Grupo Acappolli mostra que o show tem que continuar

Conjunto de canto à capela da USP produz série de vídeos on-line, em casa e a distância, para continuar ativo

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O Acappolli: mais de 190 estudantes de 17 unidades da USP já passaram pelo grupo desde a sua fundação, em 2014 – Créditos: Reprodução/Facebook

Acappella é uma expressão de origem italiana, que significa cantar à moda da capela, ou seja, sem o acompanhamento de instrumentos musicais. Brincando com essa procedência surgiu o Acappolli, grupo de canto à capela da USP. Em 2014, estudantes da Escola Politécnica (Poli) da USP criaram o grupo que utiliza apenas a voz humana para executar composições. Atualmente, sem os espetáculos ao vivo, os estudantes recorreram à internet para continuar mostrando seu trabalho.

“Na quarentena não dá para cantar junto, então combinamos essas gravações, cada um da sua casa, com uma edição para juntar tudo no final”, conta Laís Horta, estudante de Engenharia de Produção da Poli e única integrante atual que está no grupo desde a sua criação. Segundo ela, eles não costumavam gravar assim antes. No máximo, havia vídeos das próprias apresentações. Agora é que eles têm apostado mais nesse formato. “Estamos com uma lista de músicas em processo. O próximo vídeo deve ser um medley da Disney que nós já até cantamos anos atrás e estamos revisitando agora.” 

Além dos vídeos dos espetáculos antigos, o grupo já postou duas produções recentes feitas no novo formato, produzido de casa: uma interpretação de Beatriz, de Chico Buarque e Edu Lobo, e When the party’s over, da cantora e compositora norte-americana Billie Eilish. Elas já somam quase mil visualizações no Youtube. De acordo com Laís, o processo dessas gravações tem sido bem interessante para aqueles que se dispõem a participar. “Nós fazemos uma base num programa de partitura para que todo mundo grave no mesmo ritmo. O vídeo em si, as pessoas fazem depois, meio que dublando a voz já gravada.”

Distribuição dos estudantes que já participaram do Acappolli desde 2014 por unidade da USP – Créditos: Reprodução/Facebook

 

Distribuição dos integrantes do Acappolli que são da Poli de acordo com o curso  – Créditos: Reprodução/Facebook

Os vídeos do grupo são planejados de forma bem espontânea. Os integrantes sugerem as músicas e quem quiser participa. “Não é nada obrigatório, por isso alguns vídeos têm mais pessoas e outros menos”, conta Laís. Para ela, esses movimentos que estimulam o entretenimento na situação atual são bem importantes, até para o próprio grupo que convive e se mantém unido de algum forma, apesar de não se encontrar.

Renovação constante

A ideia de criar o Acappolli surgiu num grupo de alunos da Poli no Facebook, em 2014. A adesão foi tanta que logo no início foi preciso fazer uma seleção dos participantes. Apesar de ter começado entre politécnicos, a proposta nunca foi restrita a alunos da Escola Politécnica. “Quando começamos a cantar em outras faculdades da USP para divulgar o nosso trabalho, foram aparecendo outras pessoas querendo participar, e assim fomos crescendo”, lembra Laís. Como mostra um gráfico divulgado no Facebook, estudantes de 17 unidades da USP já fizeram parte do conjunto ao longo dos seus seis anos de atividades, num total que passa de 190 pessoas. Atualmente, o grupo conta com 35 integrantes.

Segundo Laís, todo semestre o Acappolli abre inscrições para que novas pessoas entrem no grupo, e assim ele se renova constantemente. “Nós fazemos audições com alguns exercícios vocais”, diz ela, que explica a necessidade disso para o próprio funcionamento do grupo: “Como nós cantamos em várias vozes, a pessoa precisa conseguir cantar em uma voz diferente da dos outros, e ainda assim manter a afinação”.

As apresentações do grupo Acappolli, incluindo os recentes vídeos produzidos durante a quarentena, podem ser vistas no canal do grupo no Youtube e na sua página no  Facebook.

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