“Concertos Cripta”, da Catedral da Sé, promove série on-line

Artistas interpretam clássicos da música para incentivar as pessoas a ficar em casa

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O compositor e instrumentista Alessandro Penezzi participou em 2019 do primeiro espetáculo apresentado pelo projeto Concertos Cripta, da Catedral da Sé, que agora tem continuidade nas redes sociais – Foto: Reprodução/Facebook

Shows cancelados e a impossibilidade de voltar para casa depois de viajar para se apresentar são algumas das dificuldades que vários artistas estão passando atualmente. Com o intuito de motivá-los e ainda estimular as pessoas a ficarem em casa, o projeto Concertos Cripta, da Catedral da Sé, em São Paulo, produziu a série #fiqueemcasa. Os artistas foram convidados a produzir pequenos vídeos em que retratam o que estão vivendo e executam algumas obras de seu repertório.

Entre eles está a saxofonista japonesa Aika Shimada, radicada em São Paulo há cinco anos. Ela está no Peru desde março, quando iniciaria uma turnê pelo país. Com a pandemia, os eventos foram cancelados e ela teve que permanecer por lá. Sua contribuição na série de vídeos foi uma interpretação de Desafinado, de Tom Jobim e Newton Mendonça. Já a pianista Clara Sverner, de 84 anos, saiu de Copacabana e mudou-se temporariamente para seu sítio no interior do Rio de Janeiro. Lá está seu primeiro piano, que ela ganhou com 5 anos de idade, em 1942, e foi nele que ela gravou Atraente, de Chiquinha Gonzaga.

A série é bem diversificada e apresenta artistas com estilos e repertórios muito diferentes. Enquanto o contra-tenor Bruno Costa interpreta um trecho de Stabat Mater, de Vivaldi, o regente Gabriel Soares, do grupo Madrequê, canta Paciência, de Lenine. A soprano Marly Montone, que interpretaria o papel principal da ópera Aida caso a apresentação não tivesse sido adiada pelo Teatro Municipal de São Paulo, enviou uma gravação cantando um trecho das Bachianas nº 5, de Heitor Villa-Lobos. E Celina Charlier, flautista brasileira, não conseguiu voltar para sua casa em Nova York, ficando em São Paulo, onde gravou o vídeo no qual interpreta Dyloiá, de Edmundo Villani-Côrtes.

O projeto Concertos Cripta teve início em julho de 2019 para comemorar os 100 anos da cripta da Catedral da Sé. Os concertos semanais aconteciam em diversos espaços da Catedral e estavam relacionados com os aspectos históricos do edifício, da cidade e dos povos de São Paulo. Em tempos de pandemia, os musicistas que já se apresentaram em outras ocasiões voltam agora para incentivar as pessoas a ficarem em casa. Ao todo são mais de 20 vídeos inéditos, além de todos os outros concertos já apresentados que também estão disponíveis nas redes sociais do projeto Concertos Cripta, no Facebook, no YouTube e no Instagram.

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