Elas são politécnicas, amam música e mostram sua arte na internet

A engenheira e acordeonista Ely Bernardi e a estudante Laís Horta interpretam “Rosa”, de Pixinguinha

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Laís e Ely: dedicadas à engenharia e à música – Fotomontagem: Jornal da USP/Luana Franzão

Ouça no link abaixo a música Rosa, de Pixinguinha, na interpretação de Ely Bernardi e Laís Horta.

Elas são mãe e filha. Além de terem a mesma paixão pela música, compartilham a formação profissional: ambas estão ligadas à Escola Politécnica da USP. Ely Bernardi, a mãe, se formou ali em Engenharia Civil em 1975. A filha, Laís Horta, cursa atualmente o último ano de Engenharia de Produção na mesma escola.

Na música, as paulistanas Ely e Laís também estão juntas. Elas acabam de disponibilizar na internet um vídeo em que apresentam a música Rosa, de Pixinguinha (1897-1973). Nele, Ely toca acordeon, acompanhada por Laís na voz e no piano.

“É um vídeo amador, feito em casa, mas acho que ficou bom”, afirma Laís, que se mostra dividida entre a engenharia e a música. Nos últimos anos, ao mesmo tempo em que cursava a Poli, fez algumas disciplinas optativas no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, onde teve aulas de Canto e participou do Coral Universitário Comunicantus. Quando criança, recebeu aulas particulares de piano e, hoje, participa de dois grupos corais, o Acappolli – também ligado à Poli – e Aklave, de São Paulo. “Eu espero poder conciliar a engenharia e a música.”

Ely conseguiu fazer essa conciliação desejada pela filha. Engenheira civil do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo – onde ingressou como estagiária, ainda na época de estudante -, ela integra desde 2010 a Orquestra Sanfônica de São Paulo, conjunto formado exclusivamente por acordeonistas – hoje com cerca de 40 membros -, dirigido pela professora e maestrina Renata Sbrighi.

“Eu comecei a aprender a tocar acordeon aos 5 anos, incentivada pelo meu pai, que, como bom descendente de italianos, gostava muito desse instrumento”, revela Ely. Depois que sua professora mudou de cidade, ela passou a estudar piano, até entrar na Escola Politécnica, em 1971, quando deixou de ter tempo para a música. Somente em 2009, graças a uma reunião de família, ela voltou a tocar acordeon mais constantemente. “A música sempre foi um lazer para mim.”

Sobre o vídeo em que se apresenta com Laís, Ely diz que tocar ao lado da filha foi “uma experiência rica e emocionante”. Ela espera produzir outros vídeos, mas admite que precisa estudar mais. “Acompanhar o canto exige o contraponto, o que é uma dificuldade.” A engenheira e acordeonista vê com orgulho a dedicação de Laís à música e à engenharia. “Ela se empenha muito no que faz”, diz. “Espero que consiga conciliar as duas coisas. Ela pode aplicar o que aprendeu na Poli fazendo produção musical, por exemplo. Quem sabe?”

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