Rádio USP promove o “Festival Manhã com Bach”

Ouvintes poderão enviar mensagens e sugestões de músicas de Bach para serem tocadas no programa

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Johann Sebastian Bach, um dos maiores compositores da história da humanidade – Foto: Reprodução

Começa neste fim de semana o Festival Manhã com Bach, promovido pelo programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz). No evento, pela primeira vez na história do programa – transmitido desde dezembro de 2014 -, serão lidas mensagens enviadas pelos ouvintes, com suas opiniões e comentários sobre a música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), tema exclusivo do programa. Os ouvintes poderão também sugerir músicas de Bach para serem tocadas durante o festival. As mensagens devem ser enviadas para o e-mail ouvinte@usp.br ou para a página de Manhã com Bach no Facebook.

O festival ocorrerá nos quatro finais de semana de junho. Manhã com Bach vai ao ar sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet (www.jornal.usp.br/radio). O programa fica disponível na forma de podcast na área de podcasts do Jornal da USP.

Segundo os produtores do programa, o Festival Manhã com Bach é uma forma de compensar o cancelamento – em razão da pandemia de covid-19 – do Bach Fest, o Festival Bach, realizado anualmente em Leipzig, na Alemanha, que reúne músicos e amantes da música de Bach de todo o planeta. O evento estava programado para acontecer entre os dias 11 e 21 deste mês. Tradicionalmente, Manhã com Bach acompanha o Bach Fest e, durante a realização do evento, apresenta as mesmas músicas executadas em Leipzig.

Música de câmara e obras sacras

Nascido em Eisenach, na Turíngia, no leste da Alemanha, Bach é um dos maiores compositores da história da humanidade. Sua vasta obra pode ser dividida em música de câmara – composições feitas para um conjunto pequeno de instrumentos – e música sacra.

Relacionadas à música de câmara estão várias obras-primas de Bach, como os seis famosos Concertos de Brandenburgo, as quatro Suítes Orquestrais, as seis Suítes para Violoncelo, as Variações Goldberg, Musikalisches Opfer (Oferenda Musical ou Oferta Musical), Das Wohltemperierte Klavier (O Cravo Bem Temperado) – as três últimas para teclado – e concertos e sonatas para violino, cravo, alaúde, viola da gamba e flauta. Boa parte dessas composições surgiu no período em que Bach trabalhou na corte de Köthen como compositor e regente da orquestra do príncipe Leopold von Anhalt-Köthen, entre 1717 e 1723.

A Saint-Thomas Kirche, a igreja luterana em Leipzig onde Bach trabalhou como Kantor (diretor de música) de 1723 até sua morte, em 1750 – Foto: Roberto C. G. Castro

No campo da música sacra, destacam-se as cerca de 200 cantatas preservadas de Bach – todas elas, sem exceção, esmeradas e tocantes composições para vozes e instrumentos que expressam os mais autênticos e profundos sentimentos religiosos do cristianismo. As cantatas, em sua maior parte, foram compostas nos 27 anos em que o compositor foi Kantor (diretor de música) da Saint-Thomas Kirche, a igreja luterana de Saint Thomas, em Leipzig, na Saxônia, entre 1723 e 1750. Ali Bach também criou duas monumentais Paixões – a Paixão Segundo São Mateus e a Paixão Segundo São João -, o não menos extraordinário Oratório de Natal e a exuberante Missa em Si Menor.

Além dessas obras, ainda ligado à música sacra, Bach é o autor do maior e melhor repertório para órgão da história da música, com centenas de prelúdios e corais criados quando atuou na corte de Weimar, entre 1708 e 1717.

O túmulo de Bach no interior da Saint-Thomas Kirche, em Leipzig – Foto: Roberto C. G. Castro

Bach morreu em Leipzig, em 1750, aos 65 anos de idade. Deixou a esposa Anna Magdalena Bach, uma excelente soprano que foi intérprete de suas cantatas e com quem se casara em 1721, após a morte da sua primeira esposa, Maria Barbara Bach. Teve 20 filhos, dos quais quatro se tornaram músicos de fama mundial: Carl Philipp Emanuel, Johann Christian, Wilhelm Friedemann e Johann Christoph Friedrich. Os restos mortais do compositor estão enterrados no interior da Saint-Thomas Kirche.

Partitura original da monumental Paixão Segundo São Mateus, de Bach, uma das maiores obras da história da música sacra – Foto: Reprodução

 

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