Com a rua como cenário e os jovens como protagonistas, 1968 faz história

Esse ano foi o resultado de uma conjuntura sociocultural e política, criando uma grande turbulência em todo o mundo. No Brasil, as universidades tiveram um papel de destaque nesse cenário, com a Batalha da Maria Antonia sendo o ápice desse embate ideológico

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Arte sobre fotos de Wikimedia Commons / Jornal da USP

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Mítico, icônico, interminável. Todos esses epítetos – e mais vários outros, a depender do pesquisador da vez – cabem para caracterizar 1968. Um ano emblemático que se tornou um turbilhão mundo afora, com ações, eventos e situações que, independentemente da latitude, se cristalizaram nos anais da história e no imaginário popular. No mesmo melting pot cabiam o Hal 9000 no enigma espacial do 2001, de Kubrick; o sonho abatido a bala de Martin Luther King; o assassinato de outro Kennedy, aumentando a fama aziaga da família; as passeatas do flower power e da paz e do amor na Califórnia; a Primavera de Praga que ganhou tons invernais com os tanques do Pacto de Varsóvia; e a alucinação coletiva do é proibido proibir  dos estudantes que tomaram Paris de assalto, liderados por um baixinho ruivo petulante chamado Daniel Cohn-Bendit – ou Danny, o Vermelho (Le Rouge), como passou a ser chamado graças tanto à tonalidade de seus cabelos quanto de sua ideologia.

No Brasil, o turbilhão não era diferente, mas por motivos diversos: na luta contra a ditadura que havia se encastelado no poder desde 1964, castrando progressivamente as liberdades políticas, alas contestadoras nasciam de todos os lados e eram contidas pela repressão. Passeatas por todo o País, sendo a mais simbólica a dos Cem Mil, resistência à censura, exigência de uma reforma universitária, prisões, atos institucionais que se sucediam e atentados à direita e à esquerda – entre 1964 e 1969 foram contabilizados 144 atentados à bomba. Na universidade, mais especificamente na USP, o ápice foi a chamada Batalha da Maria Antonia, quando integrantes da Universidade Mackenzie atacaram a então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da USP, na famosa rua, criando uma verdadeira conflagração entre os dias 2 e 3 de outubro.

O que aconteceu em 1968 foi o resultado de uma conjuntura sociocultural e política que desembocou justamente nesse ano, criando uma geleia geral dramática. Da mesma forma, não se pode apartar 1968 do contexto geopolítico do período, em plena Guerra Fria e com corações e mentes sendo disputados e cooptados a todo instante tanto pelo way of life americano quanto pela promessa de uma sociedade sem classes soviética. Os embates nos salões acarpetados, nas salas de aula e nas ruas eram tanto físicos quanto ideológicos. É nesse cenário que o Brasil pós-golpe militar se insere, mesmo sendo um personagem secundário, à margem mesmo, dos eventos globais. Mas que teve, internamente, momentos tão ou mais incendiários do que aqueles mostrados pelas imagens em preto e branco do Repórter Esso.

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Os 50 anos da Batalha da Maria Antonia, que teve lugar entre os dias 2 e 3 de outubro, serão tema de evento organizado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária no hoje Centro Universitário Maria Antonia entre os dias 2 e 5 de outubro. “O público terá a oportunidade não só de conhecer mais sobre a história, mas também de entender melhor como ela se relaciona com o contexto da época e o ambiente social, político e universitário dos anos 1960 e 1970”, afirma a professora Margarida  Kunsch, coordenadora geral do evento.

veja programação completa aqui

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A Universidade também foi um microcosmo da Guerra Fria
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O Brasil de 1968 era um país prestes a encarar definitivamente seu pesadelo ditatorial, que já arreganhava os dentes e começava a deixar de ser envergonhada – como qualificou o jornalista Elio Gaspari – para se mostrar com toda sua truculência. Mas mesmo sendo personagem periférico nos eventos globais, o Brasil emula em suas fronteiras – como um microcosmo da Guerra Fria que dava o tom em todo o globo – muitos dos atos que tomaram cidades de assalto mundo afora. Isso, principalmente graças a dois elementos: o cenário principal, as ruas – que foi onde, efetivamente, 1968 aconteceu, no espaço público –, e o ator principal, a juventude, que já ensaiava esse protagonismo desde o começo dos anos 1960.

Foram os jovens que acenderam o rastilho de pólvora em Paris, em Praga, na Cidade do México, em Berkeley. E no Rio de Janeiro e em São Paulo. E principalmente jovens universitários, que inicialmente saíram às ruas contra, entre outras coisas, o famigerado acordo MEC-Usaid, assim chamado porque unia o então Ministério da Educação e Cultura, liderado pelo discretíssimo ministro Flávio Suplicy de Lacerda, e a United States Agency for International Development, a agência americana para o desenvolvimento internacional – um eufemismo burocrático para a dominação sociocultural de países-satélites. A ideia era, na palavra dos envolvidos, atingir a expansão e o aperfeiçoamento, a curto e longo prazos, do sistema do ensino superior brasileiro. Para os críticos do tal acordo, o que o governo militar queria era americanizar a universidade brasileira, copiando os modelos produtivistas das instituições americanas. O acordo acabou não dando em muita coisa na prática, mas redundou em muito barulho. E seu espírito até hoje continua rondando o MEC.
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Passeata de estudantes em São Paulo contra os acordos MEC-Usaid – Foto: Memorial da Democracia

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Na verdade, a universidade brasileira esteve no olho do furacão por vários motivos em 1968 – e a Universidade de São Paulo teve seu quinhão de protagonismo. Para o bem e para o mal, diga-se – por exemplo, o ministro da Justiça, Gama e Silva, que engendrou e vocalizou o AI-5, havia sido reitor da USP. Mas não é só isso.

“O que aconteceu em 1968 precisa ser rememorado para não ser repetido. E é importante lembrar que tudo estava em um contexto da Guerra Fria, e nesse sentido os militares encontraram um campo fértil para agir”, afirma o sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, aposentado compulsoriamente pelos militares em 1969 (veja abaixo o depoimento de Fernando Henrique).

É preciso relembrar esses acontecimentos para resgatar o verdadeiro espírito da Universidade – Fernando Henrique Cardoso

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Afinal, muitas das bandeiras que os estudantes uspianos que saíam em passeata por São Paulo brandiam eram as mesmas de seus colegas de todo o Brasil: o ataque ao já mencionado acordo MEC-Usaid, a reforma universitária e, claro, o fim da ditadura militar. “Mais pão, menos canhão” era a palavra de ordem dos estudantes paulistas pelas ruas de São Paulo. E ainda havia, no caso da USP, o problema dos excedentes: estudantes que haviam passado no vestibular mas que não encontravam vagas nos cursos escolhidos. Quase uma situação de
overbook acadêmico. A luta, revestida de cunho social, era por mais vagas na Universidade justamente para esse público apartado das salas de aula, mesmo tendo cumprido as exigências de um vestibular.

Havia também a luta em prol da reforma universitária. No final das contas, o governo fez a reforma, mas bem longe dos anseios universitários: o principal ponto foi o fim da cátedra, uma instituição poderosíssima no ambiente acadêmico, substituída pela figura dos departamentos. “Os militares acabaram com a cátedra, mas por interesses distintos dos estudantes e das comissões paritárias que estudavam a Reforma Universitária. Foi um sonho de uma noite de verão, mas era muito ativo”, conta o hoje professor titular aposentado do Instituto de Física da USP Sílvio Salinas. Na época, Salinas era professor de Física da Escola Politécnica.

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..A difícil convivência entre
.esquerda e direita
 

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Seria relativizar demais simplesmente opor a USP ao governo militar, como se a instituição, como um todo, estivesse de um lado e os agentes da ditadura, do outro. Não era assim, porque a vida não é assim. E, sem maniqueísmos, direita e esquerda, conservadores e progressistas conviviam – ou pelo menos compartilhavam espaço – pelos corredores, salas de aula e congregações da Universidade. Mas havia uma ciumeira acadêmica que acabaria por desaguar em delações contra desafetos. A ala conservadora queria justamente isso: conservar o
status quo, mantendo suas ideias de universo acadêmico, de pesquisa e de como dar aulas. Qualquer opinião distinta dessa visão particular de mundo seria vista como perigosa e “esquerdizante”.

Não se pode também esquecer dos chamados “estudantes profissionais”, agentes do temido Dops infiltrados nas salas. Além daqueles alunos que foram cooptados sem muito esforço para serem informantes pagos da ditadura. Sua missão: dedurar professores e colegas “de esquerda”. “O professor João Cruz Costa, da Filosofia, quando ia citar Marx – porque era necessário –, dizia: ‘Estou citando um escritor brasileiro chamado Carlos Marques’. E ele escrevia na lousa: ‘Carlos Marques’, para quem estivesse espionando não pudesse dizer que ele estava falando de Marx”, relembra a hoje Professora Emérita da FFLCH Walnice Nogueira Galvão.

Mesmo em unidades aparentemente impermeáveis a essas discussões, havia espaço para o embate de ideias e até para o confronto de fato. A secular Faculdade de Direito do Largo São Francisco foi invadida por alunos no dia 23 de junho – um domingo –, em uma manifestação em favor da reforma universitária e contra a ditadura. Ficaram entocados nas Arcadas por 25 dias, até serem tirados de lá pelo Corpo de Bombeiros. “Do ponto de vista do ensino universitário, a ocupação conseguiu um avanço espetacular: as classes de 150 alunos foram divididas em duas de 75”, relembrou ao Jornal da USP, em 2008, o ex-aluno Márcio Valente, nos 40 anos da invasão.
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Polícia desocupa a Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 18 de julho de 1968 – Acervo Iconographia

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De todas as ações em que a Universidade e seus alunos estiveram envolvidos, talvez o paroxismo seja a chamada Batalha da Maria Antonia, aquela que opôs alunos da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e integrantes da Universidade Mackenzie entre os dias 2 e 3 de outubro de 1968. Muitos preferem dizer, justamente, que eram integrantes do Mackenzie e não exatamente “mackenzistas”.

“Dentro do Mackenzie estavam estudantes ligados ao Dops e ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC) e grupos do Exército, que promoveram o ataque. O ataque foi deles, e não necessariamente dos mackenzistas”, relembra o professor José de Souza Martins em um artigo inédito que o Jornal da USP publicará em outubro, dentro da série especial sobre 1968. “Hoje, estou quase convencido de que a USP foi objeto de uma provocação do regime, de grupos paramilitares e de grupos civis de direita para ‘desentocar’ setores potencialmente de risco para o regime militar. Os estudantes caíram na cilada.”

E esse embate teve consequências seriíssimas. Tudo começou por causa de um pedágio criado na rua pelos estudantes da USP, para custear a organização do congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Logo, uma batalha campal estourou entre os estudantes das duas instituições, com a duração de dois dias. Os estudantes se enfrentavam no começo com ovos, depois com pedras, paus, tiros e até bombas, enquanto a polícia assistia a tudo sem intervir. Um deles morreu com um tiro, o estudante secundarista José Guimarães, do Colégio Marina Cintra, da Rua da Consolação, e sua camisa ensanguentada foi levada como estandarte pelos alunos da Maria Antonia em passeata pelas ruas do centro paulistano. Ao fim do confronto, a Polícia invadiu os prédios da Faculdade de Filosofia e também da Faculdade de Economia, esta na Rua Dr. Vila Nova. Os prédios tinham ligação interna, e muitos estudantes e professores conseguiram escapar da pancadaria saindo pela Dr. Vilanova. “Foi uma coisa horrível. Nunca passou pela cabeça de ninguém que eles fossem capazes de bombardear e incendiar uma escola. Foi uma coisa absolutamente espantosa”, relembra a professora Walnice, ainda hoje assustada com o que aconteceu.

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A Batalha da Maria Antonia – Foto: Hiroto Yoshioka/Acervo CEUMA PRCEU-USP

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“A partir de 1968, tudo se alterou. A USP se transforma brutalmente, pois a concepção de universidade não é mais aquela que estava encarnada na Faculdade de Filosofia. Para a sociedade, não é necessário falar muito: as consequências são o fechamento político e a ditadura, que já apontavam para destinos assistidos ainda hoje”, afirma a diretora da FFLCH Maria Arminda do Nascimento Arruda, estudante de Ciências Sociais na época da Batalha.

Então, foi tudo ribanceira abaixo, e o pouco de liberdade que ainda se tinha foi sendo tirado em nacos cada vez maiores. A começar (e continuar) pela perseguição aos estudantes. Em 12 de outubro, cerca de 1.000 estudantes que participavam de um congresso da UNE em um sítio em Ibiúna, no interior de São Paulo – encontro mal ajambrado, mal organizado e, para piorar, mal disfarçado –, foram presos por soldados da então Força Pública e do temido Dops. As principais lideranças estudantis foram parar na cadeia: José Dirceu, Luís Travassos e Vladimir Palmeira, entre outros. A ditadura rosnava – e mordia, cada vez mais forte.
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Agentes da Força Pública e do Dops prendem estudantes reunidos no 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, em 1968 – Foto: Acervo Agência Estado

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A ditadura mostra todas as suas garras
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O golpe de misericórdia nas liberdades individuais e nos anseios pelo fim da opressão se deu na sexta-feira, 13 de dezembro, quando Costa e Silva e seu ministro da Justiça (e reitor da USP licenciado) Gama e Silva decretaram o AI-5. O estopim para o Ato foi um discurso mal articulado pelo então deputado federal Márcio Moreira Alves e a subsequente negativa do Congresso em deixar que ele fosse processado pelo governo, mas é claro que todos os fatores anteriores – atentados, passeatas, resistência da oposição política e efervescência universitária – ajudaram em muito a fermentar o bolo de fel que a ditadura passava a oferecer à população.
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Costa e Silva assina o AI-5 e inaugura o período mais duro do regime militar – Foto: CPDOC-FGV

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Jornais de 1968 noticiam o AI-5 – Foto: Reprodução

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A partir daí, as cassações de professores e a truculência não tiveram mais fim. “Quando veio o AI-5, comentávamos que era inevitável nossa cassação, porque éramos considerados figuras de esquerda. E sabíamos que a USP havia sido apenas violada pela ditadura. Ela colaborou intensamente com o regime”, conta o Professor Emérito da FFLCH José Arthur Gianotti, que em 1968 era professor de Filosofia da FFCL. “Nós sabíamos que a Universidade tinha instalada uma comissão para fazer a lista dos professores que seriam cassados.” Essa “caça – ou cassa – às bruxas” não se ateve ao AI-5, o que já seria terrível o suficiente. No âmbito acadêmico, o governo ainda queria mais. E essa gula se materializou com a aposentadoria compulsória de professores e, em 26 de fevereiro de 1969, com o decreto-lei 477, também chamado de “AI-5 das universidades”. Com o 477, a ditadura punia professores, alunos e funcionários de universidades acusados de subversão ao regime com expulsão. A intenção era inibir a capacidade intelectual de uma geração de acadêmicos. O processo era sumário e os professores punidos ficavam impedidos de lecionar em outra instituição educacional pelo prazo de cinco anos. Já os estudantes eram impossibilitados de cursarem qualquer universidade por três anos.

Entre as vítimas desses atos arbitrários estava um reitor da USP, o professor Hélio Lourenço, que dirigiu a Universidade entre outubro de 1968 e abril de 1969, assumindo o lugar de Mário Guimarães Ferri, que ocupara a Reitoria com a licença de Gama e Silva e que tinha renunciado. “Hélio Lourenço liderou a reforma estatutária conhecida como Estatuto Hélio Lourenço e foi cassado enquanto exercia o mandato por se pronunciar em defesa dos professores afastados pelo AI-5”, recordam os autores Paulo de Taso Muzy e José Roberto Drugowich em seu livro Os Desafios da Autonomia Universitária: História Recente da USP.

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Invasão do campus da USP pelo Exército em 1968, quatro dias após a edição do AI-5 – Foto: Acervo Agência Estado

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Mas antes de 1968 acabar, a USP ainda seria vítima de mais ação arbitrária do governo: no dia 17 de dezembro, quatro dias depois da decretação do AI-5, o Conjunto Residencial da USP, o Crusp, foi invadido por tropas do II Exército e por homens da Força Pública. Dois dias antes, integrantes do CCC já haviam comemorado a decretação do Ato metralhando os blocos A e F. Para o regime, o Crusp era “um importante centro de efervescência, discussão e ação política” e uma “entidade espúria”, como qualificou o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado na época. Para seus moradores, não era nada disso. “O Crusp foi uma grande aprendizagem de convivência, onde trabalhamos nossos valores, nossas noções de mundo”, avaliou  a ex-vereadora Tereza Lajolo na edição de março de 2009 da Revista da Adusp. Tereza estudava Geografia em 1968 e morava no apartamento 501-A.

Esse local de “grande aprendizagem” e de se trabalhar “noções de mundo” foi invadido pelos soldados, completamente esvaziado e fechado. Entre 800 e 1.000 estudantes foram presos – e o Crusp só voltaria a ser usado como moradia para alunos de graduação da USP em 1979. Na tomada do conjunto residencial houve momentos que demostraram claramente a tacanhice dos algozes dos estudantes. Artefatos tidos como “subversivos” foram apreendidos, entre eles um relógio despertador e um perigoso e suspeito livro de capa vermelha (!) de um estudante da Escola Politécnica, com o sugestivo título de… Bombas hidráulicas.

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Barreira na entrada do Conjunto Residencial da USP (Crusp) em 1968 – Foto: Rolando de Freitas/Agência Estado

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O ano de 1968 talvez realmente não tenha acabado, por tudo o que ele encerra de imaginário e real. Por tudo o que ele representou e representa até hoje. O ambiente acadêmico teve um papel preponderante nessa luta contra a ditadura, mesmo que, no dia 31 de dezembro daquele ano, muito do que se sonhou, se tentou fazer e se propôs estivesse esfacelado. “Se na Europa 1968 significou uma revisão da sociedade com mudanças radicais de comportamento e avanço nos direitos civis, no nosso País tivemos a busca da democracia violentamente reprimida, particularmente para a comunidade da USP”, escreveu o reitor Vahan Agopyan no prefácio à nova edição do livro O Controle Ideológico na USP (1964-1978).

Talvez o que melhor represente toda essa luta, quase quixotesca, de jovens munidos de ideias contra soldados com metralhadoras seja o poema apropriadamente intitulado Idílica Estudantil, de Alex Polari, um dos últimos presos políticos a deixar as masmorras da repressão:

 

“Nossa geração teve pouco tempo
começou pelo fim

mas foi bela a nossa procura
ah!moça, como foi bela a nossa procura
mesmo com tanta ilusão perdida
quebrada,
mesmo com tanto caco de sonho
onde até hoje
a gente se corta.

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A Batalha da Maria Antonia

Imagens da exposição Re Vou Ver, no Centro Universitário Maria Antônia, que mostra o acervo histórico e documental sobre a batalha entre os estudantes da USP e do Mackenzie, em 1968.

Fotos: Hiroto Yoshioka/Acervo Centro Universitário Maria Antonia – PRCEU USP

 

Fotos: Marcos Santos e Jorge Maruta/Jornal da USP

 

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Entrevistas: Vinicius Crevilari
Diagramação: Thais H. Santos
Supervisão: Marcelo Rollemberg e Luiz Roberto Serrano

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