Grupo do Coral da USP canta “A Saga de Clóris” em São Paulo

Espetáculo será neste domingo, na segunda e na terça-feira, no CEU Butantã, com entrada grátis

Por - Editorias: Cultura - URL Curta: jornal.usp.br/?p=198416
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Fundado em 1967, o Coral da USP é formado atualmente por 15 diferentes grupos, que reúnem cerca de 560 coralistas dirigidos por sete regentes, e está aberto à participação de qualquer interessado – Foto: Reprodução/site Coralusp

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O grupo Zimana do Coral da USP (Coralusp) apresenta neste domingo, dia 30, às 11 horas, na segunda e na terça-feira, dias 1º e 2 de outubro, às 20 horas, o musical A Saga de Clóris, história da mitologia grega que apresenta a deusa da primavera. Aberto a todos os interessados, o espetáculo coral-cênico tem produção e regência do maestro Alberto Cunha e acontece no Centro Educacional Unificado (CEU) do Butantã, em São Paulo. A entrada é grátis.

Na mitologia grega, Clóris (do grego khlóros, que significa verde-claro, pálido ou fresco) era a deusa da primavera, responsável pela formação dos brotos e das flores, e da qual o vento do inverno (Bóreas, que vem do norte) e o vento primaveril (Zéfiro, do oeste) tornaram-se amantes e rivais. Clóris escolheu então Zéfiro, de quem se tornou esposa. Clóris equivale à romana Flora, cujo nome é uma versão corrompida do nome grego Clóris.

.O grupo Zimana

A Saga de Clóris faz parte de um projeto do grupo Zimana que busca resgatar e reconstituir um conjunto de peças significativas da música coral, de diferentes épocas e estilos, reunidas tematicamente sob a forma de espetáculo cênico.

Para o regente Alberto Cunha, responsável pelas produções, a ideia é proporcionar diversão teatral e uma oportunidade de ouvir obras de requintada expressão estética. “Observando o interesse que muitas pessoas têm pelos musicais inspirados nos moldes norte-americanos, imaginei como fazer o coro abordar essa linguagem híbrida de música e teatro, mas sem recorrer ao repertório tradicional dos musicais da Broadway ou daqueles que vemos por aqui nos grandes teatros”, relata.

Assim surgiu A Saga de Clóris, “um espetáculo que envolve as músicas que o coro canta normalmente em concertos, mas com o acréscimo de uma história que justifica a presença dessas músicas. O nome Clóris, como personagem mitológica, aparece nas letras de duas canções renascentistas do nosso repertório. A partir delas, elaboramos o roteiro e nos dedicamos aos ensaios cênicos”, destaca o regente.

O programa inclui canções como Rosa Amarela, de Heitor Villa-Lobos, e Leva la Man di Qui, de Orazio Vecchi, além de poemas como Amor é fogo que arde sem se ver, de Camões, e O que o vento não levou, de Mário Quintana.

O Coralusp

O grupo Zimana é apenas um dos 15 conjuntos que formam o Coralusp. Este foi criado em 1967 pelo maestro Benito Juarez e por José Luiz Visconti, então diretor do Grêmio Politécnico da Escola Politécnica da USP. Denominado inicialmente Coral Universitário Poli-Enfermagem e integrado por alunos e alunas daquelas escolas, logo se abriu à comunidade universitária e à comunidade em geral, incorporando-se, em março de 1971, à Reitoria da Universidade com o nome Coral da Universidade de São Paulo.

Os 15 grupos do Coralusp somam cerca de 560 coralistas, dirigidos por sete regentes. Os grupos estão sediados na Cidade Universitária, na Faculdade de Direito, na Casa Dona Yayá e no Centro Universitário Maria Antonia (Ceuma), todos da USP. Desde 1989, o Coralusp está ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.

O grupo Zimana do Coral da USP (Coralusp) vai apresentar o espetáculo A Saga de Clóris nos dias 30 de setembro, às 11 horas, 1º de outubro, às 20 horas, e 2 de outubro, também às 20 horas, no Centro Educacional Unificado (CEU) do Butantã (Avenida Engenheiro Heitor Antônio Eiras García, 1.870, Butantã, em São Paulo). Entrada grátis. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-5071 e na página do Coralusp.

 

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