e deste ao céu, profanação de cadáveres, penitências, flagelação, credulidade, superstição e charlatanice. “A mensagem é de que o diabo continua solto.”


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