Resiliência tem impacto positivo no desempenho escolar

O estudo foi feito com estudantes de 68 países que participaram do Programa Internacional de Estudos (Pisa)

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Os alunos com  melhor pontuação em ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudos (Pisa) também apresentavam características resilientes. Tinham  maior capacidade de resistir às adversidades, eram mais flexíveis  e se adaptavam melhor às mudanças – Foto: Reprodução/Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Estudo da USP aponta que uma característica psicológica conhecida como resiliência, e que pode ser desenvolvida, tem impacto positivo no desempenho escolar. A pesquisa foi baseada em dados de estudantes de 68 países que tiveram melhor pontuação em ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudos (Pisa) 2015. O trabalho, de autoria da economista Vanessa Proença Almeida Rosa, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, recebeu menção honrosa do 23º Prêmio de Excelência em Economia 2018, do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP).

Em seu trabalho, Vanessa Rosa observou que os alunos com melhor pontuação em ciências no Pisa também apresentavam características resilientes. Tinham maior capacidade de resistir às adversidades, eram mais flexíveis e se adaptavam melhor às mudanças nas várias etapas da vida. Segundo a pesquisadora, “eles estavam entre os 25% mais desfavorecidos social e economicamente, mas que se enquadravam nas 25% melhores notas do Pisa 2015”, relata a pesquisadora. Em números percentuais, os estudantes resilientes estavam 48,8% em Cingapura, 48,8% no Japão, 48,3% na Estônia, 46,3% em Taipé e 42,8% na Finlândia.

Vanessa Proença Almeida Rosa recebeu menção honrosa no 23º Prêmio de Excelência em Economia 2018 – Foto: Acervo pessoal

As variáveis independentes dos modelos para o desempenho foram incluídas em consonância com a literatura e foram mensuradas pelo Pisa por meio de questionários aplicados aos alunos e aos diretores. Entre os resultados obtidos, verificou-se impacto positivo para o desempenho nas três áreas (ciências, leitura e matemática), a presença de estudantes resilientes e o status socioeconômico e cultural. “Este último dado foi obtido por meio de informação sobre educação e ocupação dos pais e dos recursos educativos e culturais nas residências dos estudantes”, relata a economista.

Além dos parâmetros de resiliência e do status socioeconômico e cultural, o estudo também considerou a autonomia e a liderança da escola, a escassez de professores, o percentual de professores trabalhando meio período, agrupamento por habilidade e o uso do histórico escolar no processo admissional.

A cerimônia de reconhecimento do trabalho pelo Conselho Regional de Economia de SP (Corecon-SP) ocorreu em 13 de agosto de 2018, em São Paulo. Vanessa Proença de Almeida Rosa graduou-se em 2017 sob orientação da professora Ana Lucia Kassouf, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia, da Esalq. O título de sua monografia foi Determinantes do Desempenho Escolar com Base no PISA 2015.

Caio Albuquerque/Divisão de Comunicação Esalq

Mais informações: (19) 3447-8613/3429-4109

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