Projeto de valorização da língua iídiche é tema de palestra

Evento será no dia 22, terça-feira, às 20 horas, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Por - Editorias: Cultura - URL Curta: jornal.usp.br/?p=167898
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Ahava (amor), na caligrafia hebraica moderna, de Michel D’anastasio, artista caligráfico hebraico – Foto: Maltin75 via Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

No dia 22 de maio, terça-feira, às 20 horas, Christa Whitney, diretora do Projeto de História Oral Wexler, mantido pelo Yiddish Book Center – instituição localizada em Amherst, no Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos -, fará uma palestra na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Na palestra, intitulada “Ativistas, Escritores e Artistas em Iídiche: o Projeto de História Oral Wexler do Yiddish Book Center”, Christa vai falar sobre o projeto que coletou mais de 800 entrevistas com pessoas de todas idades e origens sobre a língua iídiche (disponíveis em no endereço https://www.yiddishbookcenter.org/collections/oral-histories). O evento terá a participação da historiadora Karen Worcman, doutoranda da USP, e a moderação do professor Daniel Strum, do Departamento de História da FFLCH. 

“Christa Whitney descobriu o iídiche estudando literatura comparada no Smith College, em Massachusetts, e desde 2010 corre os Estados Unidos e o mundo em busca de histórias em iídiche, adquirindo capacitação em produção de vídeo e preservação arquivística ao longo do caminho”, afirma o texto de divulgação do evento. A palestra será em espanhol, com vídeos em iídiche, legendados em inglês, e slides em português. 

O professor Strum lembra que o iídiche era a língua usada por milhões de pessoas na Europa Oriental até o começo do século 20, quando entrou em processo de decadência, principalmente após o Holocausto – a matança de 6 milhões de judeus durante o regime nazista na Alemanha (1933-1945). Esse processo foi acentuado com a aculturação dos judeus falantes do iídiche, que foi substituído pelas línguas dos países em que viviam, como o alemão, o polonês, o russo, o húngaro, o romeno e o checo. 

Livro do início do século 17 sobre o idioma hebraico: a página mostra a pronúncia da letra aleph – Foto: Edelseider via Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

Fundado em 1980, o Yiddish Book Center já recuperou mais de 1 milhão de livros em iídiche, alguns com mais de mil anos, e agora está digitalizando esses volumes. O Projeto de História Oral Wexler, iniciado em 2010, busca ilustrar as várias maneiras como o legado linguístico e cultural do iídiche se transmite, adapta-se e se reinterpreta em cada geração.  

A historiadora Karen Worcman, formada pela Universidade  Federal Fluminense (UFF), foi coordenadora de História Oral do Projeto Heranças e Lembranças: Imigrantes Judeus no Rio de Janeiro. É fundadora e diretora do Instituto Museu da Pessoa. Atualmente é doutoranda do Programa Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da FFLCH.

A palestra “Ativistas, Escritores e Artistas em Iídiche: o Projeto de História Oral Wexler do Yiddish Book Center”, de Christa Whitney, será no dia 22 de maio, terça-feira, às 20 horas, no Auditório Nicolau Sevcenko da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP (Avenida Professor Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis. Mais informações podem ser obtidas neste link.

 

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Textos relacionados