Orquestra de Câmara da USP inicia nova temporada

Com regência de Gil Jardim, primeiros concertos ocorrem nos dias 5, 7 e 8

Por - Editorias: Cultura
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Com ensaio aberto, Ocam estreia sua temporada com a regência de Gil Jardim e assistência de Filipe Fonseca – Foto: Divulgação / OCAM

A Orquestra de Câmara (Ocam) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP entra em seu 23º ano de atividades inaugurando mais uma temporada de concertos, que tem como tema Momentos Musicais Modernistas. Tendo como principal objetivo contribuir para o ensino da prática instrumental ministrado pelo Departamento de Música da ECA, a orquestra fará três apresentações nesta semana, nos dias 5, 7 e 8 de abril.

O primeiro evento, que será um ensaio aberto para os concertos do final de semana, ocorrerá nesta quinta-feira, dia 5, às 12h30, no auditório do Centro de Difusão Internacional (CDI) da USP, na Cidade Universitária. No sábado, dia 7, às 17 horas, o concerto ocorrerá no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, na abertura da mostra Alucinações Parciais – Exposição-Escola com Obras-Primas Modernas do Brasil e da Coleção do Centre Pompidou. Já no domingo, dia 8, às 11 horas, a Ocam se exibirá no Museu da Casa Brasileira, também em São Paulo. Todos os eventos são gratuitos.

No repertório estão composições de Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth e Stravinsky, entre outros compositores. A regência será de Gil Jardim e de seu assistente, Filipe Fonseca. “As temporadas da Ocam são compostas normalmente de oito programas distintos. Sou eu quem os elabora, pesquisando, levando em conta um grande número de possibilidades, ouvindo tanto pessoas da equipe da Ocam quanto professores e parceiros do dia a dia da orquestra. Sempre tenho a intenção de trazer novidades, evitando que a Ocam tenha uma programação previsível.”

O cartaz de divulgação dos concertos traz a imagem de um quadro do pintor pernambucano Cícero Dias, incluída na exposição Alucinações Parciais, que mostrará dez telas de artistas brasileiros, vindas de diferentes locais, e outros dez trabalhos de artistas estrangeiros, originários do acervo do Centre Pompidou, de Paris, na França. “A obra de Cícero Dias foi escolhida por se tratar de uma das obras que estarão presentes na exposição e, especialmente, porque o Instituto Tomie Ohtake pôde conseguir autorização para ser utilizada na divulgação do concerto da Ocam”, explica Jardim.

A Ocam foi criada pelo maestro Olivier Toni em 1995 – Foto: Divulgação/Ocam

Além desses concertos, estão previstas outras apresentações para o ano. No início de maio, a Ocam receberá Gilberto Gil, Carminho, Vanessa Moreno & Fi Maróstica na Sala São Paulo. Em junho, no auditório Ibirapuera, receberá seis professores do Departamento de Música da ECA e dois músicos da Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) para apresentar uma obra do músico suíço Frank Martin. Ainda em junho, a Ocam estará no Teatro Municipal de São Paulo com um programa que trará Eliane Tokeshi e Fábio Presgrave pra tocar o Concerto Duplo, de Johannes Brahms.

Obra de Cícero Dias, que ilustra cartaz de divulgação dos concertos da Ocam – Foto: Reprodução

Criada pelo maestro Olivier Toni, em 1995, seis anos depois o maestro Gil Jardim tomou a frente do grupo. Além de estudantes, a Ocam é composta também de jovens da comunidade ligados à Universidade através de seus cursos de extensão universitária.

O auditório do Centro de Difusão Internacional (CDI) da USP fica na Avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, s/ n, na Cidade Universitária, em São Paulo (SP).

O Instituto Tomie Ohtake fica na Rua Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo (SP).

O Museu da Casa Brasileira se localiza na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano, São Paulo (SP).

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